Sociedade poesia
O populismo é capaz de levar uma atrocidade
ao padrão moral da sociedade.
Os indivíduos são resíduos
de uma fornalha que queima com o combustível
do generalismo, medo e ódio.
Levando os líderes ao primeiro lugar no pódio.
A escada de carne e osso tem como alicerce
ressentimentos, justificativas de fracasso,
como bolas de aço presas em seus calcanhares.
O problema pode existir e ter validade,
mas não é visto nem resolvido com base na realidade.
Murmúrios os unem, falácias os munem.
Aplausos ocultarão a necessidade de uma nova opinião.
"Um dos meus maiores temores é que chegue uma fase em nossa sociedade, onde dizer:
* 'BOM DIA!';
* 'OBRIGADO(A)!';
* 'COM LICENÇA!';
* 'POR FAVOR!';
* 'DESCULPE!',
seja recebido pelos 'moderninhos', como coisa de gente careta..."
Quero sumir .
Hoje quero sumir
porque a sociedade negocia almas
como moedas de troca.
Até os laços de sangue
enxergam valor apenas na utilidade,
enquanto definhamos lentamente,
com medo da solidão —
até descobrirmos que a solitude
é menos cruel que a companhia vazia.
Hoje quero sumir
porque sinceridade virou risco,
solidariedade virou discurso,
e respeito, uma peça de museu.
No lugar disso,
valores distorcidos governam,
usurpando o que havia de mais puro:
a alma limpa,
a verdade sem cálculo.
Quero sumir
para não testemunhar
os exploradores da fé,
os corruptos de consciência,
os vampiros da inocência
devorando o melhor das pessoas.
A humanidade se corrompe a cada instante,
se autodestrói chamando isso de progresso,
e elimina o simples,
o básico,
o essencial de ser feliz.
Criaram uma manada domesticada,
entorpecida por um sistema
que destrói o intelecto,
atrofia a consciência
e sepulta a justiça e a honestidade.
Hoje quero sumir
porque me sinto um estrangeiro neste mundo,
um erro fora da engrenagem.
Prefiro caminhar só
a viver no meio do caos
que desacredita os afetos
e transforma amizades em personagens.
Percebo que não me encaixo mais.
Vivo em conflito constante
entre o certo e o errado,
entre o bem esquecido
e o mal normalizado,
entre o homem que ainda sente
e o homem sociopata que aprende a sorrir.
Cansei de confrontar
manipuladores da mente,
que usam fragmentos da verdade
para sustentar grandes mentiras.
Hipócritas —
raça de víboras,
túmulos caiados,
limpos por fora,
ocosos por dentro.
O mundo conseguiu me expulsar.
Hoje sou uma alma errante
em meio ao caos,
à discórdia
e à ganância que impera.
E talvez sumir
seja apenas
uma forma silenciosa
de continuar sendo inteiro.
Esse é o grito que muitos retém dentro da sua alma. O medo do despertar e de manter a sua essência.
Atila Negri
Senhor, destes ao policial a nobre missão de defender a sociedade, inclusive a família.
Rogamos a vós para não permitir que o policial seja molestado em sua árdua missão e que ele tenha a certeza do retorno ao seu lar, com plena saúde.
Senhor, abençoe todos os policiais.
O que rege às normas de conduta da sociedade (especialmente brasileira) é a extrema urgência de convencer às pessoas, do quão és magnífico. Ser por ser, é como se fosse um monólogo consigo mesmo. Não tem representatividade, porque não existe distanciamento do objeto consagrado.
191225
“Não sou o esteriótipo de pessoa em que a sociedade tenta me abranger. Sou mais além do que convém e menos o que se espera ser.”
—By Coelhinha
Vez ou outra é necessário fazer um detox dessa nefasta realidade da nossa sociedade.
É prioridade individual afastar-se desse caos cotidiano,
isolar-se dessa humanidade corriqueiramente hipócrita e cruel.
Só assim podemos reforçar nossa imunidade mental
contra a aceitação da banalização da crueldade e do mal
que, infelizmente, nos circundam,
para evitar que nos penetrem...
Há momentos em que é urgente um detox da podridão social.
Respirar longe do fedor moral,
desintoxicar-se dessa humanidade disfarçada de civilidade.
O caos cotidiano suga, corrói, contamina.
É preciso distância, silêncio, recolhimento.
Só o isolamento lúcido salva a mente
da infecção lenta e contínua
da banalização do mal,
da crueldade que se normaliza e se infiltra
em nossas frestas mais humanas...
De tempos em tempos, sinto a alma pedir silêncio.
