Solitário
No meu íntimo intenso, penso que carrego comigo o espírito de um lobo solitário, que não é compreendido na sua plenitude, que passa um certo tempo adormecido, mas quando desperta, faz eu querer estar acompanhado apenas da minha amada solitude ao som causado por meus pensamentos, principalmente, aqueles bons que conversam e motivam o meu imaginário, festejam com o meu senso poético.
Talvez seja justamente esta a razão da tranquilidade que sinto à noite, da grande atenção que dedico a lua, encantadora de várias formas em todas as suas fases, que transforma marcante a mais simples ocasião, que me traz uma sensação muito cativante, singular como deve sentir um lobo que caminha tranquilamente sob a forte luz do luar sem nenhuma companhia desgastante, sem ninguém que eu possa incomodar.
Para a saúde do meu bem estar, graças a Deus, isso representa um fragmento da minha complexidade e este espírito de hábitos noturnos sente a necessidade de adormecer, o que me permite aproveitar outras companhias, deixar a solidão pelo menos descansar, poder saborear também a simplicidade e outros benefícios do dia claro, caloroso, frio, chuvoso ou nublado, uma vida não tão solitária, um sono bastante necessário.
Raízes
Nem todo pensamento solitário esta triste;
As raízes raramente são atingidas pelas lavas magmas das caldeiras profundas dos pensamentos externos da vida.
O lobo solitário é um arquiteto da própria existência, tecendo sua força na trama da solidão e do esforço. Sua jornada é um testemunho da vontade inabalável, onde cada dia é uma oportunidade para reafirmar sua essência. Na luta pelo desconhecido, ele encontra não apenas sobrevivência, mas um propósito que o coloca como uma figura forte, iluminada pela própria luz interior.
É pequena cigarra, o seu canto no verão todos ouvem, até se incomodam, o gemido solitário no inverno ninguém.
Eu já estava desistindo...
cansado de esperar ou procurar,
solitário me sentindo...
foi quando vi você...
de um jeito diferente,
me olhou bem contundente,
um sorriso inconsequente,
e dentro de mim ,algo acordou.
Era você quem eu tanto procurava,
tanto esperava e até sonhava,
acordado em sonhos eu ja te via,
onde estavas eu não sabia,
mas tinha certeza,de que um dia te encontraria.
Era você morena ou loira,
cabelos curtos ou compridos,
era você quem me acordava,
pois contigo eu sonhava,
acordado em sonhos com você .
( Pena que ainda não te encontrei...)
Gilberto Braga
Prepare-se !
Prepare-se para chorar, reclamar, sofrer, padecer, ficar sozinho e solitário, ser traído ou abandonado...
agredido e ofendido...
muitas vezes até agredido...
Mas depois de um bom tempo a ser esquecido,
e muitas lições ter aprendido...
A tempestade de sua vida irá passar e a tão sonhada felicidade do amor vai chegar !
Prepare-se um novo tempo esta chegando !
Prepare-se !
O homem solitário vive uma felicidade
construida pela sua imaginação que
funciona como mecanismo de defesa
com o propósito de mostrar o quanto
ele é infeliz.
A solidão não é negada pelo fato de nos encontramos inserido em uma multidão,
pois o solitário é aquele que não encontra ninguém, quando essa aglomeração se desfaz.
Soneto
Um menino está brincando
Solitário no quintal
Todo dia para ele
é sempre igual
Faz brinquedos com as tralhas
Que vai juntando pela vida
Nunca foi primeiro em nada
E nem nunca teve nada de primeira
Nunca teve segredos
Mas guardou no coração o medo
de viver na eterna solidão
Encontrou somente a companhia
Quem lhe atirasse as migalhas
Que houvessem restado ao fim do dia
Amanhece mais um dia
A luz distante desvia a atenção
de meu amigo solitário
Pois prenuncia o nascer de um lindo dia
A tristeza no coração desse homem
Que muitos pensam ser de lata
Faz pensar em lembranças que o consomem
Sentindo-se perto do fim
Fica na duvida
Se ele simplesmente não se mata
Ou se cuida do jardim
Afinal,
Talvez chova hoje à tarde
Melhor não pensar nas dores
Se eu me infligir este mal
Quem é que vai cuidar das flores?
Navegante solitário
escuridão da madrugada
ao meu redor, somente o som do Mar
distante, eu posso ver a luz das tochas
Que se movimentam
Como se empunhadas por formigas
Cessaram-se todas as brigas
Já transpus também
todas as rochas
Apesar dessa aparente e transitória
ausência de luz
Eu sei onde estou
E sei também onde é que estão
As coisas que eu faço questão
de ter por perto
Elas estão exatamente
onde eu as pus
Agora é somente
Aguardar um pouco mais de tempo
e o dia amanhece
desaparecem todas as brumas
e as vistas novamente
Se acostumam
Àquela branca e viva luz
Apesar de parecer
Não estou e jamais estive
à deriva
Eu conheço muito bem as armadilhas
e as esquivas
Estou a caminho
de colher as flores
e as frutas que plantei
Nesta vida eu me fiz rei
Em meu próprio ninho
Superei todas as dores que encontrei
Fiz o melhor que pude
em tudo que fiz
Portanto eu sei
Que falta muito pouco
Pra eu poder descansar
e me sentir feliz
Azar de quem não quis
Atravessar o Mar comigo.
Nas sombras do tempo, ele caminhava solitário pelas ruas de memórias desbotadas. Seu coração, um mausoléu de amor, guardava o fogo sagrado por ela. Ela, a musa imortal de seus sonhos, vivia na penumbra de sua ausência, uma presença tão vazia quanto as ruínas de um templo esquecido.
Anos haviam se passado desde que suas vozes se entrelaçaram em canções de promessas e suspiros. Anos desde que seus olhares se perderam nos labirintos da alma um do outro. Mas para ele, o tempo era apenas uma cortina fina entre o que foi e o que poderia ser.
Ela era como a névoa da manhã, presente, mas intangível. Ignorava-o como se ele fosse uma sombra indesejada em seu horizonte. Seu silêncio era uma sentença, sua indiferença, uma espada que dilacerava sua alma a cada dia.
Mas mesmo na morte ficta de sua conexão, ele persistia, seu coração como um farol na escuridão, esperando por um vislumbre da chama que um dia ardeu tão intensamente entre eles. Ele a amava além das palavras, além do tempo, além da própria morte.
Em seu amor, ele encontrava uma imortalidade que transcende os limites do mundo físico. Seu amor era uma epopeia, uma saga de esperança contra toda a lógica, contra toda a razão.
E assim, nas brumas do esquecimento, ele continuava a tecer os fios do seu amor, esperando pelo dia em que a morte ficta que os separava se dissolveria, e eles se encontrariam mais uma vez nos braços do destino, onde o tempo não teria poder sobre o eterno laço que os unia.
Ele, um viajante solitário, vagava por paisagens emocionais desconhecidas. Um dia, percebeu que a tristeza não era o seu destino final, mas apenas um trecho passageiro. Com essa revelação, decidiu atravessar os vales sombrios de seu coração, descobrindo que a alegria aguardava do outro lado. Cada passo era uma jornada para além da tristeza, revelando a beleza efêmera da existência, pois a tristeza é como uma nuvem passageira que obscurece o sol, mas eventualmente se dissipa. Ela não define quem você é, mas sim o que você escolhe fazer com ela.
Confie no processo dEle, mesmo que pareça solitário ou diferente. O lugar onde Deus quer te colocar, ninguém mais pode ocupar!
