So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
A derrota é um mal necessário, pois é através dela que aprendemos, amadurecemos e descobrimos o caminho para vencer.
QUANDO O PODER COMEÇA PELA CONSCIÊNCIA
O poder político raramente começa tomando palácios.
Muitas vezes começa tomando consciências.
Não é necessário proibir todas as ideias quando é possível controlar aquilo que as pessoas consideram aceitável pensar.
1. Enfraqueça os valores da juventude.
Uma geração sem referências pode se tornar mais vulnerável a qualquer ideologia que prometa sentido e pertencimento.
2. Controle a narrativa.
Quem influencia a informação não precisa controlar todas as pessoas — basta influenciar aquilo que elas enxergam como realidade.
3. Divida a sociedade.
Quando cidadãos deixam de enxergar uns aos outros como compatriotas e passam a enxergar apenas inimigos de classe, raça, grupo ou ideologia, a unidade social se enfraquece.
4. Destrua a confiança nas instituições.
Uma sociedade que não confia em nenhuma autoridade, liderança ou instituição torna-se mais suscetível àquele que promete reconstruir tudo sob seu próprio comando.
5. Use a linguagem da liberdade.
Toda concentração de poder pode procurar legitimidade utilizando palavras nobres: democracia, igualdade, justiça e liberdade. Por isso, mais importante que o discurso é observar os mecanismos concretos de poder.
6. Expanda continuamente o Estado.
Quanto maior a dependência econômica e administrativa do cidadão em relação ao Estado, maior pode ser sua influência sobre a sociedade.
7. Enfraqueça as convicções espirituais.
Uma sociedade sem princípios que transcendam o poder político pode acabar tratando o Estado como sua principal fonte de sentido, proteção e autoridade.
8. Transforme diferenças em conflitos.
Diferenças sociais existem. O perigo está em transformar cada diferença em uma guerra permanente entre grupos.
9. Substitua responsabilidade por dependência.
O Estado deve proteger direitos e oferecer serviços públicos, mas uma sociedade saudável também precisa preservar iniciativa, responsabilidade individual e liberdade.
10. Inverta as acusações.
Na política, existe uma tentação antiga: atribuir ao adversário aquilo que você próprio pratica. Por isso, não basta ouvir acusações — é necessário examinar fatos, documentos, decisões e resultados.
A gente nunca sabe o tamanho da luta que alguém está enfrentando em silêncio.
Por isso, que a nossa passagem pela vida dos outros seja leve. Que a gente saiba oferecer gentileza sem perguntar se será devolvida, cuidado sem fazer alarde e afeto sem medir merecimento.
Há encontros que não resolvem a vida, mas devolvem coragem para continuar.
E isso já é uma forma bonita de amor.
Edna de Andrade
" A HISTÓRIA DA UVA E DA RAPOSA: ELA PODE ILUSTRAR UMA SITUAÇÃO QUE VOCÊ ESTEJA SOFRENDO E PARA CESSAR É NECESSÁRIO RESCINDIR; PODE SER NO.CASAMENTO, NAMORO, NO TRABALHO ETC.
" A RAPOSA BICHO MUITO ESPERTO, PASSANDO EMBAIXO DE UMA PARREIRA DE UVA, OLHOU PARA CIMA E AVISTOU MUITOS CACHOS DE UVAS AO PONTO DE DEGUSTA-LAS ( A FRUTA QUE ELA MAIS GOSTA), DEU O 1° PULO PARA APANHAR E NÃO CONSEGUIU, 2°, 3°, 4°, NO 10° JÁ CANSADA OLHOU PRA CIMA E DISSE: NÃO VALE A PENA ESTÃO VERDES. DISSISTIU E SEGUIU O SEU CAMINHO".
MUITAS VEZES TEMOS QUE INVENTAR UMA DESCULPA E IR EMBORA (LARGAR O SOFRIMENTO). Ademar de Borba
Os humanos são estranhos.
Destruíram o mundo e ainda chamam a si mesmos de civilizados.
Cyntia Karla De Liz
O silêncio diz, os gestos demonstram, o olhar revela. Mas, quando houver espaço para dizer abertamente o que você sente ou o que está acontecendo, não deixe a oportunidade passar.
Fale.
Não engasgue com aquilo que precisa ser dito. Não obrigue o outro a preencher com suposições o lugar onde poderia existir clareza. Há vazios que não nascem da ausência, mas daquilo que ficou preso na garganta.
Porque o silêncio também comunica, é verdade. Mas existem coisas que não deveriam ser entregues à interpretação de quem está do outro lado. Quando puder dizer, diga. Antes que aquilo que você não conseguiu dizer comece a criar raízes dentro de você, cresça em forma de ressentimento e um dia vire distância onde antes havia amor.
Entrar para a política é fácil.
Difícil é permanecer nela sem transformar a mentira em profissão.
Cyntia Karla De Liz
Na política, mentir parece ser requisito.
O caráter, aparentemente, é opcional.
