Silêncio
Meu pior estágio é o de silêncio.
Quando eu calo, nenhum ruído resiste.
Mato as expressões para nada escapar,
não deixo pistas e o outro fica no escuro.
Não há brechas ou sinais, ignoro e levanto muros.
Me torno um enigma que ninguém pode desvendar.
Muitas vezes eu deixo uma pessoa de lado
porque essa foi a direção que ela escolheu ter.
Não uso artifícios para manter,
prefiro soltar e desatar.
Amarras são como forcas,
quando o nó é necessário
é melhor esquecer.
Naquela manhã ensolarada, as caricatas maritacas em bando, faziam a maior algazarra na gruta lá no alto do morro e lá embaixo sob a sombra do canion, a carruagem passava.
Eu não sei o que esperas
O seu silêncio me tortura
A brisa do mar veio me acalmar
Ela disse pra eu não me magoar
Mas esse conselho foi se atardar
Sinto que existe um mar entre ambos
Isso afoga às minhas esperanças
Mais uma vez me encontro à deriva
Boiando num oceano de dúvidas e feridas
Deveria ser pecado amar-te
Não quero ter que renascer para entender
Que eu não fui feito pra você
Prometo consertar esse meu desencontro
Resolver os meus confrontos
Mas não agora
Vou embora
Na dúvida
Se vou
Sobre
viver
Hoje descobri que o tempo que antes era rápido ao seu lado se tornou uma eternidade no seu silêncio
Queria falar com os olhos sem mim afogar nas palavras, mas enquanto meus olhos salivam, minha boca lacrimeja gotas de minha alma.
Quando você constrói e solidifica o silêncio as pessoas não sabem mais o que atacar. Tem pessoas que não merecem ouvir nem a sua voz, suas palavras se tornaram um verdadeiro insulto, basta oferecer-lhes o que elas desejam, o vazio ensurdecedor do seu silêncio.
Meu nome é solidão
Da mais pavorosa,
desde que nasci,
meio que em vão.
Cheguei sozinha,
tão mal-vinda
por entre escárnios
e desinteresses...
e muitas surras ainda.
Cresci sozinha sem guia,
falando apenas comigo.
desabafando em segredo
dor e medo - os conselheiros
da dor que me consumia!
Passei pela vida em silêncio
obrigada a calar a voz
para sobreviver
na vida passada a sós...
Em silêncio vivi
em solidão me recolho
olhando o nada em meu quarto,
quatro paredes sem nexo
jaula de uma animal doente
prisão de um inocente
sepulcro de quem não fez nada.
(Lori Damm)
não lembro quando foi que me
transformei em silêncio.
só sei que agora eu grito muito
alto daqui de dentro desse ser
soturno e ninguém me ouve
BENDITO SEJA O SILÊNCIO
Vamos andar com passos leves, esquecer de nossas dores, não acreditar em fantasmas e procurar jamais deixar o medo nos dominar.
Vamos procurar ser sempre gentis e pacíficos, mantendo assim a nossa alma tranquila.
Vamos deixar que o carinho toque nosso coração.
Vamos aceitar todos por inteiro e lembrar a cada instante que todos cometem erros e que têm diversas imperfeições.
Vamos nos doar mais, perdoar mais e julgar menos.
Difícil para nós sermos iluminados, como um anjo, uma flor ou um passarinho, mas devemos acreditar que podemos voar e que temos a liberdade de ir ou ficar, estar ao relento ou construir nosso ninho.
E benditos sejam os verdadeiros amigos, aqueles que “ouvem” o nosso silêncio.
Seu silêncio começara como uma proteção, mas ao longo dos anos se transformou em algo quase opressivo, algo que o controla, em vez de ser o contrário. Agora não consegue mais se desvencilhar dele, mesmo quando quer.
Silenciosa viagem.
Ah! A luz fugaz...
Minha primeira refeição do dia:
Uma taça de vinho da garrafa vazia.
Água da vida para um vagabundo?
Sopa de pedras para o jantar!
Maldita libido!
Antes um cigarro, agora um lago.
Grito mudo na porta de luar!
Amor? Mais amor!
A viajante solitária no encontro de si mesma.
Página a página.
Ei-los: A rosa - O vento (No jardim íntimo, onde cada solilóquio é confessado).
Harmonia e confusão.
Balão suspenso.
Bocas seladas, casas desabitadas.
Piada ou conto de fadas?
Aquele mofo por trás das cortinas.
O pó mágico que entorpece a língua.
Anestesia para as narinas cansadas.
Sem cheiro, sem pelo, nenhuma cor.
Amor e ódio na tela da TV.
Amor e ódio no jornal, na varanda e no quintal.
Na cama sempre é doce!
Meias verdades calçando sapatos de lã.
Ou será essa também uma laranja inteira?
A mulher piano certa nas mãos do pianista errado.
Mais uma folha de papel timbrado, amassado e rasgado.
Um mar de silêncio do quarto, grito mudo outra vez.
Loucura, remédio sem cura, lixo, fumaça, embriaguez!
Juízes equilibristas.
Deputados malabaristas.
Sorrisos de elástico vomitando dúvidas.
Alimentam bocas pela certeza.
E as calçadas estão repletas deles.
O vento que afaga meus cabelos, ele também me beija.
E a morte me belisca a cada nova piscada.
Ah! A luz fugaz...
Amor, mais amor.
Grito mudo na porta de luar!
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