Solitude e Solidão
Solitude
Outrora se preocupava,
cuidava, honrava.
Planejava o amanhã por
convicção.
Desmoronado pelo recurso da alma
corrompida, e com a dor brutal
encontrou solitude.
Pantera negra
A solitude, ao contrário da perspectiva do senso comum, pode sim proporcionar prazer. O sujeito, precisa estar consigo mesmo, entrar em transe e abster-se dos atos insanos providos pela atmosfera social, e todos os seus sistemas, regras e convenções.
Estar sozinho não significa necessariamente viver em estado de extrema solidão. Nem mesmo uma anomalia que afeta o campo emocional, e consequentemente o perecimento do autoconhecimento e da sociabilidade. Afinal o acúmulo desenfreado de pessoas num mesmo espaço por muito tempo, não é nada salutífero. É compreensível o afastamento, a partida , a despedida. Tal fato, é uma realidade universal que faz parte da condição humana. Ademais, todo esse processo reverbera positivamente na mente do indivíduo observador, que pensa medita e repensa, superando assim a fase da negação, após compreender o processo da finitude humana. Creia no que vos digo! Não vivas embrenhado na ilusão." Todo dia perde- se algo, ou alguma coisa. As perdas e despedidas sobressaem aos triunfos e chegadas.
130126
Um dia cansei.
Cansei da minha solitude,
cansei de dormir e acordar sozinho,
cansei da minha paz.
E resolvi arrumar um problema —
ou melhor, um amor;
tanto faz o nome.
Resolvi, novamente, trocar minha energia, meus fluidos,
sentir o coração bater mais forte.
Como diria o poeta: "Que seja eterno enquanto dure!"
Vou lá tirar a minha paz — ou a paz de alguém —,
ou buscaremos juntos a paz
e traremos uma nova vida para nós,
e uma nova alma,
uma nova vida para esse mundo de incertezas,
que é único e maravilhoso
e, ao mesmo tempo, o caos.
A verdadeira liberdade nasce quando aprendemos a ser felizes na solitude. Os outros podem enriquecer nossa caminhada, mas a plenitude floresce naquele que encontra em si mesmo a própria felicidade.
Por mais que estejamos vivendo uma época em que a solitude é romantizada, em que muitos dizem que a própria companhia basta, eu continuo sendo do tempo das pessoas. Gosto de gente, de boas conversas, de encontros sinceros e de amizades verdadeiras. Valorizo profundamente aqueles que escolhem caminhar ao nosso lado. Estar com amigos não tem preço; são esses momentos que dão mais sentido e leveza à vida.
Lembrando: a gente aprende mesmo com quem não é igual; viver é conviver com os outros; solitude e solidão são coisas muito diferentes; a unanimidade é a grande traíra da inteligência; e quem recebe um beijo do coração na boca, é amor.
"The loneliest solitude is not living without someone; it is waking to find you have become a stranger to yourself."
enitnatsnoC oãoJ
Só na solitude o homem vê a obscuridade de seu interior, e apenas ali descobre a coragem de combatê-la.
A vida floresce em cada canto do universo. Na solitude do cosmos, contemplamos aglomerados de estrelas, mas ainda não compreendemos a mecânica da vida. No entanto, precisamos compreendê-la para podermos respeitá-la, pois, para o ser humano, a própria existência diante da imensidão universal é um paradoxo.
Presos à nossa 'alucinação de carbono', talvez a verdadeira jornada rumo às galáxias exija a transição para uma existência de silício. Afinal, nossos corpos biológicos são apenas recipientes temporários. Hoje, somos vassalos da nossa própria finitude, mas ao fixarmos o olhar no infinito, despertamos sentimentos que nos guiam ao transhumanismo e ao hibridismo: a visão de mentes aprimoradas e corpos redesenhados para habitar qualquer ambiente e decifrar os mistérios do cosmo. É a superação da nossa herança genética de sangue e carne em prol de uma evolução puramente existencial.
O mais fascinante é notar como o nosso imaginário sobre encontros alienígenas e abduções reflete essa transição. No fundo, essas projeções revelam uma necessidade latente em nosso subconsciente: o desejo profundo de evoluir e transcender nossa própria condição humana."
-Por Celso Roberto Nadilo
Solitude do Amanhecer
Na solitude do amanhecer, notei as nuvens em camadas,
o vento frio e o cheiro da terra úmida.
Pois, na madrugada, o sereno pairava sobre as planícies...
e o mesmo sentimento pairou sobre minha alma.
O mundo sem o homem seria melhor?
Meus pensamentos voam na solitude da minha vida, mesmos diante o mundo caminhamos so na imensidão do universo.
O homem destroi seu meio ambiente para viver aonde no futuro viverá?
Velo meus olhos tento esperar a tal da sensatez. Que ouço rumores irracionais... barulhos que floresta não mas, vai ser mar verde cheio de vida nos mantem vivos, calo me em silêncio olho olhar triste que mundo ja foi o que esta se tornado... tento mudar o pensamento daqueles leem um pouco dos meus pensamentos tortos e garrrajudos mais sou apenas um na multidão.
