Solidão

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Carência não é a falta de um amor, e sim, a solidão da alma.

Esta noite.

Aquela lua na janela reflete turva minha solidão;
Meus passos se tornam uma melodia na noite silenciosa;
Minha anarquia pré definida não demonstra nenhuma lógica;
Minha bebida apaga o fogo do meu coração;
Meu cigarro faz do ar algo respirável;
Minha musica me deixa surdo para as besteiras ditas pelos alheios;
Minha forma de pensar é algo complexo de mais pra sua sabedoria;
Meus desejos me confundem na brisa dos teus olhos;
Hoje o dia não é claro, minha rota não esta traçada;
E minha juventude esta perdida.

Hoje, estou só.
E este estar só estava sendo solidão... mas hoje, transformei em solitude.
Estou só na posição do sentir, e do ir.
Do ir, e do sentir este ir, e irei só, e sinto... e este sentir, não é compartilhado. E este ir, tão menos.
Busquei, no outro, uma identificação, um sentir igual ao que eu estava sentindo, mas ao contrário.
E aí, encontrei solidão.
Eu tive frio, medo, e insegurança. Neste lugar de buscar, no outro, alguma semelhança e equivalência. Alguma aproximação, suporte e assistência.
Mas percebi que, assim como eu, o outro também está só. E se ele está indo, ou se está ficando, ele também está desacompanhado. Todos estamos.
Portanto, a identificação que tanto almejamos, está justamente em raciocinar e entender que, apesar das inúmeras histórias diferentes que estamos a construir,
Estamos todos nós e sem exceção, indo, vindo, ficando, ou partindo, a sós.
E, dentro deste raciocínio e consciência, encontrei-me com minha solitude.
E a solidão, pode então, partir de mim.
Estar a sós com a solidão é se sentir desabrigado de si e de todos.
Estar a sós com a solitude é estar desabrigado de todos, mas agasalhar-se a si mesmo.
É poder se abraçar e se compreender, e se acolher... é se aconchegar.
E para partir, foi preciso, algum dia, chegar.
E esta chegada também foi, anteriormente, partida de algum outro lugar.
E em todos estes movimentos, ir e vir, chegar e partir, ficar ou sair,
Nos encontraremos, primeiramente, com a solidão.
É como se, entre o lugar de partida e o lugar de chegada, houvesse sempre um deserto para atravessar.
Mas hoje, encontrei-me com a solitude deste momento. A solitude que mora em mim...
A solitude não é um oásis, pois é fonte interior.
É como ser cacto neste deserto a se atravessar.
O cacto, que simboliza resistência, força e adaptação,
É capaz de sobreviver a ecossistemas muito áridos e quentes,
como desertos, caatingas e cerrados.
O cacto representa proteção, além de ser um guardião.
Com seu exterior forte e um interior belo,
possui uma simbologia de fortaleza e persistência.
E um dia, quando possui água interior suficiente,
E forte luz exterior correspondente,
O cacto, finalmente, floresce.

A flor dele é a insígnia da sabedoria,
da prosperidade e da perseverança.
Representa a capacidade de enfrentar desafios
e a força interna para lidar com a solidão.
Para mim, é a mais fina expressão
Da beleza de uma sólida
solitude.⁠

A solidão não é ausência, mas espelho: nela se vê a extensão de si mesmo, e quem a encara descobre que todo conforto é apenas sombra diante da vastidão da própria existência.

Eu me sinto despedaçada em mil pedaços fragmentados de tristeza e solidão, com cheiro de rosas e dama da noite ao dormir, acordo pensando se não seria melhor ser o último perfume a sentir.

“A garrafa me entende, o cigarro me acalma, e a solidão me respeita.”


— Valter Martins / Santo da Favela

Saudade é uma ideia do tempo influenciada pela distância e pressionada pela solidão.
Às vezes, não, saudade pode ser só a alma vasculhando o coração.

A sede por conhecimento é incontrolável, assim como a necessidade de sono, ou a atração pela solidão.

Que há do lado de lá da solidão?

O amor consegue extrair de mim a carência, a ilusão de autossuficiências, a solidão maciça, o consumo de bebidas alcoólicas exacerbada para suprir vazios. O amor consegue me dá escolhas, possibilidades e aventuras. O amor negocia os prazos, e confina meus fatos. Tudo que um dia se fez falta o amor tirou de mim. O amor tenta se sentir quando há dor, tirou-me a solidão e o perder.

