So aquilo que Nao nos Pertence e que nos Completa
A beleza do imperfeito: onde o amor encontra espaço
Área cinzenta
Ninguém ama só pelas virtudes, nem desiste só pelos defeitos. O amor verdadeiro nasce no espaço entre os dois — um terreno cinzento onde beleza e falha coexistem, e onde o olhar acolhe o outro por inteiro, sem idealização nem negação.
Não é o amor das virtudes perfeitas que me atrai. Nem aquele que se dissolve diante dos defeitos.
O que eu busco — talvez sem saber como nomear — é essa terra estranha, imperfeita e honesta:
a área cinzenta.
Ali onde os olhos não brilham só pelo encanto, mas também pela coragem de enxergar o que dói.
Ali onde o outro não é um ideal a ser mantido, nem um erro a ser corrigido — mas um ser inteiro,feito de luz e sombra, que eu acolho com todo respeito e amor.
São Paulo, 5 de junho de 2025. 01:05 da manhã
Bem, a questão se o amor existe ou se é só um processo neuroquímico elétrico que acontece no cérebro deve ser discutida.
O desapego, a solidão e a solitude,
Você só consegue entender quando sente
Só pode apreciar quando se ama
Descobre um novo olhar, uma nova vida
Estave sempre ao alcance
Mas os olhos não enxergavam
O que o coração de fato precisava
Agora está claro.
Sonhos e planos se realizando e te realizando.
A vida acontecendo plena como nunca.
Todo ser humano carrega em si a semente do bem — mas só frutifica quem cultiva com esforço, intenção e constância.
Moabe Teles
“Eu amo tanto a forma como Deus me ama… as coisas que Ele faz só pra eu saber que Ele me ouve e se importa comigo.”
Somos muitos em um só dia.
Às vezes acordamos esperançosos, outras vezes calados por dentro. Podemos ser gentis pela manhã e, horas depois, impacientes. Somos luz em alguns encontros, sombra em outros. Não somos incoerentes — somos humanos, múltiplos, atravessados por memórias, sentimentos e vibrações que dançam conosco a cada instante.
Essas variações internas não são falhas; são convites. Convites para olhar com mais atenção o que sentimos, para perceber o que nos habita sem julgamento. Quando nos tornamos conscientes dessas mudanças, abrimos espaço para a alquimia interior. Podemos, então, transmutar medo em coragem, raiva em lucidez, tristeza em silêncio fértil.
Estar presente é o primeiro passo.
Reconhecer-se em cada versão é o caminho.
A consciência não nos impede de sentir — ela apenas nos liberta da prisão de reagir inconscientemente.
E é nessa presença que encontramos poder: o de sermos inteiros, mesmo sendo muitos.
A vida só é vida porque é entre. Entre um olhar e outro. Entre uma mão que oferece e outra que recebe. Entre uma história contada e outra que escuta e se reconhece. Felipe Felisbino
Confissão de um artista incompreendido
Eu só sou artista quando escrevo.
Tocar, cantar — tudo isso, por mais que me habite, me degrada. Há um processo silencioso de deterioração da minha alma artística quando tento me expressar fora da palavra. Como se algo se perdesse no ar. Como se aquilo que eu sou, no fundo, não coubesse no gesto ou na voz.
Minhas melodias? Eu as crio em catarse. Elas nascem do abismo, do indizível, mas raramente alcançam quem ouve. Alguns me dizem, com um sorriso breve: “muito legal.” Outros me parabenizam — por educação, talvez. Mas eu percebo. Eu sei. A língua que falo, com minha arte, não chega audível aos seus ouvidos.
Eles não escutam o que eu ofereço. Escutam outra coisa. Um som qualquer. Um ruído bonito, talvez. Mas não escutam eu.
É por isso que, quando escrevo, me sinto inteiro. Porque sei que um — um só já basta — um leitor, em qualquer tempo, há de entender. Há de perceber. Há de aprender a língua secreta do meu ditirambo. Porque a palavra escrita não exige pressa, não pede aprovação imediata. Ela se deixa ler por quem for capaz de ouvir o silêncio entre as sílabas.
E é ali, nesse instante invisível, que eu sou artista por inteiro.
O risco molda o caráter, e que só quem desafia as próprias limitações descobre a extraordinária força oculta na coragem de escalar e chegar no topo.
Coração blindado.
Só sente quem prova que merece.
Hoje, escolho com cuidado quem deixo entrar.
O mistério é meu charme;
a verdade, só para quem sabe valorizar.
Ser incrível é ser farol
quando todos escolhem se apagar.
Sou cicatriz que virou história,
superação em cada linha da minha pele.
Ser intenso é meu dom,
ser raro, meu destino.
Os mistérios da magia do mar só são compreendidos quando sentidos e vivenciados…
Os Deuses reconhecem as almas que pertencem às águas e são escolhidas pelo mar. Guiando as que carregam o brilho e a essência de Vênus e a conexão com os oceanos no coração.
Poseidon surgiu das águas calmas, e em silêncio, me ofertou uma concha —
não como simples presente
mas como um selo entre os mundos.
Nesse momento relembrei tudo que fui e tudo que ainda sou.
Sou feita de marés e magia!
Entre as ondas, sinto e me conecto com a energia da força ancestral que me guia.
E em mim mesma, guardo o segredo antigo dos mares e o poder dos oceanos.
