So Nao Muda de Ideias que Nao as tem

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Se virarmos as costas para os pobres, viramos as costas para deus.

há pessoas que se esqueceram de como é importante criar laços...

Mesmo que se solte uma lágrima de saudade num momento seguinte...

Um laço que nasce , enlaça, abraça, cresce, ama, vive...

Não se desfazem laços quando foram vividos de verdade.

Por vezes soltam-se as pontas mas fica sempre o nó que devemos guardar em nós como um tesouro, apesar da mágoa...

De diferentes laços que criamos todos nos completam , fazendo-nos sentir e ser...

Olhar o céu, ver um sorriso na estrela mais brilhante, é como lembrar uma enchente de maré.
A ligação entre o céu, a terra e o mar.

Quem tem a capacidade de sonhar não foge do real mas complementa-o de uma forma diferente .

Pela primeira vez...

Passei correndo
Mas pude enxergar
E na virtude do tempo
Encontrei o lugar
Onde estavas escondida
Razão informe da minha vida
Cheia de tanta vida para me dar
Ouvi seus passos onde nunca pude imaginar
Em meio a teclas e atalhos
Em ti pude clicar
Como o toque em algo de extrema distância
Onipresença estranha para explicar
Lá tu estavas
Bem próxima de mim
Quase podia te sentir
Enquanto minhas lágrimas rolavam pelo rosto
Já podia adivinhar que era você
Mesmo perdido entre uma floresta de duvidas
Atolado em um lamaçal de solidão.
A vi
Como em meus sonhos a via
Um raio de luz em meu monitor
Onde menos esperava achar
Fui achado
Perdido
Encontrado
Dentro de minhas impossibilidades
Vi-me onipotente
Mesmo sem poder mover sequer uma palha...
A fé que me move respondeu; “Quem mais?”.
O que achei ser flerte
Move minha vida
A embala como a um bebê.
Não sei onde estou
Mas sei onde estarei
Movido pelo invisível me deixo levar
Crendo nesse amor
O escrevo
Para que possa vê-lo
Quem espera
Como eu esperei...
Toquei o seu corpo em um abraço
Senti o seu perfume em um beijo
O relembro em cada instante que nasce
E almejo pelo que temos a viver.
Temos as chaves da vida
Abriremos as portas que quisermos
Quem poderá nos vencer?
Quem poderá nos enfrentar?Se Ele é conosco...
Somos mais que palavras levadas ao vento fútil do passado
Nosso passado não é nada perto do que viveremos.
Presenteamos um ao outro
Somos mais que tudo
Idôneos e reais
Fábulas e encantos
Sonhos e realidades
Somos os autores de nossas vidas
Escritores do nosso agora
Que tão logo será passado como tudo já foi
Mas não seremos levados
Levaremos um ao outro
E nossos corações serão como berços
Confortáveis e estáveis
Fortes e firmes
Porque a duvida e o medo se podemos acreditar?
Dar o passo certo é nossa obrigação
Não erraremos deixando de agir
De tornar real nossa história
Inscrita pelo pulsar de nossos corações
Pelo “Ir além” de nossas vidas
Incontestável pelo amor que sentimos
Que nunca pensei sentir
Que por vezes achei nunca encontrar
Ou que simplesmente havia perdido.
Tu és o toque perfeito
A marca em meu peito
O véu descoberto
A aliança inquebrantável
A certeza dada
O presente de Deus
Minha fé incondicional
Vinculo da minha esperança
Fonte do meu amor...
Vamos além da esperança
Além do que dizem
Do que pensam
Do que podem imaginar
Do que podem desejar
Somos como o amor contado nos livros
Os fabulosos que imaginaram
Vamos além de tudo
Pois somos reais
Como nossa fé que nos forma
Que nos une
Que nos arremata
E nos predestina
Salvos para sempre
Como nos “felizes para sempre”.
Fruto de uma esperança sem limites
A Fé que tantos desconhecem
Que hoje me incita a dizer: “Eu te amo”.
Sem temer ou desconfiar
Desistir ou me amedrontar
Posso ir além com você
Além de tudo que já pude
Ser imensamente feliz
Com você
Em um cordão de três dobras
Difícil de arrebentar...
Pois com Deus entre nós dois
Somos invencíveis...
Incontestáveis
Irrevogáveis
Eternos...