Como dói estar aqui sozinha, nessa solidão ouvindo uma música que lembra nossos momentos.
Meu coração sente um desespero que não da pra controlar, lágrimas escorrem ao relembrar.
O coração chora por ter se permitido amar como te amo.
Luto todos os dias para te tirar do meu coração, dos meus pensamentos.
Sei que preciso da minha vida de volta, preciso tomar as rédias dos meus sentimentos.
Mesmo sabendo que é ao seu lado que eu quero estar, mesmo sabendo que o seu abraço me conforta, me protege. Suas carícias me consome, me leva a te . E que do seu lado, me sinto a pessoa mais amada do mundo.
Mesmo tendo a certeza que você é o homem perfeito pra mim. Que ao seu lado sou indefesa diante de seu amor.
Por que te amo e preciso de vc!

Já tropecei, mas não desisti
Aprendi que o caminho é aqui
Que o amor também é solidão
Mas cura o que cabe na canção _ Frase da música uma vitória de cada vez do dj gato amarelo

Que minha solidão me sirva de companhia, que eu tenha a coragem de me enfrentar.

Clarice Lispector

Nota: Adaptação de trecho do livro "Um sopro de vida".

Pois o que alguém é por si só, aquilo que o acompanha na solidão e que ninguém pode lhe dar ou dele tomar, é evidentemente mais essencial para ele do que tudo que ele venha a possuir ou também a ser aos olhos dos outros.

Um exercício principal da juventude deveria ser aprender a suportar a solidão; porque ela é uma fonte de felicidade, de paz de espírito.

⁠A solidão em nada me assusta, o que me assusta é a aglomeração humana tentando preencher seus corações vazios, sem vida, com falsas companhias.

Não me importa com a solidão, o que me incomoda são as más companhias.

Quem teme a própria solidão
aceita migalhas de presença.
Confunde vazio com companhia
e chama de amor o que é medo.
Para preencher buracos emocionais
e isso se torna uma armadilha
para quem ainda não se conhece.

O Silêncio Entre Dois


A pior solidão não é estar sozinho.
É dormir ao lado de alguém que já foi amor e perceber que, entre os dois, agora existe apenas silêncio.


O silêncio em um relacionamento não é ausência de som; é um muro de concreto erguido tijolo por tijolo. Quando um dos dois escolhe se calar, não está apenas guardando palavras, está retirando o oxigênio da relação.


O silêncio não chega de repente. Ele se instala aos poucos, como uma neblina que invade a casa sem que ninguém perceba exatamente quando tudo deixou de ser claro.


No começo são pequenas pausas, respostas curtas, olhares que se desviam. Depois vêm os dias em que as palavras parecem pesadas demais para serem ditas. E então o silêncio passa a ocupar todos os espaços.


O corpo fala, um ditado antigo, repetido tantas vezes, mas que revela a verdade que as palavras tentam esconder. Basta olhar para a cama no fim do dia. Antes havia dois corpos agarrados, entrelaçados, dividindo calor e sonhos como se o mundo lá fora não existisse.


Agora cada um ocupa o seu lado, como se um oceano invisível tivesse surgido entre os dois.
O toque que antes era espontâneo agora parece evitado. Um vira para um lado, o outro para o outro. E naquele pequeno gesto silencioso existe uma distância maior do que qualquer discussão.


Nesse cenário, o silêncio se torna ensurdecedor porque ecoa todas as inseguranças de quem ficou do outro lado do muro. Cada porta fechada com mais força, cada olhar que evita encontro, cada resposta monossilábica parece carregar uma mensagem que ninguém teve coragem de dizer em voz alta.


É nesse momento que nasce aquela sensação difícil de explicar. Primeiro uma leve impressão de que algo mudou. Depois uma suspeita persistente que se instala no peito. E por fim a dor da quase certeza de que talvez exista outra pessoa ocupando um espaço que antes era seu.


E como dói essa possibilidade.
Não é apenas o medo da traição. É a sensação de estar sendo lentamente apagado da própria história, como se aquilo que foi construído a dois estivesse sendo substituído sem aviso, sem explicação, sem despedida.


Para quem recebe esse silêncio, o que resta é um cansaço profundo. Existe uma vontade desesperada de reagir, de sacudir o outro, de exigir uma explicação ou até mesmo um ponto final. Mas o silêncio prolongado drena a energia. Ele esgota até a capacidade de brigar.


Então você se vê preso em uma paralisia estranha: acompanhado, mas profundamente só. Dividindo o mesmo teto, a mesma cama, a mesma rotina, e ainda assim sentindo-se como o ser mais solitário do mundo.


É o luto de uma pessoa viva.


Eu já passei por isso. E não morri.


“Ninguém morre por amor”, eles dizem.


Talvez seja verdade.
Mas alguns amores não nos matam, apenas nos deixam vivos demais para esquecer.

⁠Eu já conheci a escuridão sentir de perto O vazio e a solidão me senti fraco sem ação que situação.
Julgaram-me do jeito que acharam melhor imaginando que eu ficaria pior.
Só que esqueceram que Deus e maior.