So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
Quinta-feira, 7 de maio
Ter boas atitudes muda mais do que a gente imagina. Um gesto simples, uma palavra dita com carinho, uma ajuda oferecida sem interesse… tudo isso deixa marcas na vida das pessoas. O bem que a gente faz nunca é pequeno. Às vezes, alguém está enfrentando um dia difícil e encontra esperança justamente em uma atitude nossa. No fim, caráter não é o que mostramos quando todos estão olhando, é o que escolhemos fazer mesmo quando ninguém vê. ♥️
Ressaltando Amor
Chega o momento em que tudo muda. Os olhos cansam, a pele enruga, fica flácida, os ossos estalam, as dores aparecem. Surgem os problemas de saúde. Hoje é o seu auge de tudo! E acredite, é muito fácil ser amado no auge. Mas quando a vida para de dar e começa a tirar, será que ainda vai haver amor?
Observo como muda o meu humor, se ontem te amei, hoje sinto pouco e o pouco foi o demais que ouso. Acordo sonolenta e as palavras me dão ressaca se me desnudo na sala de minha casa calada. Pois que me desculpem os versos em vão, se tantas vezes caminho sem direção. Se digo que escrevo a você vislumbro o possível fim e muito mais escrevo a mim. Na pintura de minha face se derramam todas as minhas fases e como um camaleão mudo de cor e me misturo à paisagem. Eis que o sol raiou e é densa sua claridade, no azul do sábado que atravessa a cidade. E se eu amo tanto, também me esqueço verbalmente ao escrever um poema que não mente. O poema tira minhas vestes e encancara o peito que se faz mar celeste ou solo árido do agreste. Eis que é o mesmo sumo e me assusto ao ouvir minhas palavras e por um instante não sinto nada. Fecho as cortinas da sala, pois a ninguém interessa minha madrugada e o ímpeto de desmachá-la e já não sei quando minto ou falo a verdade, se tudo brota no caminho das ambiguidades. No sol ardente encaro a realidade, que muito mais se faz palpável se escrevo e me calo quando se escancara o sábado do passado que se busca na escuta alheia de algo que se assemelha. Busco através das palavras uma expressão que muda conforme minha face, que não ri, nem chora, pois que outrora tudo era mais intensidade, mas o dia concreto busca uma nova necessidade. O amor implacável enfraquece se no calor já mudou o meu humor. E me faça o favor de não acreditar em minhas frases, pois que contrasta o ser que sou e a pessoa que serei. Disso eu bem sei, se palavras passadas me deixam ruborizada e mais busco pássaros em revoada no céu que desconhece estrada. Hoje é dia de viver o hoje e me pergunto como pôde a noite escura se transformar em rima se hoje sigo nova trilha na paisagem que se descortina. Me visto com o meu rosto para evitar qualquer desgosto, se tanto me tenho exposto. Mais eis que são apenas palavras, que pouco dizem do meu ser, se sei fazer escurecer ou amanhecer. A roseira na janela nada espera se a maré se faz em cores amarelas e me pinto de aquarela em cada traço na tela. A poesia se faz como uma necessidade a conter minha intensidade, me abstenho da cidade e minha sala é um ecossistema que se retroalimenta. E minha doçura arde como pimenta na mão que acalenta e me faz e me sustenta. Sou mais que aparência. Eis minha essência.
Apesar dessa falsa sensação de que nada muda, tudo está sempre mudando. A gente sempre muda. Escrever sempre foi um exercício de autoconhecimento, uma busca pelo meu eu interior. Hoje, é engraçado parar e reler algumas coisas escritas no passado. É engraçado perceber o quanto fui frágil, amável e completamente vulnerável na adolescência — um completo clichê. Mas, apesar da estranheza, é confortável olhar para o passado e reconhecer o quanto fui doce, porque isso me lembra que, apesar das mudanças, ainda carrego parte dessa essência. Amar nunca foi, nem jamais será banal.
Quase 30, Leonardo Sequim.
“A vida muda quando o ponto interno de observação deixa de ser o medo e passa a ser a presença.”
Do livro O Observador Interior, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Quando o olhar adulto muda, a criança deixa de ser vista como problema e começa a ser reconhecida como alguém que precisa de caminho.”
Do livro TDAH: A Mente que Não Descansa, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Quando o cérebro muda de ritmo, a consciência muda de paisagem.”
Do livro A Mente em Hertz — As Ondas do Cérebro e os Estados Alterados de Consciência, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
O mundo continua o mesmo!
Quando tentamos mudar o mundo, para o bem ou para o mal, quem acaba mudando somos nós!
Nada muda fora até que algo mude dentro. O corpo obedece, a vida responde e o sucesso se aproxima quando a decisão é real. O desafio é simples e profundo. A mesma força que sustenta os vícios pode sustentar a transformação. O que define o destino não é a falta de poder e sim a direção da vontade.
