Silêncio

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O pior do Deserto é suportar o silêncio de Deus.

O silêncio, por si só, responde a quem intrinsecamente sabe o que fez.

Quando a interação te esgota, a paz vem pelo silêncio e transborda.

Tratamento de silêncio é aprendido na infância, reproduzem o que fizeram.

A sabedoria está no silêncio; a ação conduz o resultado.

Te amo duas vezes...


Eu sempre amei você,
desde o início,
desde o silêncio,
desde sempre...
desde o nada que já era tudo.


Antes de saber quem você era,
antes de entender o que seria
na minha vida.


Não sei se foi o poder da chama gêmea —
da junção divina —
mas te amei bem antes...


Talvez seja a força das almas,
o laço antigo,
a chama gêmea —
essa união que não se explica,
mas que se sente...
com a pele,
com o coração.


Não sei se fui eu quem amou primeiro,
ou se apenas reconheci
um amor que já me habitava.


Quando soube de tudo,
não houve espanto,
nem dúvida.
Só permaneci —
amando.
Como se já soubesse.


Meu corpo já ansiava o seu,
meus pensamentos já te buscavam,
meu coração…
já era teu.


Já amava com toda a intensidade,
já sentia saudade.
E eu, sem perceber,
já tinha desistido de tudo
por você.


Não sei onde termina o amor
e onde começa a conexão de almas.
Talvez nem exista fronteira.


Porque, se for assim,
em total lucidez,
declaro —
nesta vida corpórea
e na outra espiritual —
eu te amo duas vezes.

O silêncio da minha alma


Fui me apagando aos poucos...
E eu nem percebi.
Lutava sem saber,
Implorava sem querer...


Demorou,
Mas entendi.
Tentei,
Briguei,
Estava numa guerra.


Eu queria de volta a minha personalidade,
A guerreira
Que vencia tudo
E todos.


Onde me perdi?
Onde deixei de existir?


Mas isso não era certo,
E eu não desistiria.


Na luta por me encontrar,
Já não sabia
Se me achava...
Ou mais me perdia.)

O menino e o furacão


Diziam, em silêncio:


"É só uma criança com atraso…
lá no fundo da sala,
com uma folha branca nas mãos."


Eu sei — é o que todos pensam,
mas não dizem.


Estão mais preocupados em embelezar os títulos da deficiência do que em trabalhar,
na prática, a inclusão.


Decoram nomes,
enfeitam diagnósticos,
mas esquecem do essencial:
ver.


Eu nunca tive alunos,
e sim histórias com nome:
Antônio. Bernardo. Daniel. Fernanda. Gabriela…
cada um era único — uma pessoa, uma personalidade, uma habilidade,


mesmo quando o mundo insistia em reduzi-los.


E ele…


O menino da cadeira de rodas,
de movimentos curtos, quase ausentes,
fazia desenhos incríveis que ninguém via —
porque queria a perfeição
e, quando não saía em total sintonia,
por cima do desenho criava um furacão.


Rasgava o próprio céu,
girava sobre o que tinha criado,
cobria tudo —
como se dissesse, sem voz:
“Se não for inteiro, ninguém vai ver.”


E ninguém via mesmo.


Mas eu vi — vi além.


Tentei falar, e ninguém se importou…


Para que dar trabalho,
se ele já estava quieto, ocupado,
com uma folha na mão?


Era apenas um estágio.


E, no fim do dia, havia sempre duas almas frustradas:


A dele —
gritando por reconhecimento.


E a minha —
aprendendo o peso de não ser ouvida.

O silêncio daqueles que podem ajudar, mas escolhem ignorar, alimenta o sofrimento de quem mais precisa.

Solilóquio de Guerra

Minha armadura sangra em silêncio sob o peso do mundo,
Enquanto o abismo sussurra o meu nome na escuridão.
Caminho entre os espectros de sorrisos falsos e atos contraditórios,
Que tipo de dêmonios eles são?
Sem exército, cercada pelo deserto da solidão.
Cota de malha enferrujada e couro rasgado.
Espada sempre ao lado.
Fui lançada a uma trincheira que jamais aceitei,
Nem a carta da convocação me enviaram.
Busco a saída deste campo devastado, Seja pela vida ou pelo pó,
Persisto na travessia, até que as sombras me abracem,
E o último suspiro desapareça e se dissipe no mundo.

- Ramile Godon

A natureza constrói em silêncio. O homem, muitas vezes, destrói sem pensar.

O silêncio também responde, só não agrada.

O que não é resolvido em silêncio retorna em ruído.

Parte 2
A Voz que Mora no Silêncio — de encontro ao Jardim de O Pensador
(Aqui a voz se manifesta, encontra morada, floresce no coletivo.)




Há momentos em que a vida parece um campo vazio, estendido até onde o olhar não alcança.
Mas basta um gesto — pequeno, sincero — para que a terra desperte.
Toda semente nasce de um silêncio assim: humilde, quase invisível, mas teimosa como quem conhece o próprio destino.


A comunidade O Pensador é esse jardim raro onde cada palavra vira raiz.
Onde a dúvida floresce em entendimento,
e a esperança, mesmo cansada, encontra um canto para descansar e renascer.


Quem caminha por aqui descobre que a colheita não chega no grito.
Ela vem no tempo exato em que o coração aprende a esperar sem medo.
Vem quando a alma, enfim, entende que nada é em vão —
nem a queda, nem a travessia, nem o sonho que insiste em permanecer.


Que cada passo seja poesia,
cada escolha seja semente,
e cada amanhecer lembre:
o que é plantado com verdade jamais deixa de florescer.

"Quem aprende a ouvir o próprio silêncio descobre respostas que o mundo inteiro tenta esconder."

