Silêncio
Pela janela eu só observo e vou seguindo, no silêncio da noite que se aproxima
Interpreto a desaprovação dos atos e atitudes diante dos fatos, que a mim me perseguem
Da janela eu vejo o tempo que vai para nunca mais voltar...
Ele me abraça e se despede do dia que finda, enquanto eu me envolvo como se quisesse agarrar eternamente, todos os momentos por mim já vividos
Da janela eu só observo, a criança que corre sem direção, porque ainda não tem propósitos definidos, então ela corre…
Da janela sopra um vento que me acorda daquele passatempo e vivência que me acolheram num instante
Da janela vejo as flores que perfumam o ar da redondeza,
Fica tão aconchegante sentir o perfume que as flores exalam, enquanto o vento penteia as suas pétalas.
Da janela eu fico reclusa e deixo o tempo passar bem debaixo do meu nariz
E ele passa…
"Por mais que Deus fale em todo tempo, há momentos em que Ele permanece em silêncio. Aprenda a discernir quando é Deus falando e quando é apenas o seu coração, para não perder a oportunidade de ouvi-Lo verdadeiramente."
Ciano Barbosa 🖊
Além do Vale
No silêncio do vale onde a névoa se esconde,
há olhos que veem além do horizonte.
Enquanto outros param na sombra e na estrada,
há quem enxergue a luz na jornada.
O vale é profundo, feito dúvida e medo,
mas quem vê além, não se prende ao enredo.
Não teme a curva, nem a escuridão,
pois carrega no peito sua própria visão.
Enquanto alguns ficam, presos ao chão,
outros atravessam com o coração.
Porque ver não é só abrir os olhos,
mas sentir o mundo sem ter os contornos.
Então siga em frente, sem medo do breu,
pois além do vale, há um céu todo seu.
Tenho comigo falas não ditas
escancaradas no silêncio de um olhar.
Promessas não cumpridas, escondidas,
que podem fazer sorrir ou chorar,
florir e enfeitar.
Tenho comigo rabiscos não publicados,
acovardados, que precisam ser arrumados
para escaparem fugidos, para serem pinceis
e pessoas pintar.
Tenho comigo canções não cantadas,
rimadas com perguntas sem respostas
melodias sublimes que flutuam suave,
vem e vão, afinam o dia e compõem a vida.
"Nas sombras da saudade, o silêncio ecoa, memórias desbotadas e lagrimas a toa, no peito um vazio... A solidão, persiste... Versos tristes dançam, assim a melancolia existe."
o silêncio dela não é só o calar sua mudez disfarça desespero e agonia quando se recolhe o faz para suportar a vida sua quietude é seu lugar de proteção precisa de um pouco de sossego para que a respiração se normalize necessita de calma para assimilar a vida se perde em pensamentos à procura de si de repente se dá conta de quantas contas errou
dos resultados que não alcançou e da vida que não viveu
dormiu menina acordou mulher
(Livro: Apenas uma possibilidade)
Três meses sem vê-la. Três semanas sem ouvir nem uma palavra. O silêncio que antes parecia sufocante agora soa como um eco distante, como um barulho de algo que se quebrou e nunca mais voltou ao normal.
O sábado chega e passa como qualquer outro dia. Não há planos, não há expectativas. Apenas um dia a mais, onde as lembranças vão e voltam sem pedir permissão. O celular já não vibra como antes. Não há notificações dela, nenhuma mensagem inesperada, nenhuma brecha para pensar que talvez ainda exista algo ali.
A vida seguiu. Ou pelo menos finge que seguiu. O trabalho ocupa o tempo, os compromissos enchem os dias, mas nada preenche o que ficou vazio por dentro.
Será que ela sente falta? Será que pensa nisso quando deita a cabeça no travesseiro? Será que em algum momento do dia, quando ninguém está olhando, ela se permite lembrar?
Talvez sim. Talvez não. Talvez nunca mais.
E assim mais um sábado se encerra. Mais uma semana se soma ao tempo que arrasta tudo para longe, sem pressa, sem avisar.
Silêncio Quebrado
No vazio do quarto sem cor,
um sussurro ecoa, um grito sem dor.
Os olhos perdidos, sem brilho, sem ar,
cansados de tanto, de tudo, de estar.
As noites são longas, pesadas demais,
pensamentos cortantes, promessas fatais.
O peso do mundo despenca no peito,
um nó na garganta, um erro, um jeito.
Mas e se houvesse um toque, uma mão?
Se alguém enxergasse além da escuridão?
Se a voz sufocada pudesse falar,
se o choro escondido parasse de sangrar?
O fim parece doce, mas mente tão bem...
há vida pulsando, há luz em alguém.
Talvez numa prece, num riso, num som,
o silêncio se quebre... e fique um tom.
Se a dor te consome, te afasta, te leva,
segura no tempo, resiste, releva.
Porque há quem te ame, mesmo sem ver,
e um dia, eu juro, vai amanhecer.