Um detox da realidade, tão ruidosa, tão cruel.
Afasto-me do tumulto,
da pressa, da falsidade cotidiana,
e recolho-me em mim,
como quem busca abrigo em um templo interior...
Longe das máscaras do mundo,
renovo minha imunidade da alma,
para que a crueldade não me alcance,
nem o mal encontre abrigo em mim...
✍©️@MiriamDaCosta
Na nossa sociedade, muito se fala em inversão de valores. Esse fenômeno já é remoto; o que vemos hoje é uma quase total ausência de valores.
✍©️@MiriamDaCosta
A Lei do Sonambulismo
Chamam-lhe sonambulismo: o sono é pesado e voluntário da sociedade. Não é a ignorância dos factos, mas a vontade férrea de não os ver. É o pacto não assinado: ‘Deixai-me o meu sono, e eu deixar-vos-ei o vosso poder’. Enquanto houver mais medo de acordar do que de ser governado, o ciclo alimenta-se a si mesmo. O embriagado de poder e o adormecido pela preguiça são cúmplices numa dança milenar: um precisa do outro para existir.
SOCIEDADE
Enquanto os do Olimpo se alimentam da claridade que fabricam, os da Névoa navegam na bruma que lhes deixam e ambos, sem o saber, são reflexo um do outro: o poder feito mito, o povo feito abstração, numa dança onde o alto e o baixo são dois movimentos do mesmo rio parado.
Floresta amazônica
Árvores que se comunicam como sociedade protetora,
Carregamentos aéreos com nutrientes vindos do deserto do Saara,
Fauna dos comuns, dos exóticos e dos desconhecidos,
Tribos e cachoeiras escondidas,
Mistérios profundos, ponte de elos, de mitos e lendas, o Curupira e o Boto que o digam,
Desprotegida, desrespeitada, pulmão ferido,
Amada pelo sol, aplaudida pela lua,
Símbolo de sabedoria, de riqueza e do que é sagrado.
Uma Maçonaria que no Sec XXI não esteja ligada á sociedade onde está inserida, não cumpre a totalidade da sua missão. Porque a Luz que recebemos tem de ser partilhada. João Pestana Dias
RITO PORTUGUÊS
É difícil ignorar o sentimento de que, em certos aspectos, a sociedade caminha para trás quando deveria avançar. Ganha força, e com razão, a mobilização em defesa dos animais e contra qualquer forma de crueldade. Trata-se de uma pauta legítima e necessária. No entanto, essa sensibilidade seletiva suscita um questionamento inevitável: onde se insere, nesse debate, a proteção à vida humana?
Evidentemente, não se trata de estabelecer uma hierarquia simplista entre causas, nem de negar a importância do bem-estar animal. Mas há quem veja com preocupação a naturalização de decisões que envolvem a interrupção da gestação, interpretando-as como um sinal de desvalorização da vida em suas fases mais iniciais. Para esses críticos, o tema exige mais reflexão ética e menos soluções apressadas.
Sob essa ótica, o problema central não reside apenas nas escolhas individuais, mas na ausência de políticas públicas robustas que ofereçam apoio real a mulheres em situação de vulnerabilidade. Em vez de respostas que se limitem ao ato final, seria mais responsável investir em educação, acolhimento, assistência social e acesso à saúde, medidas capazes de ampliar alternativas e reduzir dilemas extremos.
Em um cenário ideal, o compromisso coletivo deveria ser com a dignidade em todas as suas formas: proteger os animais, sim, mas também assegurar que nenhuma pessoa seja deixada sem orientação, suporte ou perspectiva. Afinal, uma sociedade verdadeiramente progressista não escolhe quais vidas merecem atenção, ela se empenha em cuidar de todas.
Cresce, em diferentes setores da sociedade, um sentimento de descrença em relação ao futuro da justiça no Brasil. A percepção de que nomeações e composições institucionais possam ser influenciadas por critérios políticos, e não estritamente técnicos ou legais, alimenta dúvidas sobre a imparcialidade de decisões que deveriam se pautar exclusivamente pelo cumprimento da lei.
Nesse contexto, ganha força a crítica de que vínculos pessoais e redes de proximidade acabam pesando mais do que o interesse público. Para muitos, instala-se a impressão de que a lógica da conveniência substitui a da justiça, como se a prioridade fosse preservar alianças em vez de assegurar equidade.
Se já há, hoje, questionamentos sobre a capacidade de identificar e corrigir irregularidades em determinados círculos, o receio é que, uma vez investidos de maior autoridade, esses mesmos atores reforcem práticas que fragilizam ainda mais a credibilidade do sistema. Assim, a ideia de uma justiça verdadeiramente “cega”, no sentido de imparcial, corre o risco de se tornar apenas retórica, distante da experiência concreta vivida por grande parte da população.
