CREPÚSCULO Vê-se no silêncio, e vê,... Luciano Spagnol - poeta do...

CREPÚSCULO Vê-se no silêncio, e vê, pela janela O cerrado, eclodindo pra vespertina Melancólico, perece o sol, e mofina Outro fim de tarde, e a noite vela... E ... Frase de Luciano Spagnol - poeta do cerrado.

CREPÚSCULO

Vê-se no silêncio, e vê, pela janela
O cerrado, eclodindo pra vespertina
Melancólico, perece o sol, e mofina
Outro fim de tarde, e a noite vela...

E ai! termina mais um dia, e revela
As horas, que a viveza se amotina
De sua rapidez, pérfida e assassina
Tão sem troco... - um atributo dela!

A melancolia no horizonte, é saudade
As sobras das lembranças, é desgosto
E o que se resta agora é outra idade...

Olhos rasos d’água narram o sol posto
Lúrido, duma emoção em calamidade
- de o crepúsculo do tempo no rosto!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/03/2026, 17'00" - Cerrado goiano
Olavobilaquiando