So aquilo que Nao nos Pertence e que nos Completa
Ainda sorrio ouvindo seu sorriso, mas é uma pena que na verdade ele só esteja numa memória. Uma memória que provavelmente nunca vou esquecer, pois é nela que eu ainda deposito e fortaleço minhas forças, mesmo que a realidade seja outra. Sou boba eu sei, talvez iludida seria a palavra certa, mas eu não escolhi, pelo contrário, você não me deu chance alguma de escolher, e sim de viver, arriscar tudo por um motivo. E foi bom, eu diria que pela primeira vez consegui sentir algo que nunca imaginaria que pudesse existir. Apesar dos pesares, é você ainda que ocupa todos os espaços da minha mente, corpo e principalmente do coração.
“Só acho que as pessoas deveriam se preocupar mais com as coisas de dentro. O que tá fora, meu amigo, é completamente perecível.”
FUTEIS,INDIVIDUALISTAS E CEGAS; SÃO NA MAIORIA DAS VEZES, PESSOAS QUE SÓ SE IMPORTAM COM SEU UMBIGO,ACHAM QUE SOMOS A ÚNICA ESPECIE EXISTENTE NO UNIVERSO, DIZEM QUE TEMOS DE SER FELIZES A TODO CUSTO PORQUE SOMOS SERES ILUMINADOS,ESPECIAIS E POR ISSO SOMOS MAIS QUE TUDO, ACORDEM SOMOS COMO GRAÕS DE POEIRA QUE HABITA A SUPERFICIE TERRESTRE, CULTUAM NA MAIOR PARTE DO SEU TEMPO SITUAÇÕES INUTEIS QUE NÃO ACRESCENTAM NADA E ACHAM QUE SEU CORPO É A SOLUÇÃO DE TODOS SEUS PROBLEMAS.
O período sempre é propício para questões afetivas de forma geral,é só se propor a fazer seus ajustes,não se intimide,sempre podemos começar!
Podem surgir novos interesses sempre que despertar para a tal "renovação",
Procure e acharás!
Filmes de terror que falam sobre fantasmas só podem variar entre duas possibilidades: os incrivelmente assustadores e os incrivelmente trashs. Ou se executa bem a produção a ponto de fazer o espectador sentir calafrios e não conseguir dormir durante a noite, ou o fracasso da trama é assumido e o público possui livre-arbítrio para gargalhar durante cada uma das cenas mais horrendas (de mal feitas). E os términos, os tocos, os pedidos de tempo e afins dos nossos relacionamentos não são muito diferentes dos filmes de terror.
Aquele “talvez ainda dê certo, talvez eu tenha que me esforçar mais ainda, talvez amanhã a gente acorde diferente, talvez eu ame um pouco mais algum dia, talvez eu não queira me desprender depois de tanto tempo, talvez…” é o que faz com que a maioria conserve um fantasma que também transita entre as duas categorias de terror. Relacionamentos que começam impulsionados num talvez seguem assustadoramente cômodos e são tramas sem pé nem cabeça que acaba se tornando trash pra quem as vive. Os términos e tocos que são evitados com a perspectiva do talvez se orientam pelo medo de viver numa casa abandonada ou pela comodidade que o sofá da sala de cinema a dois inspira. Mal sabem eles que só conversam um fantasma de um sentimento e de um relacionamento mal resolvidos.
É mais original e indolor dizer o famoso “não” de uma vez – e daí você evita que comprem bilhetes para assistir àquele filme ruim que ganhou só duas estrelas da crítica especializada. É mais terrível e dolorosamente assustador assumir que acabou. Porque, se alguém assume, a sensação é como se um tiro à queima roupa fosse desferido de uma vez só bem no meio do cérebro. As conexões são desligadas e cada parte dos fios que ligavam a sua cabeça ao sentimento pela tal pessoa que está bem na sua frente vai sendo rompida. O coração dá aquela alternada entre on e off e esboça aqueles últimos espasmos antes de falhar de vez. Voilá! Morte e sangue fresco nas telas e a plateia chega ao delírio. Tudo bem. Não precisamos ser tão dramáticos assim. Mas o final do filme é claro: você vai se sentir um monstro de primeira classe e achar que o seu ouvinte é uma daquelas clássicas vítimas que não mereciam isso. E vice-versa.
O que nenhuma das partes parece entender claramente é que sentimentos zumbis só existem no plano de ação. Deixá-los semi-mortos é uma bobagem. Você ainda beija, você ainda liga algumas vezes por dia, você ainda anda de mãos dadas, mas ele já morreu faz tempo. Pelo menos pra um de vocês. Ou, como é no início de uma relação: você não sente nada, mas a outra pessoa te adora, faz de tudo por você, é bacana e você não quer ficar sozinho. “Talvez dê certo” e o eco do talvez se projeta pelo resto da relação. A sinceridade e a reflexão sobre o término ou sobre a falta de vontade de levar a frente uma relação com alguém é aquele tiro na cabeça que enterra de vez o zumbi. Só que ninguém quer sujar as mãos com sangue e prefere passar a vida fugindo da visão de um relacionamento já massacrado. E daí, você tem duas opções: ou trancar todas as portas para conseguir dormir durante a noite, ou começar a rir da sua própria trama de horror. E, se você não é fã de filmes do gênero, é melhor tomar cuidado: talvez você esteja preso a um fantasma e ainda não percebeu. Talvez.
