So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
Nós não sobrevivemos todos os dias pelo impulso da FELICIDADE e do AMOR e sim pelo o impulso da DOR e do MEDO
Eu não quero que março me surpreenda. Eu sou mais específico: quero que alguém me surpreenda em qualquer época do ano.
Mas peça mesmo a Deus que eu não encontre ninguém interessante enquanto você fica nessa brincadeira de me ligar apenas uma vez por semana.
Chorei porque eu não me via em outro lugar que não fosse em teus braços, porque eu ficava toda santa noite inventando planos e idealizando momentos. E chorei porque precisava te explicar que, independente de todas as brigas fora de hora, eu era o único que planejava te fazer feliz.
Nessa coisa de viver amores errados, aprendi que você não pode chamar de amor se você não é capaz de ser inteiro. Se for para ser metade, então não é amor. É preciso engolir o orgulho, ir atrás, muitas vezes voltar também. É preciso estar preparado para fazer promessas e realizá-las. Declarações apaixonadas são um tanto bonitinhas, mas amar, acredite, exige ser bem mais que isso.
Ele tentou conversar comigo, mas eu cortei. Virei a cara mesmo. Não queria agir como se estivesse tudo legal, porque não estava.
Você não faz ideia por causa da insensibilidade, mas a terra dói quando as flores lhe são arrancadas. Eu me acostumei com eternas partidas, a terra não.
Eu fiquei uma semana sem dormir porque eu não acreditava que tinha te conhecido. Depois fiquei uma semana inteirinha sem dormir, por que não conseguia entender o motivo da gente não ter dado certo.
Eu e você na cobertura do W. Zarzur teríamos uma fotografia inesquecível se não fosse a fiação elétrica. As construções recentes poluem qualquer resquício de doçura que possa existir.
É raro encontrar alguém que te ame não pelas coisas que você mostra, mas, por aquelas que você nem percebe que tem.
Esse medo de acabar não te tendo é tudo o que eu tenho para hoje, amanhã e acho que para depois também.
Ele não sabia, acho que não me reconheceu. Mas aquele garoto lindo e sorridente da festa, que todos viravam o rosto para acompanhar o brilho dos olhos, era eu. Deixei de ser aquele menininho que fazia drama por tudo, que precisava compulsivamente transformar cada parte da vida em textos melancólicos, para ser feliz lá fora, nos braços de quem me amava de verdade.
O problema é que volta e meia me pego nesse mesmo ciclo vicioso. Eu não tenho jeito. Demonstro os mesmos sentimentos, meto os pés no lugar das mãos e me iludo com o que não deveria. É como se, toda vez que eu tentasse desistir, contrariando a mania de me conformar em ficar sozinho, você me desse motivos para continuar (...).
Tenho chorado bastante esses dias, sabe?! Eu não grito, eu não berro, eu não soluço. É um choro interno, ninguém ouve. Tenho chorado, mas não sei se pela sua falta, ou pela sua causa.
