Sombras
No escuro, entre pedras e sombras, a esperança, um pulso quente, foi meu único modo de não me perder no vazio.
Jesus é o fogo sagrado que, nas sombras mais densas, reacende a coragem até mesmo dos mais exaustos.
Meus medos não me paralisam mais, aprendi a carregá-los comigo, são sombras que me acompanham, mas não me definem, sou muito maior que eles.
A fé me salva de mim mesmo, dos meus excessos, dos meus impulsos, das minhas sombras, ela é minha luz interna.
Eu me sento na penumbra fria de um quarto que já foi lar, observando as sombras se alongarem e consumirem cada canto da esperança, porque as pontes que tentei construir para fora, feitas de sussurros sinceros, foram engolidas pelo oceano de indiferença que cerca o mundo. Neste declínio da sociedade moderna, onde a frieza se tornou a moeda mais forte, tudo o que resta são as minhas próprias preces, silenciosas e sem destinatário, enquanto o eco da minha voz não encontra outra parede senão a minha própria pele.
As lembranças são como sombras que não permitem que a luz me toque, são uma muralha que não tenho forças para derrubar. Atrás dela, o tempo se acumula em silêncio, transformando a dor em rotina. Não sinto saudade desse tempo, nunca senti. Tudo se tornou peso, um fardo que as vezes, penso em desistir de carregar, e sigo apenas existindo, mesmo sem saber se ainda sei viver.
No fim das tardes, o mundo baixa a cabeça como se rezasse. As sombras alongam os desejos que não viraram atos. Eu caminho com a sensação de ter esquecido algo essencial. Por vezes o essencial é apenas o nome de alguém. E chamar esse nome é como abrir uma porta sem saber o que vem depois.
A tristeza é uma cor que combina com tudo o que eu escrevo, um pigmento que extraio das sombras que o sol projeta quando decide se pôr cedo demais. Não busco o arco-íris, busco a gradação de cinzas que existe entre a dor absoluta e o alívio de um sono sem sonhos.
Vejo o mundo através de uma lente que só revela sombras e tons de cinza, onde a alegria parece luz de outro universo, inalcançável e distante.
O passado é uma terra de sombras que não possui autoridade para ditar o ritmo do nosso passo presente, a menos que permitamos que o ressentimento se torne a nossa bússola. A libertação real ocorre no momento em que olhamos para as nossas feridas não como erros do destino, mas como o mapa geográfico de uma vitória que ainda está sendo escrita. Seja o estrangeiro de sua própria dor, observando-a com o distanciamento de quem sabe que o ator é muito maior do que a tragédia que ele encena.
- Tiago Scheimann
A razão é uma lâmpada silenciosa acesa no fundo do peito. Quando o mundo se cobre de sombras, quando as vozes se confundem e a escuridão tenta convencer a alma a desistir, é ela quem permanece de pé, iluminando o caminho com firmeza serena. A razão não grita, não implora aceitação e nem se curva ao barulho da multidão. Ela apenas continua brilhando, pequena e imensa ao mesmo tempo, guiando aqueles que ainda têm coragem de pensar com a própria consciência.
- Tiago Scheimann
Sombras
Efeitos da ofensas
sobre a memória,
e os sentimentos,
silenciosos tormentos.
...
Feitiços
Para o bem ou para o mal,
eles dependem da sua devoção
e são passados
de geração em geração,
Você pode mudar
o seu destino ou não,
tudo dependerá da poção
de encantamento ou maldição.
...
Máscaras
Algumas são invisíveis,
outras não,
Dependen inteiramente
de como você as vê
com a mente ou com o coração.
(O eterno etéreo antifaz)...
"Busque as sombras, recolha cada demônio do seu purgatório interno, transforme as sombras em luzes e veja os demônios se tornarem santos perante os céus"
Carreguei o peso de sombras que não eram minhas,
Conheci o gosto amargo da humilhação,
Senti a dor como quem caminha entre espinhos,
E vi o sofrimento tentar silenciar o meu coração.
Fui testada no limite, na entrega que me esvaziou,
Mas, mesmo entre os cacos, algo em mim não se quebrou.
Porque, apesar de tudo, escolhi a bondade,
Fiz da minha generosidade um escudo contra o desdém.
Minha lealdade foi um farol na própria tempestade,
E o amor, que me feriram, continuou sendo o meu bem.
Eu sou a prova de que a luz não se apaga pelo escuro,
Sou a harmonia que renasce, firme e madura, no futuro.
Rejeito agora qualquer rastro do que me fez sofrer,
O desrespeito e o erro não têm mais morada em mim.
Aprendi que a minha doçura é, na verdade, poder,
E que o meu valor floresce, enfim, em um novo jardim.
Sou a alma que atravessou o abismo e não se perdeu,
Hoje, o amor que eu dou, é o mesmo que, por fim, é meu.
“A ausência de empatia é o reflexo de quem nunca teve coragem de encarar as próprias sombras — porque quem já enfrentou o próprio abismo aprende a reconhecer o do outro.”
