Sociedade poesia
O cristão que apenas se compadecer do próximo, perdoar todos e amar até os inimigos, já será perseguido e ridicularizado pela sociedade caída em que estamos. O problema é que temos milhões de cristãos professos, mas muito poucos que apresentam tais frutos em suas vidas.
Que instituição ou faculdade humana abriria mão voluntariamente de governar os homens na direção do que acha Bom e Correto se tivesse oportunidade?
Como deve ser doloroso negar o seu verdadeiro eu e viver uma vida de mentiras apenas para agradar os outros.
Você quer que eu te diga algo realmente subversivo? O amor é tudo isso que falam. É por isso que as pessoas são tão cínicas quanto a ele. Vale a pena lutar, ser corajoso, arriscar tudo por ele. E o problema é que se você não arrisca nada, arrisca mais ainda.
Ou enfrentamos com honestidade uma grande e profunda reflexão sobre a pauta ética, ou vamos regredir até os instintos mais selvagens e nos dizimar. Tudo que pleiteamos nos fará evoluir? Ou será que cada vez mais violentos, competitivamente violentos? A ética é o único remédio para evitarmos nossa extinção, é urgente, é caso literal de vida ou morte humana.
Não adianta dizer os problemas, eles já conhecemos, não adianta dizer que precisa melhorar, pois isso já temos certeza, mas o que realmente interessa é o que faremos para melhorar e resolver os problemas!
Os geneticistas e os cardiologistas já não têm mais dúvidas: o coração dos suínos é o que mais se adéqua aos transplantes humanos. Tanto a textura como a contextura, a qualidade das pequenas artérias, a cor, o tempo de cicatrização, parecem indicar um antigo parentesco entre essas duas espécies. Agora é o momento dos filósofos e dos psicólogos entrarem em cena para explicar mais a fundo o que essa descoberta sugere.
Dai aos homens um fuzil e eles logo inventarão uma legião para-militar; dai-lhes um amuleto e eles logo forjarão uma seita; dai-lhes uma ideologia e eles só enxergarão o mundo através dela; um cargo e logo se tornarão autoritários incontinentes
Retirai de circulação a literatura, o agiotismo e o comércio, e a civilização perderá por completo sua identidade
Ciúmes: o ser humano é o único animal que para “preservar” o objeto de sua paixão o inferioriza, o desqualifica, o humilha e o derrota.
Cansados de buscar verdades e desculpas para justificar-se, os homens se entregam às mais variadas formas de mentiras. Entre todas, a mais ordinária é a da cidadania.
Enquanto o Estado e seus barrigudos se vangloriam de ser o “bem comum”, as massas imploram e rezam por algo como um “bem extraordinário”, uma pílula miraculosa, uma lobotomia.
O fofoqueiro não é desprezível apenas por caluniar, por intrometer-se na vida dos outros e por infernizar as relações sociais. Ele é visto como o mais abjeto dos seres, porque silencia quando o caluniado aparece.
Existe desgraça maior do que a de ter nascido num país que se orgulha de produzir automóveis enquanto importa trigo?
Dos fingimentos sociais mais comuns, chamam-me especialmente atenção o da fidelidade, o do engajamento social e o da crença em deus.
Se a cobra de prata, que levo ao pescoço, pudesse picar-me cada vez que me surpreende agindo como o populacho, tudo em mim já estaria envenenado.
Quase sempre os homens e as doutrinas que pretendem nos obrigar a ser livres, são tão opressores como aqueles que nos forçam a ser escravos.
Quem vive muito tempo fora do Brasil, ao voltar para cá, tem a nítida impressão de que para esse povo, o feijão e o arroz são alucinógenos.
Sempre existirão gênios científicos e religiosos para desmoralizar sociedades inteiras de idiotas...
Esquecem que a vida é nossa e não dos outros e se estabelece preso ao tradicional e esquece de viver, na tranquilidade e paz de ser, estar e sentir!