Sociedade celeste, belas constelações coexistindo, artes fascinantes, luminosidade veemente, uma mesma origem, muito mais do que uma mera existência, que permitem diversas reflexões que transcendem os limites da ciência
Providas de uma profundidade evidente, de emoções vivas, inspirações intensas, onde cada estrela é genuína, tem o seu brilho próprio, uma diferente da outra, um espetáculo incrível, expressivo de muitas formas
Como as estrelas que brilham nos teus olhos, que costumam brilhar ainda mais forte diante do que é recíproco, num elo caloroso, a recompensa por cativar o teu riso, cativando de um jeito amoroso, sincero e às vezes, um pouco atrevido
E reconhecendo a tua singularidade, o teu esplendor genuíno, quero que o teu olhar continue brilhando, que seja uma linda constelação, a minha noite estrelada e que eu possa admirá-la sem nenhuma distração.
"Para a sociedade, é mais glamouroso acreditar na fachada do que encarar a realidade! 🤯
- Van Escher
Entre os muitos homens que atravessam silenciosamente as estruturas da sociedade, há aqueles que observam mais do que falam. Aerton Luiz Lopes Lima é um desses indivíduos.
Enquanto alguns se perdem na superficialidade do cotidiano, ele se volta à reflexão — escrevendo sobre os conflitos da alma humana, questionando a moralidade e investigando os labirintos da consciência.
Mas não se trata apenas de pensamento abstrato. Há também o homem da disciplina, formado no ambiente rigoroso da segurança e da ordem, onde a responsabilidade e a vigilância são virtudes indispensáveis.
E assim surge uma curiosa síntese: o guardião prático das estruturas do mundo real e, ao mesmo tempo, o observador silencioso das estruturas invisíveis da mente humana.
Homens assim raramente são percebidos de imediato. Contudo, são eles que, no silêncio das ideias e na firmeza da ação, revelam que a verdadeira força não está no ruído das multidões, mas na lucidez do pensamento.
[O Devorador de Homens]
Nós sabemos que nossa sociedade, é baseada na desvalorização extrema do conhecimento, no desprezo pela reflexão, no sufocamento do pensamento pautado por atitudes éticas. E isso afasta a consciência crítica e a mantém, muito distante da realidade do povo.
Quando amedrontamento se une a alienação, num caldeirão de boatos permeados pelo ódio, descrença e a intolerância, nós encontramos um
solo fértil para o avanço da tirania. No qual, déspotas em potencial, absorvem a esperança das pessoas e diante do desespero, se fortalecem para construir seu reinado de opressão e terror.
Os Monstros existem, mas, para nossa sorte, eles são Mortais.
Incontáveis são as dúvidas, porém, há uma certeza. Quando libertarmos o Leviatã,
ele irá se alimentar.
(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
[Bilhete Premiado]
O que chamam de sucesso na sociedade contemporânea, nada mais é que uma loteria. E como toda loteria, se fundamenta na exploração do outro. Não tem relação alguma com "trabalho duro" ou a "sorte" de uma pessoa, tem a ver com o azar de milhões.
Michel F.M.
A sociedade contemporânea enfrenta uma evidente crise no campo dos relacionamentos. Cada vez mais, observa-se que vínculos afetivos são estabelecidos sob a influência de interesses econômicos ou conveniências circunstanciais, enquanto valores essenciais, como respeito, compromisso e construção mútua, acabam relegados a segundo plano.
Há também uma crescente ruptura com etapas tradicionalmente associadas ao amadurecimento das relações, como o namoro, o noivado e, por fim, o casamento. Independentemente de visões mais modernas ou conservadoras, é inegável que a ausência de processos de construção gradual pode resultar em frustrações profundas, uma vez que expectativas não são devidamente alinhadas nem emocionalmente elaboradas.
Outro ponto que merece reflexão é a confusão entre o desejo de casar e a real preparação para essa decisão. Querer formalizar uma união não equivale, necessariamente, a estar pronto para as responsabilidades que ela impõe. Muitos ingressam nesse compromisso acreditando que suas rotinas e posturas permanecerão inalteradas, quando, na verdade, o casamento exige transformações pessoais, concessões e amadurecimento contínuo.
Diante desse cenário, torna-se urgente resgatar a consciência de que relacionamentos sólidos não se sustentam apenas em intenções ou interesses momentâneos, mas em um processo consciente de evolução individual e construção conjunta.