Cyntia Karla De Liz
O silêncio chega sem aviso, atravessa o corpo e nos obriga a olhar para o abismo do que somos. O “eu” é apenas um fio, tecido por memórias que se apagam e ecos que nunca nos abandonam, e o infinito não está lá longe: pulsa na respiração que falha, no coração que não cabe na caixa torácica, na mente que tenta nomear o indizível.
Entre o eu e o infinito, há apenas um instante de lucidez. Um sopro onde todas as certezas desmoronam, onde a consciência se abre como pétala que não se fecha, onde o universo, finalmente, se revela dentro de nós. E quando passa, o eu retorna diferente: mais leve, mais profundo, mais inteiro.
— Douglas Duarte de Almeida
Ser estranho é uma forma sofisticada de lucidez. Uma consciência em carne viva que sente o mundo com excesso de precisão. Não é excentricidade, é viver em descompasso com o consenso, ouvir o ruído no meio da música, perceber o vazio por trás das certezas.
A dor vem da dissonância entre o que se vê e o que se finge não ver. Enquanto a maioria se protege com ignorância conveniente, o estranho sofre de clareza. Nietzsche chamaria de “doença do espírito elevado”.
E ainda assim, amar. Amar o humano mesmo quando o entende demais.
Ser estranho é viver tonto de liberdade, duvidar até da própria dúvida. Os outros chamam de “confusão”, mas é só alma demais.O estranho é o herege das convenções, o que “rompe tratados e trai os ritos”.
Há delícia também: ser inclassificável, ver poesia no que escapa ao óbvio, rir de si mesmo enquanto o mundo desaba. Perceber o padrão invisível que Jung chamaria de sincronicidade.
O estranho sente o tempo de outro modo: lento por dentro, rápido por fora. Sente o amor como místico, o tédio como luto. Nada é raso, tudo fere, tudo ilumina. E quando o chamam de “intenso”, ele sorri — intensidade é só estar vivo demais num tempo de gente anestesiada.
Ser estranho é viver num exílio fértil, criar, refletir, desobedecer. Estranheza é antecipação do que o mundo ainda não está pronto pra entender. Ser estranho é ser o rascunho do que ainda não tem nome e sorrir, discretamente, sabendo que a habilidade de lidar com o desconforto é um puro sinal de autenticidade e um atestado de maturidade.
(Douglas Duarte de Almeida)
Primeiro, aprecie de longe. Deixe que o encanto te alcance antes que tua pressa o estrague. Se puder, aproxime-se com respeito — há segredos que só se revelam a quem chega devagar. Permita que teus olhos curiosos encontrem o que chama tua alma, não apenas tua atenção.
E, se estiver pronto, chegue bem perto — o máximo possível. De longe, talvez tudo pareça apenas cor. Mas quando te aproximas, há uma flor dentro da flor, veias pulsando, nuances que só existem no intervalo entre o olhar e o silêncio.
Não há um jeito certo de ver ou sentir o mundo, mas há uma sabedoria em olhar de longe, depois se aproximar aos poucos e, por fim, mergulhar até enxergar o que ninguém ainda percebeu. É assim com as flores. É assim com as pessoas, com a vida.
(Douglas Duarte Duarte)
Rasgou as velhas roupas do passado como quem corta cordas invisíveis. Cada fio que caía era um sopro de liberdade, uma promessa de si mesmo que não se enrolaria mais em nostalgias fáceis. O prazer momentâneo sussurrava em cada canto — o chamado das mesas cheias, dos abraços sem compromisso, dos consolos rápidos — mas ele fechava os ouvidos.
Escolher o melhor para si é coragem que não se veste de glamour. É se colocar inteiro diante do mundo e dizer: “Não mais me contentarei com migalhas, mesmo que doces.” Há uma dor doce nisso, um aperto nos ombros e no coração, porque renunciar é um rito silencioso que só o próprio corpo entende.
Mas há também poesia no sacrifício. Cada passo para longe do que não serve é um avanço rumo à plenitude que ninguém pode roubar. É o gosto de um vinho guardado, saboreado depois de anos, ou o perfume das flores que crescem em solo inesperado, intenso, solto, sem pressa.
Ser gentil consigo mesmo não é indulgência; é firmeza. É reconhecer que você merece o melhor, ainda que seja caro, ainda que seja solitário, ainda que precise atravessar tempestades interiores. É aceitar que a reconstrução dói, que a vida não se repete nem se empresta, e que a cada manhã há um pedaço de você que renasce.
Reviver é isso: um gesto íntimo, visceral e silencioso. É dançar com suas próprias feridas, abraçar a coragem que faz do abandono do velho uma vitória e da escolha consciente, o maior dos prazeres.
A noite é refúgio, abrigo e revelação. Enquanto o dia exige máscaras e ritmo, os intensos mergulham no próprio turbilhão, dialogam com pensamentos que só nas sombras se escutam e sentem emoções que o sol não deixaria brilhar. Ser notívago não é insônia: é a coragem de permanecer inteiro, de transformar silêncio em autoconhecimento e solidão em plenitude.
