Sobre Debate
Ideologia é o que a definição da palavra já informa, apenas estudo, teoria de alguma coisa, que forma indivíduos de fé em algo não provado. Tem muito valor para um grupo que a tem por regra, mas não para todos, pois pessoas acreditam no que lhes dá o suporte e não no oposto, isto tem nome, conveniência diante do que não consigo mudar, alterar, vencer;
Discutir política é para quem entende o mínimo de política. Com quem defende partidarismo político não se debate. É como querer que chimpanzés usem os polegares... O ignorante político e o primata, o que falta em um, é inútil no outro.
É tolice pensar que se pode vencer o tolo em uma conversa, é mais sábio correr da sua falácia em quanto se pode.
Idade Mídia
Vivemos a era da conexão plena e da desconexão absoluta. Nunca estivemos tão juntos em redes e tão apartados em ideias. Nunca se falou tanto e se pensou tão pouco. A esse fenômeno contemporâneo, poderíamos chamar de “Idade Mídia” — um tempo em que a opinião ganhou status de argumento, e a ignorância, muitas curtidas.
A figura do homo idiota — não no sentido ofensivo, mas etimológico, grego, do sujeito que se abstinha da vida pública e refugiava-se no particular — retorna com força. No período helenístico, esse era o cidadão que ignorava o debate político e voltava-se apenas à sua esfera privada. Mas havia, ao menos, o silêncio. Hoje, o homo idiota não apenas opina: ele grita, compartilha, cancela, vocifera. Tem o direito à fala, mesmo sem o menor interesse pela escuta.
Não se trata de um ataque à democracia — longe disso. A liberdade de expressão é o alicerce de uma sociedade plural. O problema não está na liberdade, mas no esvaziamento do conteúdo. Falamos muito, mas dizemos pouco. Informados por manchetes, formamos certezas antes mesmo de compreender as perguntas.
Seguimos, então, a passos de moonwalker — deslizando de costas, imitando movimento para frente, mas indo para trás. Temos tecnologia avançada, filtros estéticos, inteligência artificial, mas carecemos de diálogo honesto, empatia e pensamento crítico. Avançamos nas ferramentas e regredimos nos fundamentos.
A Idade Mídia é o tempo em que se troca sabedoria por performance, reflexão por lacração, silêncio por barulho. E, assim, com a ilusão de progresso, dançamos rumo à mais elegante das involuções.
"Quem consome cultura de má qualidade, não é digno, de opinar sobre cultura, não é digno de opinar sobre o conceito profissional na cultura".
Não desperdice o seu tempo, em debates que emergem do nada, e chegam a lugar nenhum. Parafraseando um dito popular, estrume, é a água que o faz escoar. O espaço mais indicado para esses corpos estranhos, é fétido, estreito, opaco e escuro.
290723
"Se eu soubesse que objectivo dessa conversa era de encontrar um vencedor e um perdedor, não faria sentido eu estado inserido nela, portanto onde se conversa dois opositores dificilmente obtêm se solução via passiva, aliás acabam descutindo coisas sem sentido"
Eu não debato com os direitistas extremos e nem com os evangélicos fanáticos!
Qualquer forma de extremismo e fanatismo não possui prerrogativas e afinidades para um debate com bom senso e respeito, está a anos-luz distante.
Eu não respondo, não discuto, simplesmente ignoro as palavras ditas ou escritas com intuito de provocação, não porque não tenho argumentos , mas simplesmente porque mantenho uma certa distância higiênica
do que possa ser nocivo para o respeito do meu bom senso, porque discutir com extremistas e fanáticos é como altercar com
paredes...
Mantenho uma certa distância higiênica , mas sem deixar de observar e refletir sobre os vários extremismos e fanatismos da humanidade. E essa minha prerrogativa é a maior forma de respeito que tenho diante do que mantenho essa distância...
Será que entendem?!!...
Difícil, né?!!...
✍©️ @MiriamDaCosta
Ontem éramos, em maioria, meras plateias sob as lonas invisíveis do Circo de Horrores brasileiro, hoje, quase todos divididos — os riscos são outros, habitar o manicômio que a polarização insiste em construir para o amanhã.
Se todos já tivéssemos entendido a verdade de que o político é o nosso funcionário Colaborador e nós o seu Empregador, debates não passariam de uma Entrevista Pública, eleições não passariam de Processos Seletivos e mandatos não seriam mais que contratos de Prestação de Serviços.