"O vento pode ser o mergulho intelectual de nossas aparências.
Mas na solitude dos dias massivos, somos a intensidade que nos faz acordar de novo.
Num suposto dilema, apenas palavras jogadas no frio da estrada.
Sentimos as estrelas ao longe, nos distantes mundos que encontramos e nas vidas por que passamos por momentos, no espetáculo que é o universo.
As bolhas da realidade são rosas que desabrocham no instante exato em que a luz alucina os pensamentos.
A estrada tem seu caminho num estado inerte de pensamentos fragmentados pelo tempo e espaço. E os corpos celestes tornam-se evidência da grandeza de que somos parte, deste contexto universal.
Do sonho maluco que se passa em nossas emoções, o mais profundo sentido é que atravessar o universo é apenas um detalhe no interior do ser humano."
Cada vez mais, a "solitude" (o prazer de estar sozinha) é celebrada como uma escolha saudável.
A ideia de que o estado civil define o caráter ou a felicidade de uma mulher é considerada um estereótipo ultrapassado por diversos motivos:
Autonomia e Realização: Atualmente, muitas mulheres priorizam a autorrealização, carreira e liberdade pessoal. A felicidade é vista como um estado interno que não depende exclusivamente de um parceiro.
#mulherguerreiraerealizadasem/machismo
28/12
Não tenha medo do isolamento,
caminhar em solitude, não é pedestal;
É cultivar paz no coração e no pensamento.
28/11
Conflitos desnecessários
drenam a energia,
Busque só o que tranquiliza,
mesmo quando tudo desafia.
28/10
Anote bem para não esquecer:
Não queira provocar uma
situação que não pode prever,
Porque ninguém tem
controle sobre o imprevisível.
Os Frequentadores Assíduos da Agridoce Escola da Solitude dificilmente se contentam com meia companhia.
Há algo que a solidão ensina, e não é apenas o silêncio — é a escuta.
Quem se demora nesse espaço aprende a reconhecer o próprio ruído interno, a distinguir carência de presença e distração de encontro.
E, depois disso, já não dá para aceitar qualquer preenchimento como se fosse conexão.
A solitude, quando atravessada com coragem e disciplina, deixa de ser ausência e se torna critério.
Ela afina o olhar.
Mostra que companhia não é sinônimo de proximidade, nem conversa é garantia de vínculo.
E, sobretudo, revela que estar com alguém pela metade cobra um preço inteiro.
Por isso, quem já se formou — ainda que provisoriamente — nessa escola agridoce, passa a estranhar o raso.
Não por arrogância, mas por memória.
Memória de quando estar só era muito mais honesto do que estar mal acompanhado.
Memória de quando o vazio, ao menos, não fingia ser plenitude.
Meia companhia cansa porque exige que a gente finja completude onde só há fragmento.
E quem já fez as pazes com a própria inteireza, mesmo imperfeita, começa a preferir o desconforto da ausência à ilusão da presença incompleta.
No fundo, não se trata de rejeitar o outro — mas de recusar o que não chega inteiro.
Porque, depois de aprender a estar consigo e gostar disso, qualquer companhia que não soma, diminui.
Às vezes é preciso aprender a abraçar a Solitude bem apertado para fugir do abraço apertado da Solidão.
Existe uma diferença muito silenciosa entre estar Só e sentir-se Sozinho.
A Solidão, muitas vezes, chega metendo o pé na porta, sem ao menos pedir licença.
Ela pesa, esvazia, faz companhia aos medos e ainda alimenta a sensação de abandono.
Já a Solitude é uma escolha consciente: é o encontro consigo mesmo, o espaço onde o silêncio deixa de ser inimigo e se torna um mestre.
Aprender a abraçar a Solitude é entender que nem toda ausência representa perda.
Há momentos em que precisamos nos afastar do barulho do mundo para ouvir a voz da nossa própria essência.
É nesse recolhimento que redescobrimos quem somos, quais são nossos valores e o que realmente merece permanecer em nossa vida.
Quem teme estar sozinho acaba, muitas vezes, aceitando companhias que ferem, ambientes que sufocam e relações que ofuscam ou apagam sua luz.
Mas quem aprende a apreciar a própria presença não busca pessoas para preencher vazios; busca para compartilhar a plenitude que construiu dentro de si.
A Solitude não elimina a necessidade de amar ou de ser amado.
Muito pelo contrário, ela ensina que o amor mais importante é aquele que nos permite permanecer inteiros, mesmo quando ninguém está por perto.
É desse amor-próprio que nascem relações mais saudáveis, livres da dependência e do medo.
Talvez o maior desafio da vida não seja encontrar alguém que nos complete, mas tornar-nos completos o suficiente para que a presença do outro seja uma escolha, e não uma necessidade.
Porque, no fim das contas, é preciso aprender a abraçar a Solitude para fugir do abraço da Solidão — e descobrir que a melhor companhia que podemos cultivar é a nossa.