“Levanta-te, querida minha, formosa minha, e vem. Porque eis que passou o inverno, cessou a chuva e se foi; aparecem as flores na terra, chegou o tempo de cantarem as aves, e a voz da rola ouve-se em nossa terra. A figueira começou a dar os seus figos, e as vides em flor exalam o seu aroma; levanta-te, querida minha, formosa minha, e vem.”. Cântico 2:10.

Um homem precisa de ouvidos fortes
Para ouvir o que se diz sobre ele,
Quando é julgado com liberdade.

Era difícil alcançar a desistência de corações que o amavam.

Paixão

Um soluço quebrando o pranto que rola pelo rosto, traz consigo a dor de uma saudade indolente. Rasga meu peito, abrem e fecham as correntes que prendem meu coração. Ah, esse amor... essa paixão que alucina, domina, entontece, enlouquece, e quanto mais penso que adormece, mais ela retorna, fortalecida, rodeada por uma chama ardente, incandescente, flamejante. E em meio a madrugada, quando tudo é silêncio, vem você na minha mente para fazer sofrer meu coração. Ah, mas a paixão... apesar de dolorosa essa ferida... não poderia viver sem ela.

Tuer les sentiments pour vivre vieux ou mourrir jeune en acceptant les martyrs des passions?? Voila notre arrêt.

ENTRE O SER E AS COISAS

Onda e amor, onde amor, ando indagando
ao largo vento e à rocha imperativa,
e a tudo me arremesso, nesse quando
amanhece frescor de coisa viva.

Às almas, não, as almas vão pairando,
e, esquecendo a lição que já se esquiva,
tornam amor humor, e vago brando
o que é de natureza corrosiva.

Nágua e na pedra amor deixa gravados
seus hieróglifos e mensagens, suas
verdades mais secretas e mais nuas.

E nem os elementos encantados
sabem do amor que punge e que é, pungindo,
uma fogueira a arder no dia findo.

Um plano genial

Joaquim Rebolão estava desempregado e lutava com grandes dificuldades para se manter. A sua situação ainda mais se agravava pelo fato de ter que dar assistência a um filho, rapaz inexperiente que também estava no desvio.

Joaquim Rebolão, porém, defendia-se como um autêntico leão da Núbia, neste deserto de homens e idéias.

O seu cérebro, torturado pela miséria, era fértil e brilhante, engendrando planos verdadeiramente geniais, graça; aos quais sempre se saía galhardamente das aperturas diárias com que o destino cruel o torturava.

Naquele dia, o seu grude já estava garantido. Recebera convite para um banquete de cerimônia, em homenagem a um alto figurão que estava necessitando de claque. Mas o nosso herói não estava satisfeito, porque não conseguira um convite para o filho.

À hora marcada, porém, Rebolão, acompanhado do rapaz, dirige-se para o salão, onde se celebraria a cerimônia. Antes de penetrar no recinto, diz a seu filho faminto:

— Fica firme aqui na porta um momento, porque preciso dar um jeito a fim de que tu também tomes parte no festim. Já estavam todos os convidados sentados nos respectivos lugares, na grande mesa em forma de ferradura, quando, ao começar o bródio, Rebolão se levanta .e exclama:

— Senhores, em vista da ausência do Sr. Vigário nesta festa, tomo a liberdade de benzer a mesa. Em nome do Padre e do Espírito Santo!

— E o filho? — perguntou-lhe um dos convivas.

— Está na porta — responde prontamente. E, voltando-se para o rapaz, ordena, autoritário e enérgico:

— Entra de uma vez, menino! Não vês que estes senhores te estão chamando?

(1955)
Extraído do livro “Máximas e Mínimas do Barão de Itararé”, Editora Record – Rio de Janeiro, 1985, pág. 40, organização de Afonso Félix de Souza.

Por esse mundo de águas, junho, 27
Manu,
Estamos numa paradinha pra cortar canarana da margem pros bois de nossos jantares. Amanhã se chega em Manaus e não sei que mais coisas bonitas enxergarei por este mundo de águas. Porém me conquistar mesmo a ponto de ficar doendo no desejo, só Belém me conquistou assim. Meu único ideal de agora em diante é passar uns meses morando no Grande Hotel de Belém. O direito de sentar naquela terrace em frente das mangueiras tapando o teatro da Paz, sentar sem mais nada, chupitando um sorvete de cupuaçu, de açaí. Você que conhece mundo, conhece coisa milhor do que isso, Manu (...) Belém eu desejo com dor, desejo como se deseja sexualmente, palavra. Não tenho medo de parecer anormal pra você, por isso que conto esta confissão esquisita mas verdadeira que faço de vida sexual e vida em Belém. Quero
Belém como se quer um amor. É inconcebível o amor que Belém despertou em mim...
Um abraço do Mário.

