Silenciosa
A natureza é tão sutil que a gente nem percebe quando a noite chega silenciosa, apaga a luz do sol e acende a luz das estrelas. Quando nos damos conta os sons que orquestram o dia cessaram e tudo se torna breu.
É na silenciosa, obscura e
sombria pausa de
minh'alma,onde eu
busco aluz, eencontro a
minhapaz interior.
"Tédio é uma doença silenciosa,
que cresce dentro da rotina,
aonde você contraiu, deixando a vida te levar para o vazio." (29/06/22)
Solidão Silenciosa
Em quartos vazios, a solidão reside,
Um eco vazio nas paredes canta,
Um coração solitário bate em segredo,
Nas madrugadas longas e malditas.
Palavras não ditas, pensamentos sós,
Um vazio profundo em cada olhar,
Na solidão silenciosa, a alma chora,
Por um abraço, por alguém a amar.
Minha dedicação a você é como a lua: silenciosa, mas presente, e quando as palavras se vão, meu amor ainda brilha no vazio da noite. E se algum dia duvidar de meu carinho, basta lembrar do silêncio que fiz em minha alma, enquanto esperava que o eco do seu nome preenchesse meu coração.
O tempo é um mistério, uma força silenciosa que, de alguma forma, sempre coloca tudo em seu devido lugar. O que hoje parece essencial, amanhã pode não ter mais valor. E aquilo que você nunca imaginou viver, de repente, vira parte da sua rotina. Quando somos crianças, sonhamos em acelerar os dias, ansiosos por alcançar os tão esperados 18 anos. Acreditamos que, nessa idade, seremos livres, sem precisar ouvir as cobranças da mãe: "Que horas você vai chegar? Não demora, vou te esperar. Se você não vier, não consigo dormir."
Mas aí chegam os 18, e entre os sorrisos e os sonhos, você vive o frescor das descobertas, o sabor do primeiro amor, aquele que faz o coração bater mais rápido e o mundo parecer mais lento. Dos 18 aos 30, você quer congelar o tempo. Quer viver para sempre naquele instante mágico em que os olhares se cruzam, as mãos se tocam e o amor faz tudo ao redor desaparecer.
Dos 30 aos 50, a vida ganha outro ritmo. Vem a correria, os compromissos, as responsabilidades que parecem não ter fim. E, em meio a isso, surgem perdas que deixam marcas profundas. É nessa fase que, talvez, você enfrente a dor mais difícil: ouvir alguém dizer "Chegou a hora de fechar o caixão." E, diante disso, o que resta é um turbilhão de sentimentos. Como agradecer por quem foi puro amor em sua vida? Como colocar em palavras o amor infinito por aquela que foi sua mãe — ou, no meu caso, minha avó-mãe?
Tudo o que você quer é voltar no tempo. Trocar mais uma palavra, sentir mais um abraço. Ouvir novamente aquela preocupação cheia de cuidado e amor que só uma mãe é capaz de oferecer. E é nesse momento que você entende o valor de tudo o que já viveu.
Com o passar dos anos, você percebe que não há nada lá fora maior do que o que já encontrou dentro de si mesma. Você aprende a valorizar sua companhia, a ser seletiva, a enxergar que o que realmente importa não é o que está por vir, mas o que já foi vivido e as memórias que carrega consigo.
No fim, viver é isso: é colecionar momentos, é ser grato pela sua história. É reconhecer o privilégio de ter recebido tanto carinho, afeto e amor ao longo do caminho.
Triste é a vida pusilânime, silenciosa, aquela que nem cheira e nem fede para não desagradar. O receio de incomodar os covardes que testam a força que acham que têm nas fraquezas dos que se limitam.
PÔR DO DIA
Na hora silenciosa do sol poente
Na fleuma do cessar em melodia
Encenava a voz da prosa reluzente
Que no ocaso do cerrado ali jazia
No olhar, a divagação presente
Na sensação, a imaginação ardia
E a ilusão em um tom crescente
Rezava no horizonte uma litania
E o depois, sei lá do que o depois
Pois, fiquei comovido, e nós dois
Eu e a noite, admirados, bramia
E na incitação maior do agreste
Apenas sei que o que me deste
Evidente, foi um belo pôr do dia
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21/10/2020, 09’29” – Araguari, MG
A Gratidão é silenciosa como o fundo do mar, arrepiante como o leve toque do vento e energizante como a natureza.
É, a vida nem sempre é silenciosa mesmo.... tudo às vezes parece vendaval. Abre a janela, olha lá pra fora; escuta o temporal, agarra o que te dá leveza e corre pra chuva. Fuja dos trovões, aconchegue-se; mas molhe-se, mergulhe, respingue, contempla o reflexo na água. O mundo é bem mais bonito neste espelho, porque é de lá que a gente consegue enxergar a beleza de todas as coisas; a sensibilidade que reflete levemente o coração.
O CAMINHO DO MEU CORAÇÃO
Silenciosa caminha minh’alma
levando com ela sentimentos
e resquícios de outras vidas,
os quais nela ficaram retidas,
em meio a risos e lamentos.
Há em mim um lugar sagrado
onde meu amor está guardado,
seguro de tudo e bem protegido.
Nele ninguém fica desiludido.
E andará sempre a meu lado
Às vezes ficava assim:silenciosa. Não porque lhe faltasse o que dizer, mas porque sobrava nela a consciência que nem tudo fica bem em palavras.
Esse é o mal de quase toda a humanidade, não saber discernir o que deve ser dito e o que deve ser apenas sentido.
Revolução silenciosa
A cada dia dou conta que
o mundo,
a natureza,
as pessoas,
escondem um
encanto inesperado,
fotografado por
minha alma,
registrado em
meus versos.
Isso é uma
grande revolução silenciosa!
A dor.
A dor, tão bela,
silenciosa, inquietante,
tão sedutora, e tão simples.
Tão poética.
Dor é mentira,
é a raiva que tira o sossego,
a raiva que quando negada, é patética.
Dor, também é amor.
É traição;
Dor é rancor,
e também, atração.
Causar dor,
é de longe mais simples que fazer sorrir.
A dor te toma a lucidez,
e a magoa, passa a lhe cobrir.
A dor é exitante, degradante,
é envolvente, doente;
É o vazio da alma, que anseia por um ser.
É o pequeno desejo, de algo, ter.
É a cegueira da mente, clamando por ver.
Há quem diga que sou calada,silenciosa. Isso por não saberem os diálogos que permeiam minha cabeça, todo dia, toda hora.
