SOCIEDADE DE TEATRO Vivemos de... Régis L. Meireles

SOCIEDADE DE TEATRO


Vivemos de personagem e máscara,
ensaio diário pra parecer.
Sorriso de foto,
opinião de legenda,
virtude de story que some em 24h.


E no escuro, quando o palco apaga,
a gente grita.
Grita por socorro.
Grita por herói.


Mas o herói que aparece
também tá de máscara.
Finge fazer justiça,
porque justiça real não viraliza.
Não dá palco.
Só dá calo.


E seguimos assim:
máscara salvando máscara,
personagem aplaudindo personagem,
todo mundo perdido,
ninguém salvo.