So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
A gente tem uma tendência para acreditar que não morre.
A vida não tem sentido. Cada um de nós tem um sentido e o trazemos à vida. É um desperdício fazer a pergunta quando você é a resposta.
Alguém que tem uma linda rosa no jardim e chora porque um dia ela irá murchar, não conhece a beleza da rosa, apenas conhece o seu medo.
Tudo bem em comer peixe
Pois eles não têm sentimentos
As vezes eu tenho preguiça da existência. Isso não tem nada a ver com querer morrer. Isso tem a ver com ter preguiça de tudo que existe no mundo.
Dentro de nós estão as respostas
para todas as perguntas que podemos fazer.
Você não tem idéia de quanto é sábio!
Meu nome não tem que estar na boca das recalcadas, pois meu nome não é osso pra estar na boca de cachorro.
Às vezes você tem que estar longe das pessoas que você ama, mas isso não faz com que você as ame menos. Às vezes faz que você as ame mais.
(Steve Miller)
Não tem asas, mas é o meu anjo. Não tem coroa, mas é a minha princesa. Não tem super-poderes, mas é a minha heroína. Não tem prêmios internacionais ou reconhecimento do mundo todo, mas pra mim, é a melhor em tudo o que faz. Não enxerga a sua beleza, mas é a menina mais linda do mundo. Acha que ninguém se importa com ela, mas pra mim, ela é tudo.
...Dentre as manias que eu tenho, uma é gostar de você.Mania é coisa que a gente tem mais não sabe porque."
Se os fracos não tem a força das armas, que se armem com a força do seu direito, com a afirmação do seu direito, entregando-se por ele a todos os sacrifícios necessários para que o mundo não lhes desconheça o caráter de entidades dignas de existência na comunhão internacional.
Tem gente passando fome.
E não é a fome que você imagina entre uma refeição e outra.
Tem gente sentindo frio.
E não é o frio que você imagina entre o chuveiro e a toalha.
Tem gente muito doente.
E não é a doença que você imagina entre a receita e a aspirina.
Tem gente sem esperança.
Mas não é o desalento que você imagina entre o pesadelo e o despertar.
Tem gente pelos cantos.
E não são os cantos que você imagina entre o passeio e a casa.
Tem gente sem dinheiro.
E não é a falta que você imagina entre o presente e a mesada.
Tem gente pedindo ajuda.
E não é aquela que você imagina entre a escola e a novela.
Tem gente que existe e parece imaginação.
A gente não tem como saber se vai dar certo. Talvez, lá adiante, haja uma mesa num restaurante, onde você mexerá o suco com o canudo, enquanto eu quebro uns palitos sobre o prato -- pequenas atividades às quais nos dedicaremos com inútil afinco, adiando o momento de dizer o que deve ser dito. Talvez, lá adiante: mas entre o silêncio que pode estar nos esperando então e o presente -- você acabou de sair da minha casa, seu cheiro ainda surge vez ou outra pelo quarto –, quem sabe não seremos felizes? Entre a concretude do beijo de cinco minutos atrás e a premonição do canudo girando no copo pode caber uma vida inteira. Ou duas.
Passos improvisados de tango e risadas, no corredor do meu apartamento. Uma festa cheia de amigos queridos, celebrando alguma coisa que não saberemos direito o que é, mas que deve ser celebrada. Abraços, borrachudos, a primeira visão de seu necessaire (para que tanto creme, meu Deus?!), respirações ofegantes, camarões, cafunés, banhos de mar – você me agarrando com as pernas e tapando o nariz, enquanto subimos e descemos com as ondas -- mãos dadas no cinema, uma poltrona verde e gorda comprada num antiquário, um tatu bola na grama de um sítio, algumas cidades domesticadas sob nossos pés, postais pregados com tachinhas no mural da cozinha e garrafas vazias num canto da área de serviço. Então, numa manhã, enquanto leio o jornal, te verei escovando os dentes e andando pela casa, dessa maneira aplicada e displicente que você tem de escovar os dentes e andar ao mesmo tempo e saberei, com a grandiosa certeza que surge das pequenas descobertas, que sou feliz.
Talvez, céus nublados e pancadas esparsas nos esperem mais adiante. Silêncios onde deveria haver palavras, palavras onde poderia haver carinho, batidas de frente, gritos até. Depois faremos as pazes. Ou não?
Tudo que sabemos agora é que eu te quero, você me quer e temos todo o tempo e o espaço diante de nossos narizes para fazer disso o melhor que pudermos. Se tivermos cuidado e sorte – sobretudo, talvez, sorte -- quem sabe, dê certo? Não é fácil. Tampouco impossível. E se existe essa centelha quase palpável, essa esperança intensa que chamamos de amor, então não há nada mais sensato a fazer do que soltarmos as mãos dos trapézios, perdermos a frágil segurança de nossas solidões e nos enlaçarmos em pleno ar. Talvez nos esborrachemos. Talvez saiamos voando. Não temos como saber se vai dar certo -- o verdadeiro encontro só se dá ao tirarmos os pés do chão --, mas a vida não tem nenhum sentido se não for para dar o salto.
Os fracos não têm direitos nem escolhas. Seu único destino é ser implacavelmente esmagados pelos fortes.
Cada um de nós tem sua própria vida para viver. É uma jornada, não uma separação. É um começo, não um fim. Vai ser um pouco solitária, mas é assim que as coisas são.
