Sinto falta do meu Passado
Eu nasci nessas estancias
Da pampa que ao largo vai
Trago a sina de ginete
Que herdei do meu velho pai
Nas dita demarcatória
Não tive terra tropilha
Me toca o sangue encarnado
Do lanceiro farroupilha
Que maula, sou pelo duro
A história se me esqueceu
Fiquei cuidando cavalos
E campos que não são meus
É a vida é a história
Cosas de destino, revolução
Uns nascem pra maiungo
Outros nascem pra Peão.
Um dia na estancia
Um flete se desmamo
Me deram como descarte
E o potro guacho vingo
Era ´último oficio
Pras corda dum domador
O primeiro cavalo
Que vida me regalou
Se fomo quage dez lua
Naquele lançante inclemente
Onde cavalo e ginete
Medem força e pacença.
Era pura resistença
No palanque inclinado
O cabresto estirado
Preste se arrebentar
O tempo faz sujeita
A força é quage em vão
Dei nome de solidão
E terminei de enfrenar
Era flor aquele pingo
Clinudo, zoio salgo, Ligeiro como tainha
Era sestroso o bagual
Não tinha marca, sinal, Mas era tudo que eu tinha.
Que lindo aquele retosso
Naqueles findar de tarde
Era a própria liberdade
Demarcando território
O taura fica simplório
No orgulho do preparado
Se brandeava pro meu lado
Como quem nos pede um mate.
Nas noite despois das lida
Nos rumava pro bolicho
Saia dando relincho
Facero bem aplumado
Eu todo perfumado
No estrato de amor gaúcho
Era os dois virado em luxo
Pronto pra um retrato
Facerice era medonha, naquela nossa toada
Ringindo basto na estrada, encurtando os corredor
A sina de um payador
Que a vida não deu parada.
Sempre quis erguer um rancho
Nas volta de algum fundão
Pra eu, mais o solidão
Ter na morte um poso certo
Um galpão, Mangueira perto
A sombra de um caponete
Pro descanso do ginete
E uns ponteio no violão.
Pra quem tem quage nada
Qualquer cosa é furtuna
O campo beijando a laguna, aa silhueta da tarde
Galpão, pelego, um catre, pra lua que se boleia
A cada gole de canha
As ideia se empareia,
O pensamento volteia
Tal um compasso de tango
Assim no mais, vai ao tranco
A vida se faz pequena
O branco mescla a melena
O tempo que se perdeu...
A china que nunca tive, a cria que não lambeu
O campo que não é meu, mas rondei como se fosse.
A vida é quase um coice
Pra quem sem nada nasceu.
Pra se campeiro me basta
O céu, planuras, as estrada
É muito pra um monarca, sem posse nem procedência
Que te por dono a querência, cantada numa payada.
Um dia se vai um taura, como quem puxa um bocal
A doma agora é solita não trás amadrinhador.
Por fim em algum corredor, a de sobrar uma terra
Uma cruz onde se encerra a vida de um domador.
Nem quero muito alvoroço, também quem vai se importa
É só no mas pra constar nos anais do campeirismo
Nessa vida de xucrismo
Alguém hay de se lembrar
Só meu pingo,
Só ele me basta
Nessa última tropeada
No fim dessa estrada, onde repousa um tropeiro
Eu recordo, meu parceiro
Dos bolicho, das função
Foste meu único amigo
E te chamei de solidão.
Afinal, eu absorvo o mundo ao meu redor, e ele está mudando o tempo todo. Assim como toda a água que estava em meu corpo da última vez que nos encontramos foi substituída por outra, as coisas que me constituem também mudaram.
Sem você
Minha flor de formosura,
Minha doçura e meu amor,
Tu és um poço de ternura,
Antídoto para minha dor.
Sem você,não sou nada,
Seria como um castelo vazio,
Uma casa abandonada,
Um duro e inquietante frio.
Ficaria sem rumo como o vento,
Parado como uma fotografia,
Mergulhado no poço do sofrimento,
Sem a mínima harmonia.
Por você moveria montanhas,
Seria colossal como um titã,
Faria mil e uma façanhas,
Como um louco e alucinado fã.
Sem você sou simplesmente vazio,
Um campo solitário e sem flor,
Um barco sem o mar,
O sentimento de uma dor.
Sem você,
Seria um bosque sem beleza,
Uma floresta triste e silenciosa,
Um castelo sem princesa,
Uma estrada tortuosa.
Sem você, sou os pássaros sem árvores,
Uma tristeza absoluta,
A superfície gélida de um mármore,
Uma derrota após a luta.
Lourival Alves
O abraço que guardo em meu peito está igual a de um passarinho querendo sair da clausura de uma prisão!
