So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
Ser rejeitado é ótimo; te afasta de pessoas que não têm nada a ver com você, dando espaço a quem tem.
O mal não existe, o sentido de mal não tem sentido, e pelo fato dele não existir, de não ter sentido, ele tenta levar o que existe, o que tem sentido, a não existir, a não ter sentido também. Só que não tem como levar o que existe a não existir, a não ter sentido, já que tudo existe, tudo tem sentido. Até quando eu digo que não tem sentido, é um sentido que eu criei.
O mal é apenas uma ilusão da nossa cabeça.
As pessoas são mais sinceras com aqueles que não têm muito a oferecer e mais falsas com aqueles que têm.
O amor não se prova, assim como não se pode provar que se tem um coração. Ninguém vê o coração, ninguém vê o amor, porque ambos estão no interior de cada um. O que está por dentro só pode ser percebido quando olhamos para dentro de nós mesmos, quando sentimos as batidas do coração e experimentamos o amor de maneira profunda. O amor, assim como a vida, é algo que só se entende quando realmente sentimos.
Para mim, não existe cansaço mental. Isso é um limite que não faz mais parte de mim; não tem mais sentido. Para mim, o que existe é apenas relaxamento mental.
Percebi que, toda vez que eu me via aceitando sentir esse "cansaço" ou essa "exaustão" mental, na verdade estava diante de um profundo relaxamento, um descanso que minha mente ansiava por ter, mas que eu, por algum motivo, me sabotava e não permitia. Quando comecei a aceitar esse "cansaço", essa "exaustão", logo entendi que, na verdade, era apenas um relaxamento profundo e renovador que a mente precisava.
As pessoas têm um pavor do "não faço nada da vida", sendo que é justamente esse "não fazer nada" que você descobre o que de fato ama fazer na vida. Basta não se cobrar, não se pressionar, não se culpar, que com o tempo, naturalmente, vai aparecendo o que ama fazer na vida.
Conexão é confiança;
Controle é desconfiança.
Quem está conectado ao outro não tem a necessidade de controlar,
pois somente quem desconfia, por não acreditar nessa conexão de amor, tenta controlar, vigiar, manipular, para se sentir seguro no sentimento daquilo que não acredita ter com alguém.
Amor é dar, não receber;
Quem quer receber tem interesse em receber;
Quem quer dar não tem interesse em dar.
Que interesse haveria em dar algo sem exigir nada em troca?
Exigir receber é interesse;
Dar é amor.
A maior prova de que amor é dar está na morte...
Quando morremos, não levamos nada do que recebemos, apenas deixamos o amor no coração das pessoas que conhecemos, com quem compartilhamos e que amamos.
As pessoas, mesmo tendo afinidades, não são iguais. Cada pessoa é única e cada um tem o seu próprio ritmo. Você não precisa ser tão veloz quanto as lebres, mas pode ter a constância e a determinação das tartarugas.
Líderes enfermeiros democráticos têm um olhar de águia motivador,não estimulando apenas o tecnicismo.Mas a humanização no tratamento entre os colegas de trabalho e no cuidado com os pacientes.
Um poema
Não tem tamanho
Não ocupa espaço
Porém fica no olhar
Uma folha de papel molhada pode apagar
Ajuda dá opinião
Mexe na emoção
É uma arma carregada de balas intelectuais
Dessas tantas perdidas na poeira das prateleiras...
Já foi o melhor amigo de gerações
É o melhor amigo da educação
Ele alegra o homem com imaginação
Não morde e quando morde
é palavra no contexto exato
Deixando alguém mais esperto
Ele tem o que nele não cabe
É apenas uma chave
Junta as pistas de um fato
É os cisnes dos patos
Pro alfabeto não passa nem perto do patinho feito
Para as letras ele tem o charme
Se é um poema não me fala de algo alheio
Ele é eu no meio...
Leonardo Mesquita
Dos animais o jabuti é um bem poeta
ele não tem pressa em sua natureza
e isso lo completa; o poeta chegara na palavra certa, a natureza das letras sem pressa sem pressa
já o poema já o jabuti
o poeta e a meta...
e o leitor é quem completa
Educar não tem prazo de validade.
Experiência não envelhece — amadurece.
Uma escola inclusiva também inclui quem educa.
Gotinhas de Amor
O País Não Precisa de um Mito
O Brasil tem uma doença política curiosa: transforma fracassos em símbolos e homens comuns em salvadores. Troca projeto por personagem, programa por slogan, pensamento por torcida. E, quando percebe o estrago, já está discutindo novamente o mesmo personagem como se a história lhe devesse uma segunda temporada.
O bolsonarismo não foi apenas uma candidatura. Foi a industrialização política do ressentimento.
Durante anos, ensinou-se ao brasileiro que pensar era suspeito, que ciência era conspiração, que imprensa era inimiga, que cultura era ameaça e que instituições só eram legítimas quando obedeciam ao lado certo. A política deixou de ser disputa sobre o futuro e passou a ser campeonato de indignações.
Agora, em 2026, o sobrenome continua em campo. Mudou o candidato, mudaram algumas frases, mas permanece a velha arquitetura: transformar medo em voto, conflito em identidade e adversário em inimigo. A política brasileira ainda é convocada a escolher entre o “nós” e o “eles”, como se um país de mais de duzentos milhões de pessoas pudesse caber numa guerra de grupos.
Não pode.
E aqui está o erro que parte da esquerda também comete: imaginar que basta chamar alguém de fascista para vencê-lo. Não basta. A democracia não se defende apenas denunciando a extrema direita; defende-se oferecendo ao cidadão uma razão concreta para acreditar nela.
O Brasil precisa de escola que ensine a pensar, não apenas a repetir. De saúde que funcione antes que a doença vire estatística. De segurança pública que não seja espetáculo. De emprego que não seja favor. De ciência que não precise pedir desculpas por existir. De Estado que proteja sem tutelar.
E precisa, sobretudo, abandonar a infantilização política.
Nenhum presidente é messias. Nenhum partido é dono da verdade. Nenhum eleitor precisa entregar a própria consciência na porta de uma convenção partidária.
O bolsonarismo prosperou justamente onde a razão recuou.
Por isso, enfrentá-lo não significa apenas derrotar Bolsonaro, Flávio Bolsonaro ou qualquer herdeiro eleitoral do sobrenome. Significa derrotar a ideia de que o Brasil precisa de um homem providencial para funcionar.
Não precisa.
Um país sério não procura um salvador.
Procura cidadãos.
E talvez essa seja a coisa mais perigosa que se possa dizer numa eleição: o Brasil não precisa acreditar em ninguém. Precisa aprender a pensar por si mesmo.
William Contraponto
