Sol
ESTRADAS EMPOEIRADAS
Dos pardais cigarras e morcegos são os finais de tardes
O sol de verão bronzeia a solidão
De silhuetas anônimas nas colinas
E entre os nascentes e os ocasos adolescem as meninas.
Eu sei que o amor é pertinente a todos os sonhares,
Quem não se amou um dia se amará
E o que é solidão além do chalé branco sobre a duna,
Além da vela encardida que se aventura na imensidão domar
O que me faz pensar que a solidão até faz bem
É perceber que as coisas mais profundas
Afloram nos momentos solitários...
Penso que algum dia todos tiveram
Suas estradas empoeiradas com zumbis e ETs;
Suas fobias e inseguranças,
Mas um herói, uma oração, um talismã,
Qualquer crendice que nos protegesse
Todos tivemos; eu tinha uma sobrinha,
Meio tia por ser mais velha
Acho que ela foi o meu maior carinho de infância
Juntávamos latas ou apenas perambulávamos
Porque não é fácil ser anjo sem ruas de brilhantes,
Pétalas de estrelas
E ter apenas barracões com tetos de zinco para nos abrigar,
Mas eu tinha seu poder
Que suponho vinha da sua franja caindo nos seus olhos;
Não tinha ainda a idade do tempo,
Nem tempo de idade, nenhuma outra noção
Eu só tinha a sua presença e a sua mão;
Talvez eu tivesse algum poder,
Talvez o poder de não poder nada,
Talvez o catarro escorrendo do meu nariz lhe protegesse do mundo,
As minhas unhas sujas, os meus dentes proeminentes
Eu era um anjo, ainda não me encantava com dunas
E brancas casas de praia avarandadas,
Ainda não me encantava pelo que ostenta ou pelo que seduz;
Um saco, algumas latas, chicletes e amendoins,
sua franja e seu sorriso, sua mão; que viesse os zumbis e ETs...
Ele desenhou um hamburguer como se fosse o sol
Pipocas como se fosse ondas de espumas
E refrigerantes como se fosse o mar,
Antes de tudo que sabia ,
Antes de tudo que pensava que sabia,
A lua seria uma imensa tapioca
E as mentiras de dietas era poeira de farinha...
Estava obeso feito o peso de sua solidão
Comia por carência, por compulsão...
O peso dos problemas pesava sobre o seu peso,
Ele desenhou um cuscuz como objeto de desejo,
Nada relativo a bundinha empinada da vizinha,
Não era mais uma fantasia ,
Era uma desilusão;
Trocara aquele desejo
Pelo prazer de pão de queijo,
Pelo frango assado, sem nenhuma metáfora,
Nada a ver com nenhuma posição...
Há tempos nenhuma ereção
Ele desenhou um beiju como se fosse a lua cheia,
O pão de açúcar, literalmente um pão doce,
Algo que adoçasse a sua vida, a sua desilusão;
Algo que não doesse ou não ameaçasse
Como aquela dor no coração...
Eu sou a poesia...
O sol? O que é o sol; o sol está tão distante...
A lua, as estrelas, a chuva, o vento, a tempestade..
Quatro paredes e um teto e você sai incólume
Mas a poesia... quem te protegerá da poesia...
quem te protegerá de ideologias patrióticas e tiranos
A bomba explodiu, uma das torres da mesquita ruiu
Velhos, mulheres e crianças entre as vítimas
Bagdah era um caos, mas ainda havia esperança...
O ar contaminado, o vento empoeirado
o horizonte fumaçado e translúcido...
um soldado metralhando o seu próprio medo
recebe um proj´etil na cabeça
esse é o meu verso, um poema macabro
Eu sou a poesia...
mas bem aventurado os que têm sede de justiça...
bem aventurado os mansos...
eu sou a poesia era um poema da namorada
no bolsinho da algibeira,
uma lembrança cabreira de um recruta tímido
sem a ideologia de morrer pela pátria
eu sou a poesia: um fuzil na destra, uma granada na esquerda,
o inimigo: qualquer movimento suspeito
e o que afrontasse a nossa ideologia
Bagdah era um inferno;
mulheres e velhos prostrados clamando por Allah...
o odor insuportável de cadáveres putrefatos,
gente ferida, gente agonizando...
e até ao final dos meus dezessete anos
caminhando entre as rosas e as samambaias
do jardim da minha casa
eu pensava que era poeta,
mas a namorada já dizia que eu era a poesia...
