So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
O velho patriotismo por si só com a globalização morre no final do século XX, logo migro para o patriotismo cultural, que é um conceito menos pátrio de origem e mais de todos de qualquer lugar via comprometimento com o local que escolhemos para viver, ser seu e por isto lutar por melhoras. Acredito no civismo, histórico, étnico e cultural como viés de identidade que se baseia nos símbolos e ritos do folclore popular. Creio que seja o antidoto singular da nefasta uniformidade virtual propagada e que é a base da dominação universal pelos grupos econômicos poderosos na sublimação das diferenças.
A vida por si só é em preto e branco mas o nosso grande desafio, é colorir nossa existência com cores vivas, amores, alegrias e felicidades.
Perco quando tenho um destino pré-concebido para seguir, quando me perco pelos caminhos, só ganho com as paisagens e as novas pessoas inusitadas, que aparecem do nada a minha frente. A vida sem script é muito melhor.
Os falsos amores contemporâneos são só instantes, uma inconseqüente relação de trocas em ter, ser e prazer, por um momento somente, que menospreza qualquer verdadeira escolha e encontro de sentimentos.
Cada vez mais o mercado de arte brasileiro perde os verdadeiros colecionadores. Parece mesmo que só restou ávidos investidores com a mera objetiva intenção de comprar barato para que obtenham um bom lucro e a curto prazo.
Distante de um verdadeiro amor que alimenta e sem se entregar a dor de uma paixão só um descaminho se orienta, a diminuição da dor e a felicidade temporal pela perversão.
Devemos só fazer parte daquilo que já existe se podemos humildemente acrescentar e abrilhantar com o belo, com o suave e o sensível.
Amo o Brasil, amo na verdade todos os Brasis só lamento que ainda sejam tão distantes em realidade, igualdade e oportunidade, uns dos outros.
A arte e a cultura mais que só avança perante ao novo. Ela em si por tempos retrocede ao velho, resinificando o que já existe e foi feito por futurismo no passado, mas que começa a fazer mais sentido perante o hoje, diante da contemporaneidade.
Eu sempre falo que se dependesse só do inocente homem, desde o inicio de tudo, até hoje, estávamos todos vivendo em plenitude e abundancia, ainda no paraíso.
Os limites são demarcações inexatas do pensamento humano pois a vida é por si só plena e infinita sem objetivo e direção.
O exato valor do amor, só reconhece quem por dor de nunca ter recebido optou por justiça da lei da vida, amar, amar, amar sempre mais para que um dia com sorte possa para si, um pouquinho voltar. Aquele que ama intensamente em qualquer direção, não se engane, tem por este verbo perene a atenuação da extrema dor de viver solitário.
Muitos acham que o atual mundo ficou feio mas sempre foi, só que cada qual só olhava para dentro de sua própria janela.
Só me parece uma forma de redobrar o tempo de vida e é amar a tudo e a todos, com menos criticas e mais intensidade.
Só percebe o valor da boa companhia o viajante solitário, que sempre conversa consigo e ora baixinho, ao longo dos mesmos caminhos.
A verdadeira beleza humana se encontra internamente e a simpatia e a verdade externa só são reflexos.
