"A burrice e a ganância são siamesas" (Victor de Oliveira Antunes Neto)
Viver é o intervalo entre duas angústias diferentes...
Você tá ensinando o nosso filho a desenhar na parede da sala?
– A gente vai viver do quê? – De desenho.
Eu sinto que o seu sucesso vai nascer da sua família.
Reclama do que clama, aclama e declama. Paradoxo da vida cotidiana.
Todo fim de ciclo guarda em si a semente do recomeço.
Na pós-modernidade, a pressa em remediar a dor da perda impede a elaboração e a transformação.
O paradoxo da impossibilidade como berço do desejo.
A repressão alimenta o desejo; a liberação desencanta.
Nada mantém o desejo vivo como a impossibilidade.
O desejo é duradouro na fantasia e efêmero na realização.
Mais inalcançável, mais desejado.
A retórica convence pelo argumento; a oratória, pelo encantamento.
Tensão atrai o olhar, mas nem sempre conquista a atenção.
Piada sem público certo tende a virar ofensa sobretudo em grupos heterogêneos.
Gente cansa e descansa a gente.
Em luto pelos dias levados, grato pelos dias compartilhados ao seu lado.
Somos seres pulsionais, limitados por freios morais.
É no agora que a vida ocorre — onde se vive, se corre e se constrói.
Ajude-nos a manter vivo este espaço de descoberta e reflexão, onde palavras tocam corações e provocam mudanças reais.