Você se foi com a chuva de verão levando o sol e a luz
Pra mim paixão não foi e jamais será aquilo que seduz
Assim eu me pergunto o que é isso então que nada apraz
Sinto saudade e a felicidade eu penso nunca mais
Ficaram sim lembranças doces e jamais esquecerei
Nossos momentos e a cumplicidade que tinhamos em comum
O que vivemos juntos, a dimensão não sei
Mas algo igual jamais encontrei em sentimento algum
Sigo mais triste e mais sozinho embaraçado em meu viver
Tentando acreditar no amor ou algo similar
Eu sou teimoso, leigo e insisto nessa insensatez
O que de nós persiste ainda dá prazer
E isso me intriga e me faz acreditar
Que a chuva de verão que um dia te levou te trará outra vez
Então, exaltei eu a alegria, porquanto o homem nenhuma coisa melhor tem debaixo do sol do que comer, beber e alegrar-se; porque isso o acompanhará no seu trabalho nos dias da sua vida que Deus lhe dá debaixo do sol.
SÚPLICA
Sabe aquele sol que brilha lá de cima
Aquele que esquenta e ilumina a terra?
Ele está doente
O ar também,
Está mais pesado
Está impuro, está sujo!
O lixo cósmico já está descendo
Para as nossas casas
Para dentro do nosso corpo
A poeira está pairando diante dos nossos olhos
As nuvens mandam mensagem todos os dias
Sua cor também vai mudar
Mas ninguém olha para cima
A água está diferente, tem mais substância
Agora ela tem cor e gosto
A água pode acabar!
O nosso alimento, o qual deve ser saudável
tão importante para a manutenção do nosso corpo
Também está findando
O DNA do mundo está mudando
A do ser humano também
Ontem tínhamos nome, hoje temos senha e amanhã seremos somente números
Sabe aqueles?
Eles já estão entre nós
E querem também falar
A situação está crítica
E ninguém ouve
E ninguém vê nada disso.
Então suma ou assuma a verdade
Não estou discriminando
Olha o celular
Tudo que acontece tem explicação
Pegue-o e chame aquele para ajudar
Ele está com a lista
Sabe aquela lista?
Tenho medo!
Eu não posso fazer nada
Ou estou em casa vendo as mudanças
Ou estou nas montanhas,
Onde tudo é mais verde e bonito
O mundo virou um orifício
Se continuar assim
Entraremos no buraco negro
E eles sabem que não tem volta
Então,
Conte a verdade que a mídia compra essa luta
A mídia compra
Esse assunto não é supérfluo
Então suma ou assuma a verdade
Não estou discriminando
Olha o celular
Atenção, é inevitável
Por favor, não pare
Sei que é difícil
O mundo já teve uma overdose
Mas ninguém percebeu
O que vamos fazer?
Por favor não pare
Olhe o celular e chame a mídia
Estou cansada, vou dormir
Vou ligar o celular
Então suma ou assuma a verdade
Não estou discriminando
Olha o celular
Não quero acreditar que a vida e o amor estão em segundo plano
Isso não poderia acontecer
Estou gritando
Mas ninguém ouve
Estou pedindo socorro
Mas ninguém ouve
Então eu choro
Há a necessidade da união dos povos
Pode ser que dê tempo
A união é a força
A voz tem que ser solta
E a divindade maior
Irá ouvir a nossa súplica
Tudo tem uma explicação,
Agora vou dormir com o celular ligado
No meu dia a dia continuo orando
Pedindo a união dos povos
Pedindo a salvação das nossas almas
Pedindo a paz mundial!
Humm… O que dizer desse dia maravilhoso? Um dia lindo, com o sol brilhando lá fora e irradiando aqui dentro de todos nós. Afinal, hoje é um dia especial para uma mulher linda, cativante! Sim, hoje é seu dia, NEIDE! Mais um dia de vida. Sou suspeita para falar, porque gosto muito de você. Desejo a você hoje e em todos os dias de sua vida muita saúde. Quero que você seja sempre feliz e alegre, mesmo nos dias sombrios, e que nunca perca esse sorriso que já é sua marca registrada. Olhe para trás e nunca se arrependa dos seus momentos; olhe para frente e veja quantos te amam. Desejo uma vida longa e saudável para você.