"Maturidade é silêncio e calma. silêncio para quem não merece nossa atenção, nem estresse, e calma para lhe dar com situações divergentes e inesperadas do nosso dia a dia. Quando conseguimos sair do nosso eu, e damos consciência da amplidão do mundo, que estamos entre milhões de seres, a gente nota a poeira cósmica que somos no planeta, e a nossa insignificância nele, demos conta que nem tudo é sobre nós, e que apenas nós podemos fazer por nós mesmos, Por mais que tenhamos pessoas ao nosso redor, cada um tem sua própria missão, a missão de sermos hoje melhores do que ontem, e no amanhã sermos melhores do que nós somos hoje.
Quando apontamos um dedo para alguém, podemos reparar que apontamos três dedos a nós mesmos. "
Poema: Canto Cósmico à Simplicidade
Escrito por: Brendon Siatkovski
No silêncio vasto onde o tempo se desdobra,
Dançam esferas em rotações tão soberanas,
Cada planeta, um murmúrio de histórias guardadas,
Um eco sutil do que fomos e seremos amanhãs.
Mercúrio, ardente no abraço do Sol,
Sussurra segredos da urgência breve;
Vênus, envolta em véus de nuvens douradas,
Lembra-nos como a beleza pode ser breve e profunda.
A Terra, nossa morada azul, pequena e frágil,
É uma pérola perdida na imensidão estelar.
Nela, a vida pulsa em cada grão de areia,
Em cada pétala que tomba ao vento a cantar.
Marte, rubro e distante, guarda sonhos antigos,
De mares secos e civilizações talvez adormecidas.
Júpiter, o gigante, com seus redemoinhos eternos,
Ri das nossas pressas, enquanto gira em ciclos infinitos.
Saturno, com anéis de poeira e luz cintilante,
É um lembrete de que até o vazio pode brilhar.
Urano, inclinado em sua dança excêntrica,
Nos ensina que é belo sair do lugar-comum.
Netuno, azul profundo, longínquo e solitário,
Guarda mistérios que talvez nunca decifremos aqui.
E além dele, o escuro, pontilhado de estrelas fugazes,
Onde o desconhecido nos convida a sonhar mais.
Mas entre esses mundos grandiosos e distantes,
Encontro-me cativo da simplicidade terrena.
Uma folha que cai, um sorriso sincero,
O calor das mãos que se tocam numa tarde serena.
Pois o universo não está apenas lá fora,
Nos céus inalcançáveis ou nas galáxias remotas.
Ele habita o pulsar do coração humano,
Na delicadeza de um beijo, na risada das crianças.
Somos poeira de estrelas, dizem os sábios,
Fragmentos do cosmos moldados em carne e alma.
E nessa jornada breve pelo espaço-tempo,
Buscamos sentido nas coisas simples e calmas.
Então, olho para o céu noturno, repleto de promessas,
E percebo: somos parte de algo muito maior.
Mas também sou grato por este pequeno mundo,
Por cada detalhe singelo que me faz amar.
Que eu jamais esqueça, ó universo infinito,
Que tua grandeza reside na menor das flores.
Que o amor, essa força cósmica invisível,
Seja meu guia, nas horas breves e nas longas demoras.
Dia 9
Esse silêncio ensurdecedor que cega minha alma,
O gosto que desce da saudade que nunca se acalma,
Um suspiro e ao mesmo tempo um deleite,
De saber que é passageiro, para que meu corpo aceite,
Te espero com fogos de intensidade,
Também estarei melhor em toda bondade,
Nesse momento um olhar intrínseco me invade,
Buscando ser melhor,
Para que tenhas um porto seguro ao redor,
Não só por isso,
Entendo e sei que também entendes,
Amar puramente,
Sem antecedentes,
Temos que ter um olhar para a frente,
Como diria Vinícius, “A vida é a arte do encontro, embora, hajam, tantos desencontros pela vida”.
Esse não é um desencontro,
É o conhecimento do próprio encontro,
Para que assim possamos juntas,
De mãos dadas,
Ainda dar muitas risadas,
Contar histórias, escrever e reescrever memórias.
Silêncio e Destino
Basta-me um olhar furtivo,
um suspiro, um eco distante,
para que sigas meus passos
e eu te guarde além do instante…
— Mas esse olhar, eu não darei.
Uma sílaba perdida
nos abismos da memória
poderia erguer impérios,
desfazer o tempo e a história…
— Mas essa voz, eu calarei.
Para que me desvendes,
sou neblina sobre o abismo,
sou um traço na alvorada,
sou mistério e exorcismo…
— Máscaras que eu mesmo fiz.
E enquanto não me percebes,
as marés dançam sozinhas,
os relógios perdem as horas,
os ventos rasgam as linhas…
— Até que eu desapareça.
"Entre o céu e o abismo."
"Euforia e silêncio em um só corpo."
"Dias de sol, noites de tempestade."
"No limite entre o tudo e o nada."
"Sorrisos que choram por dentro."
"A mente corre, o coração pesa."
"Explosão de vida, colapso de alma."
"Intensidade que o mundo não entende."
"Equilíbrio é uma luta diária."
"Nem sempre sou eu, mas sempre sou real."
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