Sinto falta do meu Passado
"Às vezes, um gole de silêncio pode ser mais intoxicante do que qualquer bebida. E é nos momentos de quietude que as sombras do passado começam a se misturar com o presente."
O medo do homem
Na sua cegueira contemporânea,
onde os valores foram alterados
o homem se identifica com
o que é errado.
Ser arrogante e intolerante,
passou de repugnante a admirável.
É lamentável o retrocesso,
que somos obrigados acatá-lo
como realidade do homem moderno
que julga o certo como errado
e o errado como algo a ser desejado.
A cada dia que passa
fico mais assustado,
com o que esse homem
seja capaz de fazer
ao resgatar do passado.
Atitudes repugnantes
há tempos superadas.
Assumindo atos condenáveis,
como aceitáveis.
O exaustivo discurso que ouvi, quanto educador, durante toda a pandemia foi que "temos que nos reinventar". Na verdade, acredito que a educação nunca saiu do passado porque estamos apenas nos reinventando e mantendo a práxis distorcida da fala.
Se ficarmos martelando sobre a mesma ferida
ela se agrava e demora sarar, então, o melhor a fazer
é procurar curá-la da forma menos dolorida possível.
A fórmula é pessoal, cada um encontra a sua,
uns mais rápido que outros. Cabe a nós encontrarmos
a melhor e ela será aquela que nos faz perceber
que o referido ferimento jã não faz parte
de seus pensamentos, pois o mesmo é passado.
O desafio de permanecer solteiro é acreditar
que não existe a possibilidade de encontrar alguém
que o faça esquecer todas as suas tristezas.
E adormecer as dores pelas cicatrizes do seu passado.
O desafio de encontrar um relacionamento
é aceitar e conviver com as cicatrizes do passado do outro.
E por muitas vezes se curar sozinho ao abrir uma nova ferida
e continuar despertando felicidade do próximo.
Hoje eu estou menos que ontem, meus olhos estão maiores e mais seletivos. Resultado: Não amo o passado que tanto me infernizou a mente.
Eu não acredito que diante de tantas possibilidades no mundo, o ser humano veja apenas a mais conveniente. Que o futuro seja repleto de boas ações, para aquele que não faz do seu presente um passado constante
Assim como disse Heráclito, "nenhum homem entra duas vezes no mesmo rio" pois, na segunda vez, nem o rio guarda as mesmas águas, nem o homem conserva o mesmo ser. Tudo é fluxo, impermanência, transformação. A água que escorre já não é a de antes, e aquele que retorna traz no corpo e na alma as marcas do tempo, as cicatrizes do caminho, os ecos do que aprendeu e do que perdeu. A vida é esse eterno vir-a-ser, uma travessia por instantes únicos, que se esvaem como a correnteza, deixando apenas a memória breve do toque, do passo, do olhar. Somos feitos de passagens e nunca mais seremos os mesmos de um momento atrás.
Reconhecimento
Reconhecimento, tudo que se espera
Reconhecimento, a outra face da moeda,
É o que buscamos,
É pelo que lutamos,
Pior é quando não o ganhamos,
Como se por nada batalhamos,
Como se tudo tivesse sido em vão,
Como se a vida não oferecesse perdão.
Por algo do passado,
Por algo feito de errado,
Deve-se então levantar a cabeça e continuar a caminhar,
Pois a vida continua e não se pode parar.
"Tempo"
Passei por muitas coisas numa dela foi em sua vida, mas foi por pouco tempo, Nesse pouco tempo recebi suas perfeições dizem que não existem pessoas perfeitas, mas para mim você é, vevi algo tenso, algo que me trouxe bons momentos, mas com você pode superar todos que Vevi antes te vi depois de um certo tempo e reacendeu algo em mim aquele momento era desejo de poder te abraçar sentir o teu cheiro principalmente dos seus cabelos, você estava com outra e tive que te respeitar mesmo querendo te beijar depois de reencontrei você ainda estava com ela, sorriu e mexeu no cabelo te abracei e sentir o seu cheiro dos seus cabelos, Aquilo me doeu pelo fato de saber que outra sente o seu cheiro que eu tanto gosto, aquele pouco tempo pude sentir, mas aquele tempo percebei que era você, não sei o que será daqui para frente, o que será de nós, só sei que estarei aqui disposta para você para o que ainda não vivemos, podemos trilhar por caminhos diferentes, podemos nos evitar, mas espero que lá na frente eu te veja e isso que eu sinto dentro de mim, possa transbordar dentro de você.
Preciso a cada dia me redescobrir e apagar os trabalhos do passo. Só assim, terei a tela limpa e a mente livre para passos mais longos e firmes.
O que é a saudade? Seria um alívio para a dor ou um agravante que faz doer ainda mais? É cura ou uma crosta sobre uma ferida que, quanto mais tocamos, mais sangra?
Dizem que o tempo cura tudo, mas isso é uma ilusão. O tempo nos leva de volta a vários momentos: passado, presente e futuro. O passado é uma coleção de memórias – saudade, trauma, dor, e até mesmo a felicidade de momentos vividos.
O presente é uma incerteza constante, um viver no escuro, sem a segurança do que nos espera nos próximos segundos, minutos e horas. É caminhar por caminhos desconhecidos, esperando acertar, e questionar onde deveríamos ter agido de maneira diferente.
E o futuro? Ah, o futuro... É o desejo incessante de controlar como tudo será, se estivesse em nossas mãos. É a vontade de mudar a cada instante, de conhecer respostas que não temos para um passado que não deu certo. É a ânsia de fazer tudo perfeito, sem um ponto ou vírgula fora do lugar.
Talvez, se tivéssemos o poder de mexer no futuro, não teríamos um passado para recordar nem um presente para viver.
Agradeço a todos os diamantes que me lapidaram, diamantes não pelo seu valor inerente, mas por minha austeridade.
Foi se embora sem se despedir, outra chegou e me fez sorrir, agora não da mais o tempo passou e apenas no passado você ficou.
Pensamos sempre que antes era bem melhor mas esquecemos de pensar que éramos bem mais crédulos e menos exigentes.
O mercado de arte universal tem o péssimo habito de super valorizar, divagar sobre a grande importância e valor das criações geniais do artista morto.
O crescimento da escassez de novos talentos nas artes plásticas brasileira deriva para uma releitura, uma nova critica e uma super valorização pelo mercado de alguns bons artistas que viveram quase esquecidos, anônimos e abandonados das mídias em um passado próximo. Com isto a revisão histórica nas artes no Brasil é uma pratica constante.
