Sociedade poesia
Enquanto setores da Justiça brasileira, especialmente o STF, são acusados por parte da sociedade de interpretar e aplicar a lei de maneira excessivamente autoritária, surge uma questão fundamental: quais são os limites do Poder Judiciário diante da autonomia dos Estados, dos municípios, do Poder Legislativo e, sobretudo, da participação das famílias na educação?
Quando decisões judiciais parecem se sobrepor às deliberações de deputados, vereadores, prefeitos e governadores legitimamente eleitos, muitos cidadãos passam a questionar se a vontade popular está realmente sendo respeitada.
O problema não está em defender este ou aquele lado político, mas em preservar o princípio democrático: nenhum poder deveria se considerar acima dos demais. Em uma democracia, Executivo, Legislativo e Judiciário possuem funções distintas e limites que precisam ser respeitados.
Quando uma parcela da sociedade entende que determinadas pautas educacionais estão sendo impostas sem amplo debate público e sem considerar suficientemente a participação das famílias, o mínimo que se espera é diálogo, transparência e respeito ao pluralismo de ideias.
A democracia não deveria ser o governo de poucos sobre muitos, mas o equilíbrio entre poderes, instituições e sociedade.
Afinal, quando o poder deixa de ouvir a sociedade, a pergunta deixa de ser apenas jurídica e passa a ser filosófica: quem realmente governa em uma democracia — as instituições ou o povo que lhes conferiu legitimidade?
Vez ou outra é necessário fazer um detox dessa nefasta realidade da nossa sociedade.
É prioridade individual afastar-se desse caos cotidiano,
isolar-se dessa humanidade corriqueiramente hipócrita e cruel.
Só assim podemos reforçar nossa imunidade mental
contra a aceitação da banalização da crueldade e do mal
que, infelizmente, nos circundam,
para evitar que nos penetrem...
Há momentos em que é urgente um detox da podridão social.
Respirar longe do fedor moral,
desintoxicar-se dessa humanidade disfarçada de civilidade.
O caos cotidiano suga, corrói, contamina.
É preciso distância, silêncio, recolhimento.
Só o isolamento lúcido salva a mente
da infecção lenta e contínua
da banalização do mal,
da crueldade que se normaliza e se infiltra
em nossas frestas mais humanas...
De tempos em tempos, sinto a alma pedir silêncio.
Um detox da realidade, tão ruidosa, tão cruel.
Afasto-me do tumulto,
da pressa, da falsidade cotidiana,
e recolho-me em mim,
como quem busca abrigo em um templo interior...
Longe das máscaras do mundo,
renovo minha imunidade da alma,
para que a crueldade não me alcance,
nem o mal encontre abrigo em mim...
✍©️@MiriamDaCosta
Na nossa sociedade, muito se fala em inversão de valores. Esse fenômeno já é remoto; o que vemos hoje é uma quase total ausência de valores.
✍©️@MiriamDaCosta
O Vendedor de Sonhos
Há sonhos que se perdem no calor da madrugada,
Enquanto a sociedade corre sem olhar para trás;
Surge um homem, de alma cansada,
Vendendo esperança onde ninguém encontra paz,
E lembrando aos esquecidos que sonhar ainda é capaz.
Ele não vende ouro, riqueza ou poder,
Vende coragem para quem deseja recomeçar;
Cobra com juros de quem quer aprender
Que até uma lágrima pode ensinar
E que nunca é tarde demais para tentar.
Caminha entre fantasmas, perdidos e esquecidos,
Recolhendo histórias marcadas pela dor;
Costura sonhos em corações feridos,
Com palavras que devolvem ao silêncio o seu valor,
E despertam, em cada alma, a coragem de sentir amor.
O Vendedor de Sonhos não promete ilusão,
Oferece perguntas para a mente despertar;
Mostra que a liberdade nasce no coração,
Quando o medo deixa de nos dominar
E escolhemos, mesmo feridos, continuar.
Assim, cada sonho encontra uma nova estrada,
E o fracasso deixa de ser uma sentença;
A vida, antes vazia, torna-se renovada,
Pois quem aprende a sonhar encontra esperança,
E descobre que viver também exige confiança.
Mas não se esqueça:
Quando a noite parecer não ter fim,
É a esperança que acende a luz dentro de nós.
Porque sonhos não morrem quando caímos —
Morrem quando desistimos de levantá-los.
Autor: James Richard Ferreira Pantoja
Pseudônimo: KANGAL
© 2026 James Richard Ferreira Pantoja (KANGAL) — Todos os direitos reservados.
Vamos repensar?
Bauman — “Vivemos tempos líquidos.”
“A sociedade líquida não apenas dissolveu certezas; dissolveu compromissos. Quando tudo pode ser substituído, o ser humano corre o risco de transformar até pessoas em objetos de consumo emocional.”
Carlos Eduardo Balcarse
Vamos repensar?
Bauman — “A modernidade líquida.”
“Criamos uma sociedade onde tudo flui rapidamente, mas quase nada permanece profundamente. A liquidez trouxe velocidade às relações e retirou delas a densidade necessária para criar raízes.”
Carlos Eduardo Balcarse
Vamos repensar?
Rousseau — “O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe.”
“A sociedade influencia o homem, mas não pode ser eternamente usada como desculpa para sua falta de consciência. O ambiente molda, mas a escolha revela quem somos.”
Carlos Eduardo Balcarse
Vamos repensar?
Erich Fromm — “O amor é uma arte.”
“Uma sociedade que ensina a consumir tudo desaprende a cultivar algo. O amor deixou de ser uma construção diária e passou a ser uma expectativa imediata.”
Carlos Eduardo Balcarse
Vamos repensar?
