Sociedade Consumo
Infelizmente a sociedade civil está trazendo para si o partido da briga entre a política e a imprensa, enquanto deveria ser conscientizada que no final da onda quem fica do nosso lado mesmo é só a imprensa, enquanto os políticos arrumam as malas e vão embora.
A sociedade está precisando de um grande incentivo para se educar afetivamente para não matar e nem morrer por amor.
A democracia, é algo crucial à saúde social. É, o sistema fisiológico de uma dada sociedade. Atentar contra a democracia representativa, faz fenecer a vida dos "indivíduos" e, destroça o Estado Democrático de Direito."Deus acima de tudo remete a um discurso tirano para legitimar o abuso de poder"
Deus entre todos!
QUARTA-FEIRA DE CINZAS: DO ENTENDIMENTO ANTIGO À SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA.
A Quarta-Feira de Cinzas é uma data que integra o calendário religioso cristão ocidental como o início formal do período de Quaresma, e ocorre quarenta e seis dias antes da celebração da Páscoa, variando anualmente com base na data pascal.
DO QUE SÃO FEITAS AS CINZAS DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS?
A Igreja determina claramente que nem toda cinza pode ser utilizada no rito de imposição. A cinza da Quarta-Feira de Cinzas vem da queima dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Elas recebem a água benta e são aromatizadas com incenso.
Origem Histórica e Seu Contexto Religioso.
No seio da tradição cristã, especialmente na Igreja Católica, a Quarta-Feira de Cinzas inaugura uma fase de reflexão, penitência e jejum que prepara espiritualmente o fiel para a celebração da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo na Páscoa. Esse período de quarenta dias - a Quaresma - remete ao tempo de quarenta dias que, segundo a narrativa bíblica, Jesus passou em jejum e tentação no deserto antes de iniciar seu ministério público. ( Evangelho de Lucas 4,1-13 )
A prática de associar as cinzas à penitência remonta a tempos antigos, inclusive prévios ao cristianismo formal, sendo um símbolo de arrependimento, tristeza e reconhecimento da fragilidade humana nos relatos do Antigo Testamento.
Personagens como Jó, Daniel e a população de Nínive cobriram-se de cinzas e vestiram sacos de pano como gesto de contrição e súplica diante de Deus.
Na Bíblia, cobrir-se de cinzas (frequentemente acompanhado de vestir pano de saco) era um gesto cultural e religioso que simbolizava luto profundo, humilhação, arrependimento sincero ou desespero. Esse ato demonstrava a fragilidade humana e a dependência de Deus.
Aqui estão os principais personagens e grupos que se cobriram de cinzas:
Jó: Após perder seus filhos e bens, e ser afligido por doenças, Jó sentou-se no meio da cinza como sinal de luto e, posteriormente, declarou arrepender-se "no pó e na cinza" (Jó 2:8; 42:6).
Mardoqueu: Ao saber do decreto de Hamã para destruir os judeus na Pérsia, Mardoqueu rasgou suas vestes, vestiu-se de pano de saco e cobriu-se de cinzas em um ato de grande consternação e clamor (Ester 4:1).
O Rei de Nínive e o Povo: Após a pregação de Jonas, o rei de Nínive levantou-se do trono, tirou o manto, cobriu-se de pano de saco e sentou-se sobre cinzas, ordenando um jejum nacional como sinal de conversão (Jonas 3:5-6).
Daniel: O profeta Daniel relatou que se voltou ao Senhor Deus para buscá-lo com orações, jejuns, pano de saco e cinzas, ao interceder pelo seu povo (Daniel 9:3).
Rei Acabe: Após o profeta Elias condenar suas ações, o rei Acabe rasgou suas vestes, cobriu-se de pano de saco e jejuou, agindo com humildade (1 Reis 21:27).
Tamar: A filha do rei Davi, após ser violentada por seu meio-irmão Amnon, cobriu a cabeça com cinzas e rasgou a túnica como sinal de dor e desonra (2 Samuel 13:19).
Significado Bíblico:
O uso de cinzas era um reconhecimento visual de que o ser humano é "pó e ao pó voltará" (Gênesis 3:19), indicando a necessidade de purificação e conversão radical de vida.
No contexto cristão primitivo, penitentes públicos e pecadores graves eram submetidos a ritos de expiação que incluíam a cobertura com cinzas e a separação da comunidade até a reconciliação final. Com o tempo essas práticas de penitência pública evoluíram para um rito comunitário mais inclusivo, de forma que, desde aproximadamente o século XI, a imposição de cinzas passou a ser uma cerimônia litúrgica regular em toda a cristandade ocidental.O que ocorre no século XI é a universalização e regulamentação desse gesto no âmbito da liturgia oficial da Igreja Latina. O contexto é o das reformas eclesiásticas associadas à chamada Reforma Gregoriana, ligada ao pontificado de Papa Gregório VII. Nesse período, buscou-se maior uniformidade ritual e disciplina clerical. A imposição das cinzas deixa de ser um ato restrito aos penitentes públicos e passa a ser aplicada a todos os fiéis no início da Quaresma.
Um marco importante nesse processo foi o Concílio de Benevento, realizado em 1091 sob o pontificado de Papa Urbano II, o mesmo pontífice que convocaria a Primeira Cruzada em 1095. Esse concílio recomendou que todos os cristãos recebessem as cinzas na Quarta Feira de Cinzas, consolidando o rito como parte integrante do calendário litúrgico.
O Porquê das Cinzas: Significados Simbólicos e Antropológicos
As cinzas, como elemento, carregam uma potente carga simbólica. Antropologicamente, elas representam aquilo que resta do que foi consumido pelo fogo - morte, efemeridade, purificação e renovação. Em muitas culturas antigas, o uso de cinzas em rituais estava associado a tristeza e arrependimento profundo, um gesto de humildade diante dos deuses ou diante da própria condição humana.