Mário de Andrade

Nota: Carta escrita a Manuel Bandeira durante a histórica viagem à Amazônia, em 1927

No dia de hoje, pelo menos, coloca beleza nos teus olhos, a fim de fitares a vida com lentes mais claras.
Enfrenta o dia novo, disposto a vencer e conquistando o espaço bom que te está reservado no mundo.

Homens que cobra muito estão aptos para trabalhar numa
financeira,mas não para desenvolver relações saldaveis
regadas a um sublime amor.
Quem cobra muito de si se torna seu próprio carrasco e quem cobra muito dos outros se torna algo deles.
Homens inteligentes não excluem,abraçam.
Criticam menos e elogiam mais.Apostam tudo que têm naqueles que pouco têm ou que mais precisam.

Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR.
Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.

Ver algo que não foi preparado pelo verbo é entrar no campo das sensações não organizadas, da alucinação, da loucura.

Não há poesia sem um complexo de imagens e um sentimento que o anima.

NÃO FALTA ninguém no jardim. Não há ninguém:
somente o inverno verde e negro, o dia
desvelado como uma aparição,
fantasma branco, de fria vestimenta,
pelas escadas dum castelo. É hora
de não chegar ninguém, apenas caem
as gotas que vão espalhando o rocio
nestes ramos desnudos pelo inverno
e eu e tu nesta zona solitária,
invencíveis, sozinhos, esperando
que ninguém chegue, não, que ninguém venha
com sorriso ou medalha ou predisposto
a propor-nos nada.

Esta é a hora
das folhas caídas, trituradas
sobre a terra, quando
de ser e de não ser voltam ao fundo
despojando-se de ouro e de verdura
até que são raízes outra vez
e outra vez mais, destruindo-se e nascendo,
sobem para saber a primavera.

Ó coração perdido
em mim, em minha própria investidura,
generosa transição te povoa!

Eu não sou o culpado
de ter fugido ou de ter acudido:
não me pôde gastar a desventura!
A própria sorte pode ser amarga
à força de beijá-la cada dia
e não tem caminho para livrar-se
do sol senão a morte.

Que posso fazer se me escolheu a estrela
para ser um relâmpago, e se o espinho
me conduziu à dor de alguns que são muitos?
O que fazer se cada movimento
de minha mão me aproximou da rosa?
Devo pedir perdão por este inverno,
o mais distante, o mais inalcançável
para aquele homem que buscava o frio
sem que ninguém sofresse por sua sorte?

E se entre estes caminhos
– França distante, números de névoa –
volto ao recinto da minha própria vida
– um jardim só, uma comuna pobre –
e de repente um dia igual a todos
descendo as escadas que não existem
vestido de pureza irresistível,
e existe o olor de solidão aguda,
de umidade, de água, de nascer de novo:
que faço se respiro sem ninguém,
por que devo sentir-me malferido?

Não sejais como o homem que morria de sede no deserto,
que ao deparar-se com uma rosa e com um cacto,
preferiu o perfume da rosa
e desprezou o cacto
que poderia salvar-lhe a vida ao saciar a sua sede.

Hoje, acho que sei. Um dragão vem e parte para que seu mundo cresça? Pergunto - porque não estou certo - coisas talvez um tanto primárias, como: um dragão vem e parte para que você aprenda a dor de não tê-lo, depois de ter alimentado a ilusão de possuí-lo? E para, quem sabe, que os humanos aprendam a forma de retê-lo, se ele um dia voltar?

"Você espera respostas que eu não tenho mas não vou brigar por causa disso..."

‎Não é algo que vai curar rápido. É muito mais complicado. Não existem remédios para corações partidos, o receitável é deixar essa ferida aberta, até ela cicatrizar. Depois de um tempo, você ainda vai lembrar dessa ferida que rasgou fundo o teu peito, mas vai saber também, que foi apenas uma página do capítulo passado.