Hoje eu vim desejar um Feliz Aniversário para uma pessoa importante. Meu pai querido, te desejo muita saúde para seguir desempenhando esse papel tão importante de ser o guerreiro protetor da minha vida. Você é muito especial!
Hoje é o aniversário da pessoa mais importante da minha vida. Parabéns, meu filho! Ser sua mãe me deu um novo propósito, e a sua presença me motiva a ser melhor todos os dias. Muita saúde, muitas alegrias e muitos aprendizados no curso da sua trajetória.
Deixa eu me apresentar
Que eu acabei de chegar
Depois que me escutar
Você vai lembrar meu nome
É que eu sou de um lugar
Onde o céu molha o chão
Céu e chão gruda no pé
Amarelo, azul e branco
Meu caminho é novo, mas meu povo não
Meu coração de fogo vem do coração do meu país
Meu caminho é novo, mas meu povo não
O norte é a minha seta, o meu eixo, a minha raiz
Meu amor de marfim
Linda, porem dominante, mas brilha como diamante
Legal porem machucada, mas linda que nem esmeralda
Provocante, porem manhosa, mas sempre minha preciosa
Saliente, porem apaixonante, mas forte como adamante
são os teus olhos, meu amor
esta urgencia dos meus.
esse canto, que março me canta
entre silencios e segredos. são os teus olhos
como um poema sem palavras.
urdido no tépido voo das gaivotas.
que se levantam, voam e dão voltas
e se agitam ansias regresso. ao teu olhar
rasgado e amplo
com vista para o mar e céu no telhado.
olhar feito sol, no embriagar da lua
que em mim, se faz leito
onde me deito e amo
sem quando nem fim.
-Sobre a Solidão
Para onde eu vou, de onde eu vim, o que eu estou fazendo aqui, qual é o meu propósito?..
A maioria das pessoas só se perguntam isso, mas, não tentam ir atrás da resposta. E essa pergunta, esse questionamento muita das vezes passa ou passou pelo pensamento de todos nós, normalmente em um momento de vulnerabilidade emocional, ou uma confusão psicológica momentânea, e normalmente quando estamos sozinhos. E há quem se sente solitário quando está sozinho, como há quem opta por estar sozinho, mas não necessariamente é solitário. Solidão não é o mesmo que solitude!. E para que você, eu ou nós em algum momento possamos se encontrar nessa solidão, é porque em algum momento você, eu ou nós já fizemos parte de alguma coisa, seja um grupo de amigos, uma relação amorosa ou amigável, em algum momento já fizemos parte de algo maior que somente nós mesmos.
Nós somos seres de contraste, precisamos da luz para perceber a sombra, do preto para notar o branco, e de estar sozinho para perceber como era bom quando tinha alguém ali sempre conosco, como era bom quando sozinho não estávamos.
Quando eu, você ou nós fazemos parte de uma relação, e em algum momento a nossa percepção foi limitada, com certeza em pouquíssimo tempo nos sentiremos solitários. Sentiremos falta dessa conexão que foi desenvolvida, que foi criada.
Já explicada e por fim concluída, a partir do momento em que criamos e desenvolvemos uma conexão, uma relação e conhecemos a profundidade disso, se algum dia a mesma for perdida, consequentemente o sentimento de estar sozinho, ou melhor a solidão nos afetará.
Infelizmente essa é a realidade em que vivemos. Com isso a reflexão é nítida e nada mais precisa ser dito.
MEU DESEJO
Durante muito tempo
Você foi meu desejo
A minha maior alegria
O motivo de anseio.
O meu único refúgio
Era em quem confiava,
Durante muito tempo
Era em você que eu pensava.
Eu te desejei muito
Te desejei por demais,
Eu te desejei tanto
Que hoje não te quero mais.
Agora eu olho pros céus,
Mas diferente de antes
Eu te queria ter por perto
E hoje te quero distante.
A nossa infância
Dizem que sou infeliz
Se alguém olha para o meu corpo abre a boca e diz:
Roupa rasgada
Os pés descalços
Terra na cara
Feridas e cicatrizes por todo o lado
Ele é realmente um necessitado!
O que não sabem, é como eu vivo
E de onde vem o sorriso nos meus lábios
Dizem que sou infeliz
Que estou desnutrido
Porque na minha mesa faltam cereais, leite, amido
Então venham comigo
Esse é o meu matabicho:
Pão e chá
Feitos de folhas medicinais
Com os melhores sabores que há
Lanche em casa?
Não tenho!
Isso depende do meu empenho
Manga, Safú, Jaca …
Já nem sequer almoço ao chegar em casa
O que ninguém esquece
É daqueles banquetes em que eu simplesmente era:
“O cozinheiro chefe”
