So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
Se o homem exercitar todos os dias um pouco das virtudes divinas, esse mesmo homem não se deixará levar pela temeridade das perdas, pois saberá que no recôndito do seu ser estará a força do Ato Puro que até hoje o sustentou.
Logo que eu vi você não deu para dizer;
Mas o que eu senti naquele momento, agora eu posso dizer que eu amo você.''
Não troque de livro, apenas comece a interpretar da forma certa as informações que contem em cada página.
Ser justo não é ser bom ou mal, ser justo é tratar com igualdade de decisão qualquer pessoa, independentemente de sua classe social, cor, credo ou religião.
Já foi, ela já passou pela minha vida, agora é passado, por sinal um passado que eu não tenho orgulho de me recordar.
Sangria
Portas e janelas sem paisagens, lâmpadas sem brilho, algo na solidão á seduz. Não há mistério que seja tão grande quanto o seu ego. Passam lentamente as horas, passam lentamente os pensamentos e nada além de paredes cheias de palavras sem sentido, riscadas em algum momento ou por meio de um possível suspiro.
O frio parece aconchegante, o chão parece confortável, seus dedos dilacerados pelas verdades, não apresentam qualquer saída. Seu corpo treme, seu gemido é apenas de dor, algo invisível á todos, tortura deliberadamente seu sentimento.
Um ou dois gritos que como laminas afiadas, rasgam o vazio. Libertando-a de forma inútil da prisão que se tornou seu próprio corpo. Sua imagem se debate entre as paredes, deixando seus olhos marejados de aflição, algo além de sua própria vontade deseja explodir dentro de si.
Todos estão fora de controle, seus pensamentos, seus desejos, suas lagrimas, seus sorrisos, suas dores e seus dentes. No universo limitado de seu corpo, aos poucos não sobram caminhos inteiros para seguir.
Recai sobre si o peso da duvida, exala em seus poros o medo. Lentamente consumindo-a por desejos tão pesados que as sobras não serviriam de banquete aos urubus. Não se houve mais o irritante ponteiro das horas, que a cada volta lhe lembrava o que almejava esquecer, destruir.
Não restam forças, não lhe deixaram sonhos possíveis, seus joelhos por hora castigados, não conseguem levantar. Tudo aos poucos some, em seu olhar se perde qualquer linha que á trate como ser humano, que seja um guia, um horizonte. Saídas possíveis se tornaram pesadelos distantes, lentamente se torna invisível, á única sensação que agora sente é de seu próprio sangue. Forjando sua cama, seu ultimo descanso.
Queria saber, por que as pessoas fingem serem o que não são?
Se você beija uma pessoa, a abraça, não desapareça no outro dia sem dar explicações. Somos complicadas, somos. Mais vocês também são e muito.
Mais o que não é de ser da gente, ele se afasta sozinho. Você se afastou, eu chorei, sofri, mais a minha vida segue em frente. Não desejo o seu mal, quero q vc seja muito feliz !
Se um dia você voltar, pode ter certeza que aquela menina frágil se foi, vai encontrar uma mulher mudada que não deixa de correr atrás dos seus sonhos, nem deixou sua vida acabar.
Deus nos dá uma oportunidade, a cada amanhecer, e pode ter certeza meu querido, eu agarrei a minha com unhas e dentes. Minha vida é vivida e bem vivida, porque tenho fé em Deus.
Obrigada por essa dor que me causou, me tornar mais forte!!
Prazo de validade
A corrupção não começa no planalto como todos pensam, ela inicia quando furamos as filas, quando tiramos vantagem em determinadas situações, em um troco errado, em uma agressão verbal ou física, os políticos são apenas o resultado final do que é o povo brasileiro.
A honestidade no Brasil tem prazo de validade, tem hora, tem momento e lugar para acabar, tudo que se precisa é o argumento certo, somos todos corruptos em um país de honestos, esperando o momento de julgar e a hora exata para se inocentar. E se não estiver em nosso raio de impacto, ignoramos, fingimos não ver, preferimos protelar ao se envolver.
Em uma sociedade que considera normal fugir de bandido, morrer em corredores de hospital, se sentir o rei no transito, corrupção é apenas um tempero tipicamente brasileiro na feijoada de janeiro a janeiro. Somos feitos de palhaços, e assim o gostamos de ser, programas ridículos na televisão, agressões aos nossos ouvidos nas rádios, e a verdade escondida, coagida em meio a tanta falsidade, falsa ideologia vendida em potes coloridos, para ser consumido quando achamos que devemos ter consciência do que acontece ao nosso redor.
E assim as capas de revistas apenas estampam nossa ignorância, nossa extrema preguiça de se informar, é difícil mudar, é difícil se adaptar, mas antes sofrer e fazer acontecer, do que deixar ao tempo e morrer. A conclusão que se chega é que o brasileiro não faz por merecer, pois isso tudo é tão normal, tudo é tão banal que impostos são apenas mais alguma coisa para assunto de filas, de mercados, de bancos e hospital.