Nicolás Gómez Dávila:
“A sociedade moderna não quer ser livre; quer trocar de senhores.”
Carlos Eduardo Balcarse:
“O homem acredita ter quebrado suas correntes, mas apenas trocou o ferro pelo invisível. Antes obedecia a reis; hoje obedece a tendências. Antes temia julgamentos divinos; hoje teme a rejeição virtual. Mudaram-se os donos, permaneceram os escravos.”
🎭 SOCIEDADE DE TEATRO
Vivemos de personagem e máscara. Sorriso de foto. Opinião de legenda. Virtude de story que some em 24h.
E quando o palco apaga, a alma grita.
Grita por socorro.Grita por herói.
Mas até o herói aparece mascarado. Finge justiça, porque justiça real não viraliza. Não dá palco. Só dá calo.
E seguimos assim: máscara salvando máscara, personagem aplaudindo personagem, todo mundo perdido, ninguém salvo.
O mundo está perdido
Com esta sociedade,
Pois vi o orgulho sorrindo
Da cara da humildade,
Vi a verdade perdendo
O espaço pra falsidade,
Presenciei a justiça
Escrava da injustiça
Dando vez a impunidade.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
10/04/2024
Enquanto os bancos controlarem a sociedade, a escravidão, a pobreza e a miséria jamais chegarão ao fim.
Se aqueles que detêm o maior acúmulo de dinheiro e poder no mundo – os bancos – não têm interesse em acabar com esse ciclo, como isso poderia acontecer?
Há décadas, essa estrutura se mantém intacta, e está na hora de enxergar o verdadeiro poder que os bancos exercem sobre a sociedade. Esse é o primeiro passo. Sem essa compreensão, qualquer tentativa de mudança será apenas superficial.
Mas enquanto o povo continuar sendo conduzido pela narrativa imposta pela mídia – que foca sua atenção nos fantoches políticos, desviando o olhar dos verdadeiros controladores do sistema – a realidade não mudará. A sociedade seguirá nesse estado degradante que você vê todos os dias.
Os bancos detêm o poder. A cegueira implantada precisa ser removida. Abra os olhos para o que está à sua frente e perceba o óbvio:
Poder = Dinheiro
Dinheiro = Bancos
Bancos no poder!
A Lei do Sonambulismo
Chamam-lhe sonambulismo: o sono é pesado e voluntário da sociedade. Não é a ignorância dos factos, mas a vontade férrea de não os ver. É o pacto não assinado: ‘Deixai-me o meu sono, e eu deixar-vos-ei o vosso poder’. Enquanto houver mais medo de acordar do que de ser governado, o ciclo alimenta-se a si mesmo. O embriagado de poder e o adormecido pela preguiça são cúmplices numa dança milenar: um precisa do outro para existir.
SOCIEDADE
Enquanto os do Olimpo se alimentam da claridade que fabricam, os da Névoa navegam na bruma que lhes deixam e ambos, sem o saber, são reflexo um do outro: o poder feito mito, o povo feito abstração, numa dança onde o alto e o baixo são dois movimentos do mesmo rio parado.
HUMOR
Vivemos de reflexos, de ecos de nós mesmos e do eco ampliado na sociedade num jogo de câmaras onde a imagem original se perde na repetição. Mas nesse salão de espelhos, resta sempre uma porta aberta: o humor, que não desfaz o engano, mas o tempera com a luz dourada do crepúsculo, lembrando-nos que, mesmo na mais sombria paisagem, o sol se põe para que possamos, ao menos, rir da nossa própria sombra.
António da Cunha Duarte Justo
"Advogar é uma paixão que nunca perde o encanto."
A sociedade reconhece no advogado e na advogada os guardiões da Justiça, profissionais que dedicam suas vidas para que o Direito prevaleça e para que a Justiça jamais cometa injustiças.
"Numa sociedade onde o epicentro dos relacionamentos amorosos tornaram-se os bens materiais, felizes são os casais que ainda se unem pela essência do amor."
Cátedra, 2026
"Precisamos jogar a semente do amor ao próximo no campo familiar, para que a sociedade colha paz e harmonia."
Cátedra, 2025
Quando a política se alimenta do ódio, o que ela devolve à sociedade é ainda mais ódio.
Benê Morais
FINJA!
Finja que não está vendo o que acontece na sua sociedade!
Acredite que ver as pessoas jogadas como lixo nas ruas é algo comum...
Ache normal você escravizar sua vida trabalhando até os 60 anos enquanto seus direitos básicos de sobrevivência são roubados!
Agrade sua família, seus amigos, a sociedade e o mundo, menos você! Vista uma capa, uma aparência, uma vaidade, mantenha sua máscara para o mundo, enquanto você mesmo é deixado de lado.
Se importe com o que os outros acham ou pensam de você, não faça nada, não se mova, fique parado, quieto, calado, não seja ninguém, seja normal, indiferente, não viva!
Tenha medo de ser taxado de "louco(a)", tenha medo de ser você mesmo, seja "louco(a)" apenas dentro da sua cabeça, enquanto você finge ser "normal" para as pessoas à sua volta.
Deixe o tempo passar, viva apenas finais de semana, férias, viva de esmolas do tempo, camufle as angústias, o tédio, a falta de sentido na porta do boteco, do bar, em baladas, bebendo para disfarçar aquele pensamento de mudar, não procure trabalhar no que você ama, seja escravo de qualquer coisa, viva atrás de dinheiro, de conforto, de riqueza material.
Seja orgulhoso(a), teimoso(a), não enxergue isso também, finja que também não entendeu, que não está vendo, mantenha-se dia após dia fingindo, até envelhecer, e a morte se aproximar, finja que vive!