O dia se foi
e a noite
virou
breu...
nem a lua
nem estrelas
nem pirilampos
só você
e eu...
mel - ((*_*))
Só eu sei como é difícil escutar esse languido suspiro, esse bater de língua no céu da boca entremeados de assovios suaves, enquanto cantarolas cinicamente, fingindo não estar nem aí.
Sonhos
Sonho em teus braços novamente poder estar
Senti-los a me amparar
Só quero ser eu mesma
Só por um pouquinho, meu amor!
Seja paciente, me deixe chorar.
São lágrimas de felicidades
São por tanto te amar.
Enide Santos 05/03/14
Os dias são sempre belos, só libertar os olhos para os aspectos; espertos andam sempre lentos e em certos momentos
abrem os seus velcros.
Ao clandestino.
Eu só queria te dizer que me arrependo por ser o que você nunca cogitou apreciar. Que eu me engasgo toda vez que te vejo sem rumo por aí. Que quero o mesmo rumo, mesmo não entendendo por quais caminhos tu pretende demarcar os teus passos. Escrevo-te por não saber exatamente o que fazer com esse amontoado de palavras que me despem num olhar feroz. Escrevo por vergonha ilícita de tragar saudade ao invés de amnésia. Beber doses de culpa, como se o gosto forte do álcool contracenasse com a tua saliva em uma luta brutal de engano e dívida e mesmo assim eu perdesse pra lembrança. Eu precisei esconder a tremura nas mãos, a pupila dilatada e qualquer outro sinal de fraqueza na tua última visita. Precisei costurar o meu todo em retalhos para que a minha estrutura não se rompesse. Fiz um trato com o acaso e alterei o tom do meu gargalhar. Abracei o travesseiro demoradamente como se aquele perfume me confortasse. Faz assim ó, fica parado enquanto eu passo as pontas dos dedos pelo contorno do teu nariz. Deixa eu rir daquela cicatriz no queixo, morder a ponta da tua orelha. Só fica. Fica quieto, não diz nada, eu não preciso. Só não negue um abraço a quem sente falta de se acomodar nos teus braços. Não sorria, eu nem prezo por você. Apenas finjo gostar enquanto te desejo. Apenas digo que gosto para não dizer que te amo. E foi assim. Meio sem sentido, meio torto. Eu vi numa aresta daquele sorriso algo que eu sempre quis, mas nunca pensei que pudesse existir. Eu vi num tom de pele mil tirinhas de diamantes e vibrei com a ganância e o brilho ilusório. Foi como olhar um dia nublado pela primeira vez. Conseguia sentir o cheiro de terra molhada como o aroma daqueles dias de chuva. Encontrava-me nas tempestades dos teus beijos e me adaptava nelas como se aqueles moinhos de ventania fossem feitos especialmente para mim. Assim como o perfume doce. Ao clandestino dos meus pecados, dos meus sonhos sem previsões. É como sorrir para o céu por te ver nele todas as manhãs. É negar, negar, negar. É descobrir que até as palavras usam a distração como rota de fuga. É descobrir que além do meu ontem, você também é a minha distração. É reconhecer dentre os esquecimentos que eu quero te colar nos meus amanhãs. Sim, moreno. Nas manhãs preguiçosas, estirados no sofá da sala, num domingo qualquer. Agora nem isso posso ter. Desculpa não conseguir empilhar nossos instantes numa prateleira qualquer. Desculpa esse dégradé de saudade, redemoinhos de ilusões que me alimentam e te distanciam. Eu sentia tua respiração distante, equilibrando-me na corda bamba que nos prendia, mesmo que nada te prendesse a mim agora. Desculpa não ter sido eu a pessoa que desabotoou o teu melhor sorriso.
E eu ainda te dedico os meus versos mais sinceros.
Ao clandestino.
Só sei que você é meu, SÓ MEU, mesmo que seja em meus sonhos ou em meus solitários pensamentos que sofrem uma constante abstinência de você.
você e como um filme mudo só de se ver já me desperta emoção...você me conserta do estrago que o mundo me fez com apenas um ato, ele me despedaça e você me uni, nosso crime merece prisão perpétua pelo tempo e pena de morte pelo destino...Mas saiba que perecerei sorrindo.
É só a realidade
As lágrimas caem
Novamente.
Nada me distrai,
Do que tenho em mente.
As mentiras
Persistem em continuar.
Nada se aspira
Se a verdade não encontrar.
O Castelo desmorona
E fingem que não há nada.
A superfície não é plana.
Me deixaram sozinha na estrada.
Com um beijo,
Poderia melhorar.
Ao encontrar de nossos queixos,
Eu poderia escapar.
Acorde menina!
Enfrente a realidade.
Ao virar naquela esquina
Há todo tipo de crueldade.
Só me bastava fechar os olhos. Acalmar o coração. Diminuir a ansiedade. Mergulhar de vez nas vontades. Ouvir tua voz doce. Sentir sua boca quente. Só me bastava isso pra dizer com toda certeza que ali com você eu era sim, a mulher mais feliz do mundo.
Nunca foi desistência. Eu vejo mais como uma nova chance pra mim ao invés de você, mas nunca desisti de você. Nunca conseguirei.
Correr sem destino? Ou simplesmente apertar o passo de encontro ao seu abraço?
Seu abraço. Sempre. Seu. Abraço.
Quando tento pensar em mim ainda assim, estou pensando em você.