Para a Igreja, esse ritual assume essas mesmas conotações, lembrando o fiel de sua mortalidade e da necessidade de conversão. Ao ser feita a imponência das cinzas na testa dos participantes geralmente em forma de cruz, pronuncia-se uma formulação tradicional que ecoa o relato do livro de Gênesis: “Lembra-te de que és pó e ao pó hás de voltar.” Essa frase retoma a ideia de que a existência terrestre é provisória e suscetível ao arrependimento e à transformação espiritual.
Nesse sentido, as cinzas funcionam como um memento mori - um chamado humano e universal à consciência da finitude e à busca de um sentido além do imediato. O antropólogo e historiador das religiões reconhece que tais símbolos, embora incorporados a práticas específicas como as da Igreja, dialogam com estruturas cognitivas universais: o fogo purifica, o pó remete à origem e à dissolução da forma, e o ritualiza-se como mediação entre o humano e o sagrado.
Sociedade e Transformações da Tradição.
A Quarta-Feira de Cinzas também marca uma fronteira cultural: o fim das festividades do Carnaval, festa popular de exuberância coletiva marcada por danças, folias e excessos, e o começo de um período mais contido e introspectivo. Historicamente, o Carnaval evoluiu de celebrações mais antigas de despedida das festas de inverno e de libertação social antes do período de abstinência quaresmal. Em muitas sociedades cristãs, essa transição representava tanto um encerramento de libertinagem quanto uma preparação moral e religiosa para o tempo de penitência.
No Brasil, essa encenação cultural e religiosa ainda é manifesto vivo - as ruas vibram intensamente até a madrugada da Quarta-Feira de Cinzas, quando então os espaços festivos cedem lugar a um silêncio ritualizado, simbólico de introspecção, autocrítica e reintegração à ordem social cotidiana.
Fontes Fidedignas para Estudo
Para compreender em profundidade a Quarta-Feira de Cinzas e seus significados:
A enciclopédia Britannica oferece uma visão concisa e historicamente ancorada da origem cristã e da evolução litúrgica da data.
Conclusão.
A Quarta-Feira de Cinzas é, portanto, uma celebração ritual que sintetiza a memória cultural, a simbolização religiosa e a consciência antropológica da mortalidade humana, funcionando como um ponto de inflexão entre a festa popular e a reflexão espiritual, entre o corpo e o espírito. Ela nos lembra que qualquer jornada de sentido exige reconhecimento de nossas limitações e, ao mesmo tempo, uma busca consciente de transformação.
Um poeta nunca morre nem mesmo depois de morto. A sociedade assassina mesmo são os sonhos de todos e dela própria. Sociedades sem sonhos vivem em guerras internas e distribuem guerras pelo mundo afora.
"O homem nasce neutro
nem bom nem ruim, e
a sociedade pode melhorar
ou aprisionar, e quase sempre o
aprisiona"...
Se só escolaridade constitui- se família e realmente te leva se ao patamar mais alta da sociedade, os professores iriam dominar o mundo, a escolaridade é o fundamental, porém não é tudo, o carácter, humildade e a dignidade também são requisitos importantes nos princípios morais de uma pessoa....
Sociedade dos petas mortos 1989, gosto desse filme, Robin Williams esta divino nesta película, é uma pena que hoje em dia ele é um poeta morto, a certeza de que ele ainda esta vivo esta no legado dos filmes que ele nos deixou...
"Uma forma de termos uma sociedade justa no futuro, é ensinar nossas crianças hoje a aprender o sentido do poder, da honra, da virtude e do caráter, somente assim poderemos sonhar um futuro melhor para nossas gerações"
"A sociedade está tão empobrecida de si mesma, que desdenha e julga os outros só para compensar suas próprias frustrações."
"A sociedade pós-moderna reflete-se na incongruência dos seus pensamentos, a falta de um bom senso com seu semelhante, no que diz respeito as falas e atitudes no molde etéreo de sua inteligência."
"Infelizmente, em nossa sociedade individualista, muitos jovens da geração atual se sentem pressionados a buscar validação externa e amor-próprio através de likes nas redes sociais, relacionamentos superficiais e consumo desenfreado. Essa busca incessante por aprovação pode levar a um sentimento de vazio e infelicidade, além de dificultar o desenvolvimento de relacionamentos autênticos e significativos."
"Moldado pela sociedade, o indivíduo é transformado em produto para atender à demanda por visibilidade."
SOCIEDADE DE TEATRO
Vivemos de personagem e máscara,
ensaio diário pra parecer.
Sorriso de foto,
opinião de legenda,
virtude de story que some em 24h.
E no escuro, quando o palco apaga,
a gente grita.
Grita por socorro.
Grita por herói.
Mas o herói que aparece
também tá de máscara.
Finge fazer justiça,
porque justiça real não viraliza.
Não dá palco.
Só dá calo.
E seguimos assim:
máscara salvando máscara,
personagem aplaudindo personagem,
todo mundo perdido,
ninguém salvo.
Cultura leniente do coitadismo intelectual!
Vivemos numa sociedade "sem opinião própria", mas coletiva! Onde as informações chegam até nós e não o contrário como se afirma. Aceitar é o suficiente do que examinar o recipiente. Há também muita informação, mas pouquíssimo conteúdo que agregue uma ação significativa. Leituras cada vez mais artificiais e superficiais fazem parte desta cultura de leitores sem leitura. Críticas sem domínio do que é certo ou errado, adequado ou inadequado fazem parte desta festa e são características de um povo que se acomoda nessa moda de que tudo é bom e nada presta! Vivem assim o forte dilema de que complacência se faz com decência!
