Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
A vida é uma loucura, às vezes não é justa
Mas por favor não muda
Vê se não me esquece mais
Eu tava lembrando de lembrar você
De acordar só quando o dia amanhecer
Permanecemos ali a vê-la ir passando sobre nós, ir-se indo para longe, para lá distante, onde havia a cidade, sacudindo seu imenso corpo com grande rumorejo, muitos relâmpagos, arfar de ventos e abundância de chuva.
(Russland 4: O ninho das trovoadas, 2016)
DESERTO
Um vale
Desconhecido
Vejo...
Um lindo
Jardim...
Depois
De anos passados
Não o vejo
Nem o encontro
Não sei
Qual foi
O seu fim...
Edilson Alves
O QUE VOCÊ VÊ ?
Olá, amigo Leitor e prezados amigos de rede.
Quero nesse momento, compartilhar um pensamento que trago comigo e talvez lhe ajude a ampliar sua própria consciência.
Quando nos aprofundamos e investimos energia em pessoas vazias, a única coisa que encontramos é o eco dos nossos próprios esforços. Quando mergulhamos de cabeça em pessoas rasas, o mais provável resultado é quebrar a cara.
O vazio e o raso, no entanto, são largamente subjetivos (e como tudo que é subjetivo, mudam com o tempo). Aquilo que para uma pessoa é oceano, para outra pode ser uma poça d’água. Aquilo que ontem era pleno e profundo, hoje pode ter se tornado vazio e insuficiente.
É o vai-e-vem de uma maré individual. E ninguém é melhor mergulhador das tuas profundezas do que você mesmo. É somente você, portanto, que pode saber a medida do que deve ou não ser aceitável nas tuas relações.
Há quem sofra por derramar oceanos em alguém que só deseja um copo d'água. Da mesma maneira, há quem se assuste por receber toneladas quando desejava apenas um punhado. Há, também, pessoas que entregam o mar a alguém que sonha com montanhas.
Ninguém é obrigado a sentir, desejar, amar. Assim como ninguém é obrigado a se contentar com migalhas afetivas. Sentimentos e desejos se manifestam de maneiras diferentes em cada um de nós.
Eis o difícil ponto de equilíbrio das relações humanas. A complexa dança entre auto-respeito e empatia.
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
Parece que dignidade não existe mais, pois lealdade e sinceridade quase não se vê e parece ser coisa do passado.
De pé, encalço, segue o trilho
que à estação deve chegar.
Alegrava a meninice
olhar o trem que vem passar.
Aquele trem que era vida
foi-se embora, existe não.
A estação, desamparada,
de tão vazia é solidão.
E nos trilhos pedregosos
só resta agora
emoção.
Amar é como ter uma estrela só pra você a brilhar no céu. Vai ter momentos que não vai vê-la mas vai sentir que ela estará lá. Noutro instante você apenas poderá contemplar sua beleza, de longe. Mas sempre que se deitar e sentir o calor do seu lindo astro vai conseguir se sentir no céu.
Encontre alguém que seja apaixonada por Deus.
Porquê se ela não trai quem ela não vê, você terá a certeza que não será traído.
O rap me fez isso aqui e, olha, tô devendo nada
Minha mãe só me vê de longe, em cada foto que é postada
E desde o dia que eu nasci, já sabia, ia ser uma jornada
Preconceito entre Triângulos
O triângulo eqüilátero chegou
O triangulo eqüilátero se vê como perfeito
Todos os seus lados são iguais, ele se acha o melhor
O triangulo isósceles apareceu
O triangulo isósceles se vê como o maioral
Pois ter dois lados iguais o deixa orgulhoso
O triangulo escaleno surgiu
Ele está acuado, pois todos os seus lados são diferentes
Conviver com os outros o deixa triste
Todos os triângulos são diferentes entre eles
Todos são somente triângulos
Em um canto.
No mesmo paradigma, paradoxo, na mesma merda de um paralelepípedo!
Como uma parede velha a ser demolida.
Feito um feixe de luz na mesma merda de parede.
Um paradoxo fixo, nada transita
Um nada!
Livre da insanidade, jamais queiras estar
Sem ti
Em um canto.
"Vê o que eu descobri, disse Qohélet O-que-sabe, uma por uma, para chegar a um cálculo. O qual minha alma busca ainda e eu não descobri. Um homem, um em mil, eu o descobri, e uma mulher, num milhar delas, não descobri sequer.
Tão só vê isto que eu descobri: que Elohim fez o homem reto, e eles é que buscaram maquinações sem fim."
Ec 7:27-29
(Apud Haroldo de Campos)
Ele vê meus pecados ocultos
O que escondo no fundo do meu coração
Derrama em minha vida a água
Limpa a sujeira e sacia essa sede
O que Cristo oferece, Ele é
SENTIMENTOS PEÇONHENTOS
As mágoas, os rancores, a raiva e o ódio são sentimentos peçonhentos e venenosos para a alma de qualquer ser. Só tende a conduzi-lo à caverna ímpia, sombria e fria que abraça o seu conviver com o mundo externo.
CREPÚSCULO
Vê-se no silêncio, e vê, pela janela
O cerrado, eclodindo pra vespertina
Melancólico, perece o sol, e mofina
Outro fim de tarde, e a noite vela...
E ai! termina mais um dia, e revela
As horas, que a viveza se amotina
De sua rapidez, pérfida e assassina
Tão sem troco... - um atributo dela!
A melancolia no horizonte, é saudade
As sobras das lembranças, é desgosto
E o que se resta agora é outra idade...
Olhos rasos d’água narram o sol posto
Lúrido, duma emoção em calamidade
- de o crepúsculo do tempo no rosto!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/03/2026, 17'00" - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Incapaz de vê-la longe de si, fechou os olhos, enquanto o frio da solidão cobria as eras com sincelos.
Você acredita que um novo dia começou porque vê o sol, mas o sol precisou acreditar que era um novo dia quando ainda era noite.
uma folha em branco para muitos e só uma folha em branco, mas para aqueles que ve inspiração em tudo essa folha e uma passagem para um mundo onde vivem sua própria realidade