Inversão de valores e valores perdidos, partidos ao meio, como a maioria de nossos lares, palavras jogadas como folhas ao vento, que se espalham e sujam, a calçada e quem sabe nossas memórias. Somos em nossa essência o mais primitivo dos animais, somos em nossas atitudes e pensamentos o mais ignorante deles, e não vamos pensar que logo tudo irá mudar, porque somos individualistas e simplesmente o futuro dessa forma, não há menor possibilidade de acontecer. Mas se tudo der certo o “jeitinho brasileiro” vai prevalecer.
A duvida que existe
Sempre existe a duvida, questionamentos sobre ser ou não ser, o que é ser ético, correto, justo. Mas como definir tais parâmetros diante de tantas mudanças, diante de tantas opiniões diferentes, a vida geralmente tratada como um mero jogo de interesses, públicos ou privados, aonde somente existem dois tipos de pessoas, as que ganham e as que perdem.
Somos meramente frutos daquilo que consumimos, fato mais do que comprovado, não temos o direito de julgar, pedir ou exigir de alguém algo com o qual provavelmente não esta adaptada ou acostumada a fazer. A sociedade usa quase sempre da hipocrisia para demonstrar seus valores, quase sempre não éticos, pendendo para qualquer lado, ou geralmente o de maior poder.
Todos são na verdade pequenas peças em um gigante tabuleiro, um jogo de xadrez jogado de forma intocável, por grandes corporações, mídias que tentam moldar opiniões e governos que jogam de acordo com seu interesse partidário. Muitos peões para poder sacrificar, com discussões vazias, distrações, enquanto a verdadeira maquina se movimenta de forma voraz, aniquilando sonhos, flores e poesias, dilacerando esperanças com o descaso social, criando uma divisão hierárquica praticamente inigualável, fruto da obsoleta mente da grande população.
Estamos vivendo tempos difíceis, aonde pensar e agir, é tão raro quanto uma espécie em extinção, se bem que ao pensar desta forma o ser humano é uma raça que está prestes há não existir mais, apenas coexistir. Porque seremos tantos recebendo ordens de tão poucos, que o futuro nada de interessante nos reserva.
O que promete vir no horizonte são apenas nuvens pesadas, distante de um mundo colorido que sempre se sonha, pois estamos acomodados em nossos sofás adquirindo mais e mais informação desnecessária, deveríamos como solução emergencial, criar um fundo para pagar as pessoas para pensar, um bolsa “mental”. Para quem sabe assim atrair as pessoas para a liberdade de expressão, de criação, a liberdade cultural, poder agir por si mesmo e analisar e lutar pelo que é certo e não simplesmente aceitar verdades impostas.
Se não for esse o caminho certo a percorrer, indiquem um novo, se a porta que adentramos nos levou para o nada, talvez devêssemos derrubar algumas paredes, pois estamos chegando ao exato momento, que se não agirmos, estaremos assinando nossa sentença de escravidão mental, absoluta e irreversível. E que os macacos tenham pena de nós, porque ninguém mais terá.
Bonitos são os que fazem do novo, mais novo ainda, e não esquecem do velho, que um dia lhes fizeram novo também.
É tão bom ouvir música, não é?! Sentir saudade em cada canção. Apaziguar os sentidos, justificar as atitudes, clarear as ideias.
Não sei como e quando, mais a inspiração vai chegar, e em relação isso não tenho nada dizer, eu unicamente me preocupo em usa-lá quando chegar
Por que sentes dor?
Não sei! Se eu fosse detentor deste conhecimento, ia lá no fundo,
lá no motivo inicial, o ponto de partida
e entenderia sem pestanejar o porquê de tudo isso.
Entenderia, não com a intenção de findá-la ou
retirá-la com as mãos da terra que é meu corpo
arrancando com raiz, caule, verme e pétalas
mas sim para afrontar os meus medos e desejos
e descobrir o motivo no qual escrevo
e entro em seguida no desespero.
Porém, este entendimento, tenho pavor em conhecê-lo.
Posso deixar de poetizar pelo simples fato
de ter elucidado a causa mais íntima,
que briga submersamente para que permaneça no anonimato,
e só saia em forma de poesia.
É por isso que tenho essa dor crônica
pelo fato de que eu nunca me esforcei para encará-la de frente.
Não tenho a pretensão
de ser sabedor do motivo pelo qual dói
e em seguida olhar o medo que tanto me encoraja
e saciar o desejo que tanto me impulsiona.
Desde modo, nunca conseguirei responder essa pergunta.
Minha dor é dos papéis e das declamações
minha dor é relógio na madrugada que fofoca às almas
os nuances sobre o dia dos vivos
é linguajar popular acessível a todos.
Minha dor é um código indecifrável de palavras
que não perco tempo em decifrá-lo
apenas em escrever o que é necessário
para que essa dor continue a pulsar forte
e me inspire até o dia em que eu for embalsamado.
Posso não ser a garota perfeita, pois tenho defeitos; mas a diferença é que eu realmente procuro me importar com as pessoas!
