Som Alto
Descobri porque a Fênix sempre vai para o alto da montanha se refazer das cinzas...Porque é do céu que vem a força!
Sonhar e voar bem alto é bom, o problema é que na empolgação a gente sempre acaba esquecendo de levar o paraquedas.
No ponto mais alto e tenso da fita, Sebastião, para extrema surpresa e desagrado de Mr. Pratt, pôs-se a rir a valer, enquanto Clare, também contendo o riso, lhe puxava a manga do paletó, num esforço inútil para fazê-lo parar. Devem ter se divertido muito, os dois juntos. E é difícil de acreditar que todo esse calor, toda essa ternura, toda a beleza disso tudo não tenha sido recolhida, não esteja guardada carinhosamente, de algum modo, em alguma parte, por alguma testemunha imortal de uma vida mortal
Há uma luz no coração de todos os seres humanos. Alguns deixam essa luz brilhar bem alto, bem forte. Outros a escondem e uns, a apagam. As melhores pessoas são aquelas que brilham mesmo quando o coração está quebrado, quando a dor ataca sem piedade. Quando as pessoas brilham, apesar da escuridão, é que vemos o quão valiosas elas são, e quão maravilhoso é poder estar junto a elas!
“Sou a gota de orvalho, o sinal aberto da esperança, o tempo perdido que voa alto, o caminho ao horizonte e o amor que abraça.”
Dia
O passarinho bebeu água
Na poça da rua
Vigiava o gavião no alto do telhado
Veio o gato deu um pulo
Assustou o rato
No olhar do menino
Uma luz do sol espelha a nuvem
Quem desejar histórias
Contém as nuvens.
Diana Balis
(Pseudônimo da Psicóloga Clínica Gisele Sant Ana Lemos.
O sucesso é fiel e bom amigo do empreendedor disposto a pagar o alto preço mental nos esforços e aprendizados.
“Da Decepção à Glória”
Caí, sim — e foi alto o tombo.
Acreditei onde não havia chão.
Entreguei mundos em mãos vazias,
E recebi silêncio por gratidão.
Doeu…
Não nego o gosto amargo.
A alma sangrou calada,
e o coração ficou frágil, fraco.
Mas ali, no fundo do poço,
no ponto mais escuro da história,
nasceu algo que ninguém viu:
a semente da minha glória.
Pois quem sofre não fica o mesmo.
Ou afunda, ou se transforma.
E eu escolhi crescer do caco,
renascer fora da forma.
Fui traído? Sim. Subestimado? Também.
Mas nunca fui vencido,
porque aprendi com o desdém
a caminhar mais protegido.
Hoje, quem vê o brilho em meu passo
não imagina o que já suportei.
Mas cada lágrima guardada
é tijolo no que conquistei.
A glória não veio do acaso.
Veio da dor que não me matou.
Veio do “não” que me fechou portas,
mas me forçou a criar o meu valor.
Então, se um dia a vida te quebrar,
não te desesperes na queda.
Pois há vitórias que só nascem
quando a alma já se enreda.
A decepção é só o início,
não é ponto, é reticência.
A glória? Ah… ela é destino
de quem fez da dor: resistência.
Do cair ao vôo mais alto
Caí.
Não foi tropeço leve —
foi queda funda,
daquelas que fazem a alma se perguntar
se um dia foi feita pra voar.
Silêncio.
Poeira.
Cicatriz.
Mas ali,
entre os estilhaços do que fui,
uma brasa acendeu,
quieta, tímida,
mas viva.
Não era o fim.
Era o chão firme onde nascem asas.
Era o ponto exato onde a dor
vira lição,
e o medo aprende a ser coragem.
Levantei.
Não porque tudo estava certo,
mas porque dentro do caos
eu descobri um novo rumo,
um novo ritmo,
um novo “eu”.
E onde muitos viram queda,
Deus viu impulso.
Onde o mundo julgou fracasso,
o céu soprou recomeço.
Hoje, voo.
Não com asas de ilusão,
mas com força de quem já caiu.
Com fé de quem já rastejou.
Com brilho de quem acendeu sua própria luz
na noite mais escura.
E se eu cair de novo?
Ah, eu sei:
há sempre um voo mais alto
esperando quem não desiste de levantar.
“Sentinelas da Praia”
No alto do posto, firmes no chão,
Três sombras guardiãs fitam o verão.
Entre guarda-sóis e a dança do mar,
São faróis de ordem a vigiar.
O sol se deita na linha do azul,
Enquanto a multidão se agita em um turbilhão sutil.
Mas ali, serenos, atentos, calados,
Três fardados erguem seus fardos pesados.
Não empunham armas de vaidade,
Mas o escudo da responsabilidade.
Protegem sorrisos, olhares, canções,
Mesmo em silêncio, dizem: “estão sob proteção.”
Na areia quente, o dever não cessa,
Mesmo quando o riso é o som que começa.
São mais que vigias do tempo e do espaço,
São rostos ocultos do bem no compasso.
Ao fundo, a brisa e o brilho do mar,
À frente, a missão de nunca falhar.
Três figuras que o povo mal nota,
Mas que sustentam a paz em cada rota.
No Alto da Montanha
Lá do alto onde o vento canta,
A alma respira, a vida encanta.
Pai, filho e cão — trio de luz,
Na estrada da vida, que o amor conduz.
O verde se estende em tapete sagrado,
Montanhas e vales num céu desenhado.
O mar ao fundo, sereno a brilhar,
Como quem guarda segredos do lar.
O homem carrega o tempo no olhar,
O jovem, a esperança a brotar.
E o cão, fiel guardião do momento,
É a alegria em forma de vento.
Ali, onde o mundo parece parar,
A paz se senta pra conversar.
E o tempo, por um instante, se desfaz —
Fica só o agora, puro e em paz.
“Na Selva do Ser”
Todo mundo quer ser o leão,
Rei da força, da decisão,
Querem a glória, o alto lugar,
Mas poucos se atrevem a lutar.
Querem o rugido que impõe respeito,
Mas não o silêncio de um peito refeito.
Querem a coroa sobre a cabeça,
Mas não o peso da realeza.
Ser leão não é só posição,
É encarar a dor e a escuridão.
É sair da toca sem garantia,
E enfrentar a vida, dia após dia.
É caçar quando a fome grita,
Proteger quando o perigo habita.
É sangrar sem perder a postura,
Ser firme mesmo na amargura.
A selva não perdoa quem finge ser,
Ela cobra de quem tenta parecer.
Só os verdadeiros leões permanecem,
Os outros caem… ou esquecem.
Por isso, antes de querer o leão imitar,
Pergunte-se: você está pronto pra lutar?
Pois ser o rei não é ter admiração,
É ter coragem… e coração.