Tem uma frase minha que diz: “O que eu gosto, eu olho; o que eu não gosto, não vejo”. Acho que representa nós duas!
Te amo por nada e por tudo. Feliz aniversário, rainha. Beijos… Parabéns!
O sol reflete nas folhas da goiabeira, enquanto a brisa passa lentamente.
Teu rosto amoroso repousa na esteira, com palavras soltas na mente.
As delícias do paraíso de outrora transformam-se em devaneios de agora.
O rio que desce olha através de sua órbita o sol que brilha! Numa magia contagiante o sol, com os seus braços envolventes, abraça o rio tornando-o calmaria!
TU é CArinho!
Hoje, olhei o céu e vi o sol brilhando
Isso me fez buscar dentro de mim o seu olhar...
Senti a brisa leve tocar o meu rosto.
Senti saudade...
Saudade de você que um dia se foi e me deixou!
Hoje lembrei do seu aniversário...
Senti saudade...
Poderíamos estar compartilhando este dia
Conversando, ouvindo o Mega!
E eu vendo aquele sorriso estampado no seu rosto...
É... Não é possível ... Você se foi!
Comemorarei o seu dia... mas bem aqui, no meu coração.
Lembrando que o que valeu a pena ser vivido, vale a pena ser lembrado...
Parabéns!...
TU é CArinho.
O sol reflete nas folhas da goiabeira.
A brisa passa lentamente.
Teu rosto amoroso em esteira.
Palavras soltas na mente.
Delícia o paraíso do ontem.
Delírios nos devaneios do hoje.
Voltar
É bom voltar pra casa
Na hora exata
Ver a paisagem
Do tipo colagem
O sol permanece
E sem tempestade
A brisa é fresca
E na face me beija
Cabelos aderem meu rosto
Fazendo um esboço
Ah! Vida de expectativas!
Voltar
É bom voltar pra casa
Meu carro desliza na rodovia
Na verdade
Minhas mãos sabem o que fazem
O entardecer chega de mancinho
No volante comando o caminho
Vou pro meu ninho
Carros passam como raios
E com os olhos eu assisto
Fiscalizo
Estou subindo
O vento fala ao meu ouvido
A tarde está se indo
Voltar
É bom voltar pra casa
Vejo curvas sinuosas
Mas não importa
Fixo nessa procissão
Dá uma impressão
O céu mais perto do chão!
Muralha de concreto verde
Estou nela
Sinto cheiro do verde
Que se mistura com a fumaça
Por mim carros grandes passam
Tem que ser assim
Continuo na velocidade presente
O frio é ausente
Estou cada vez mais distante do mar
Queria voltar
Nessa imensidão rolar
Ver o azul do mar
Eu amo o meu mar
Mas vou continuar
Voltar
É bom voltar pra casa
Sinto falta das danadas
Minhas filhas dedicadas
Sinto um pouco de frio
Minha pele erigiu
Aqui no rodo anil
Mário Covas varonil
Reflete o sol em minhas lentes
Raios explodem quentes
Como é bom o frio ausente
Voltar
É bom voltar pra casa
Beijar minhas filhas amadas
Andar pela calçada
Brincar na escada
Cuidar da minha casa
Voltar
É bom voltar pra casa!
Entro em êxtase ao nascer do dia
Ao longo da era ele caminha
E junto vem o sol que irradia
Sol com raios envolventes
Aquece a humanidade existente
Povo carente
Mas meu olhar é retrospecto
É um aspecto
Avisto o entardecer
Fico admirada com o desmerecer
Tarde que envelhece ao final do dia
E morre dia a dia
Nos braços acolhidos, eu te digo.
Da sedutora noite linda, meu amigo!
"Enquanto durmo"
Meu sonhar em alto mar,
Sol e muita sede...
Pela manhã
"Uma Manzana"
Mas antes muita água,
Dizia a mim a dona Ana,
E acabei acostumando com sua receita.
***
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