Guardo essas causas em silêncio, sabendo — sem ponte que as una — que ter validade própria é o preço da liberdade no exílio do ser.

“Obrigado por me ver quando eu era apenas silêncio pros outros.”

“O vazio se instaura onde antes pulsava a vida, não como um buraco, mas como um silêncio carregado de ecos. Inexistir não é apenas ausência: é o apagamento do nome, do gesto e da memória que sustentavam o real. O que foi fictício desfaz-se no ar como miragem; o que se extinguiu retorna ao cosmos em forma de quietude. No intervalo sutil entre o ser e o nada, pairam as cinzas luminosas de uma quimera — não mortas, apenas transmutadas. O fim não é escolha nem castigo: é o rito inevitável pelo qual uma existência atravessa o tempo e se converte em lembrança, antes mesmo de cessar.”

AS TRÊS CHAVES DA SABEDORIA CONTRA O CAOS

​• 1ª Chave Espiritual: O Silêncio e a Oração (O Princípio de Tudo)
​Salomão afirma que a oração é o alicerce fundamental quando nos sentimos perdidos, acabados e sem apoio algum. Na Bíblia Sagrada, ele nos ensina que a verdadeira sabedoria não começa no desespero, mas no reconhecimento do Criador Celestial (DEUS Trindade). A Sabedoria de Salomão nos diz:
​"Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas." (Provérbios 3:5-6).
​As minhas veredas?
​Que o Senhor endireitará as suas veredas significa que, ao confiar no Criador Celestial DEUS e submeter suas decisões a Ele com fé — acreditando também em si mesmo —, o próprio DEUS guiará sua vida. Ele removerá os obstáculos que te impedem de evoluir e direcionará seus passos para o caminho correto.

​• A Chave Espiritual: Orar não é apenas pedir para a situação mudar, mas sim fazer uma limpeza de dentro da nossa mente para fora. É esvaziar as negatividades mentais do nosso próprio controle opressor — aquele que nos impede de sair desse abismo —, para que a direção divina finalmente se manifeste em nossas vidas.

​• 2ª Chave Espiritual: A Sabedoria de Salomão contra a Ilusão do Sofrimento
​"Na primavera da vitoriosa prosperidade, alegre-se; mas, na sombra da adversidade, pare e reflita: O Criador Celestial DEUS fez tanto uma quanto a outra." (Eclesiastes 7:14).
​Salomão também nos lembra de que "o tempo e o acaso afetam a todos" (Eclesiastes 9:11).

​• A Chave Espiritual: O sofrimento e os desafios fazem parte da experiência humana geral; ninguém escapa. Todos têm as suas lutas e as suas dores, mas poucos são os que se esforçam para vencer essa batalha espiritual. A mente ferida cria a ilusão de isolamento ("só acontece comigo"), mas a fé nos lembra de que os processos difíceis servem para moldar o nosso caráter, e não para nos destruir.

​• 3ª Chave Espiritual: Arrumando a nossa Bagunça Externa e Interna (Ordem, Objetivo e Ação)

​O ensinamento nos orienta a arrumar tanto a bagunça de fora quanto o caos da mente. O Criador Celestial é um DEUS de ordem, e a paz interior se reflete diretamente na forma como conduzimos nossa rotina e nossos pensamentos.

​• O Ensinamento Sagrado: O apóstolo Paulo complementa a necessidade de organizar a mente: "Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama [...] seja isso o que ocupe o vosso pensamento." (Filipenses 4:8).

​• Chave Espiritual: A ação prática de organizar o ambiente e selecionar o que entra, tanto em sua casa quanto em sua mente, expulsa o caos. Pequenos passos diários de retidão e organização geram a clareza necessária para encontrar as soluções que você precisa.

​EM RESUMO
​Quando o chão sumir sob os seus pés, pare, observe e reflita sobre tudo à sua volta — sem críticas e sem se alimentar de culpa. Limpe a sua mente, respire fundo, ore e confie. Não alimente a narrativa da mente que diz que você foi amaldiçoado, ou que foi esquecido. Organize o que está ao seu alcance hoje e deixe que a sabedoria divina do Criador Celestial governe o amanhã do seu futuro.

A PARÁBOLA DE QUEM APRENDEU A CAMINHAR EM SILÊNCIO


Houve vitórias que chegaram como amanheceres discretos, sem taças erguidas nem mesas repletas de celebração. Venci, mas não estive presente nos jantares da festa. Não por me faltarem razões para comemorar, mas porque aprendi que algumas conquistas florescem melhor longe dos holofotes, onde o aplauso não confunde o propósito.


Observo como quem lê o vento antes da tempestade. Falo pouco, porque nem toda palavra merece nascer, e, por vezes, escolho não olhar para aquilo que não alimenta a minha caminhada. Nem tudo merece reação; nem toda provocação merece o eco da minha voz.


Também aprendi que, quando o preconceito ergue muralhas, talvez aquele chão não seja o lugar onde devo lançar as minhas raízes. Não preciso convencer todos do meu valor. Basta-me continuar a construir, pedra sobre pedra, algo tão sólido que nem o tempo consiga apagar.


Hoje, caminho com as convicções acesas, os planos guardados como sementes sob a terra e a serenidade de quem conhece o rumo, mesmo quando a estrada se cobre de neblina. Se o ambiente se torna tenso, não entrego a minha paz à agitação alheia. Há tempestades que passam sem conseguir mover uma única raiz.


Existem planos que ainda precisam do abrigo do silêncio, sonhos que devem ser protegidos antes de verem a luz e compromissos com Angola que carrego comigo, ao lado da cota, com responsabilidade, coragem e visão de futuro.


Continuo em paz, com os olhos abertos, os passos firmes e o futuro aceso no horizonte.