Sinto falta do meu Passado
Seu Bem
Olha meu bem,
Não posso mais,
Estar ao seu lado,
Sou um inocente rapaz,
E sigo assim,
Que pena de mim,
Em poucas palavras,
Sou medíocre demais.
Olha meu bem,
Não posso mais,
Estar ao seu lado,
Eis aqui um casado com os pais,
E sigo assim,
Bosta de casa pra mim,
Em poucas palavras,
Sou medíocre demais.
Olha meu bem,
Não posso mais,
Estar ao seu lado,
Sou imaturo demais,
E sigo assim,
Nesta pobreza de mim,
Em poucas palavras,
Sou medíocre demais.
Olha meu bem,
Não consigo mais,
Estar ao seu lado,
Pois me amo demais,
E sigo assim,
Com vantagem para mim,
Sem devaneios,
Ser medíocre é demais!
QUEM EU SOU?
Sou fruto da natureza
e estando nela, transformo-a
para satisfazer meu bem estar.
Ao transformá-la, transformo-me,
mas a minha racionalidade
não é suficientemente consciente,
para fazer-me enxergar
que esse meu bem estar, é mal estar para ela,
que não se cansa de reclamar.
Quando enxergo no próximo
o meu desejo
em forma de ação recíproca
não há espaço
para eu agir com egoísmo.
Quando os meus atos divergem do meu discurso, resultando na prioridade ao desempenho de uma turma diante de uma avaliação externa, nego a unicidade do ser e a diverdidade do corpo discente.
Não preciso! ...Necessito!
Não preciso dizer quem sou.
Não preciso divulgar o meu amor, muito menos, aonde vou.
Não preciso postar o que me amargou, nem tão pouco, a minha dor.
Mas...
Necessito viver o que sou.
Necessito compartilhar o amor.
Necessito enfrentar o que me incomodou e aprender com a dor.
Porque...
Não preciso ser o que não sou, mas reconhecer como estou, para poder conquistar o esplendor de me ver como realizador de um sonho que me renovou.
Não preciso dizer o que sou
Não preciso divulgar o meu amor
Não preciso falar o que me amargou
Muito menos, postar a minha dor
Mas...
Necessito viver o que sou
Necessito compartilhar amor
Necessito enfrentar o que amargou
Apenas aprender com a dor
Porque...
Não preciso ser o que não sou, mas reconhecer como estou
Para poder conquistar o esplendor
De me ver realizador
De um sonho que me renovou.
"Poesia de um Autista "
Na calmaria do meu universo particular, palavras surgem com timidez . Minhas Cores e sons formam notas musicais em harmonia singular , traços de minha personalidade única. Situações cotidianas cria um ambiente poetico nas entrelinhas .
No oculto dos pensamentos que vivo , as falas afetuosas se tornam verdadeiras a cada frase que ecoa no meu viver. Uma poesia original unica a florir.
Sigo nas entrelinhas, descobrindo o meu olhar, colorindo com as cores singular. Autista sou, não sou como me vêem apenas não sigo os padrões da sociedade caminho seguindo o meu caminho o qual eu fui predestinado.
Não guardo beijos, não economizo abraços, não raciono sorrisos, não controlo os olhos. Meu peito é um espaço aberto à intensidade, onde cada batida é um convite à entrega total.
A liberdade é sentir o que arde dentro. É deixar que as chamas da paixão consumam o medo.
Não sou avarento com o amor, não sou mesquinho com o desejo, eu dou tudo, eu me dou em tudo, sem calcular o preço.
Meu coração é um território sem fronteiras onde o amor é a única lei, a única verdade. Eu sinto o que preciso sentir, eu amo o que preciso amar, e nessa entrega, encontro a verdadeira liberdade.
(“Desperdício de Alma”, de Douglas Duarte de Almeida)
