Silêncio
E o silêncio "satisfeito" das panelas vai consentindo, percebem? Eles não têm mais por que batê-las.
Ah, o firmamento que contemplamos um dia. Hoje, mesmo ele gritando-nos, miramos o silêncio do chão.
Carrego um nome que às vezes me veste apertado, como se fosse de outro.
E no silêncio, onde ninguém me chama, sou eu quem respondo na voz que o mundo não ouve.
Há dias em que o vento me reconhece melhor que as pessoas, e sussurra:
“fica tranquilo, tu nasce ainda.”
E eu sigo, me dobrando em mim mesmo, esperando o instante em que o espelho pare de estranhar quem nunca deixou de ser.
Fresta do Infinito
Sou verso solto na dobra do tempo,
Rasgando o silêncio com doce lamento,
Na dança da brisa que afaga o cimento,
Sonho acordado num breve momento.
Espelho quebrado reflete universo,
Em cada estilhaço um poema disperso,
O caos é harmônico, quase subverso,
No peito, um abismo de canto reverso.
E se eu for só fresta do infinito,
Luz que escapa, mesmo em grito aflito,
Me despeço do que nunca dito
E abraço o mundo no que acredito.
Carrego perguntas no bolso rasgado,
Respostas me fogem num tom disfarçado,
Sou verbo no cio, desejo alado,
Nas entrelinhas do não-declarado.
Faço da dor um bilhete encantado,
Do riso, um abrigo improvisado,
E sigo, ainda que despedaçado,
Com alma em festa e corpo cansado.
E se eu for só fresta do infinito,
Luz que escapa, mesmo em grito aflito,
Me despeço do que nunca dito
E abraço o mundo no que acredito.
Não me contenha em moldura ou muro,
Sou tempestade no traço mais puro,
Entre o delírio e o sonho mais duro,
Habita em mim o futuro inseguro.
No trapézio dos dias, me jogo sem medo,
Não por coragem, mas por segredo,
Porque viver é poema sem enredo
E amar… é se despir sem degredo.
E se eu for só fresta do infinito,
Deixa que a luz me tome por escrito,
Não peço paz, mas sim um conflito
Que me transforme em algo bonito.
Despertar da Almas
Despertei no suspiro do tempo,
No silêncio que dança no vento.
A razão se calou num momento,
E o amor se fez meu fundamento.
Vi verdades guardadas na pele,
Como cartas que a vida revela.
Cada lágrima antiga é pincel,
Desenhando a alma mais bela.
É no caos que a alma acorda,
Feito flor que rompe a borda.
Não se ensina, não se força,
Ela vem, quando a dor se entorta.
Despertar é renascer do nada,
Com o peito em paz e a mente alada.
Já fui sombra, já fui tempestade,
Hoje abraço a minha verdade.
Caminhando com leve vontade,
Sou poema em plena liberdade.
As correntes viraram canções,
Os espinhos, sutis orações.
Cada queda, um degrau no caminho,
Cada dor, um abraço sozinho.
É no caos que a alma acorda,
Feito flor que rompe a borda.
Não se ensina, não se força,
Ela vem, quando a dor se entorta.
Despertar é renascer do nada,
Com o peito em paz e a mente alada.
E o que era peso virou asa,
E o que era chaga virou brasa.
O que era medo, agora é dança,
No compasso da esperança.
É no caos que a alma acorda...
Despertar... é luz que transborda.
Nem sempre podemos ficar perto de quem amamos, as vezes temos que amar em silêncio. amar alguém não significa que você vai ficar pra sempre ao lado dessa pessoa, mas é saber que por mais que os caminhos seguiram por lados diferentes é saber que aquele amor sempre vai ser lembrado no fundo do seu interior como algo incrível e especial, é se sentir feliz vendo que aquela pessoa está feliz mesmo sem você, é sentir gratidão por um amor que já foi, porém será eternizado no seu coração. 💓
Amor em Silêncio
Renovo-me em ti a cada amanhecer,
quando teus olhos — simples luz —
revelam o mistério que só o coração entende.
És morena, doce miragem,
onde minha alma repousa e se perde.
Teu corpo, suave estrada dos meus sonhos,
me conduz por caminhos sem mapa,
em busca de uma perfeição
que só tua voz sabe desenhar no ar.
É proibido, eu sei —
mas não há força mais pura
do que esse desejo que me toma
quando lembro do teu riso contido,
do toque que nunca tive, mas sinto.
Vives em mim como brisa e tempestade,
lembrança e futuro,
e mesmo ausente,
és o alicerce invisível
que sustenta meus dias.
Tem silêncios que me agridem e barulhos que me curam.
Nem todo silêncio é paz. Alguns silenciam o que deveria ser dito e nos ferem mais do que qualquer palavra mal dita. É o silêncio da ausência, da indiferença, do não dito que pesa. Ele não acalma — agride, porque o ser humano precisa do som da presença, da comunicação, do afeto.
E há barulhos que, ao contrário, nos curam. O riso de alguém querido, a música que toca fundo, o som da chuva ou do cotidiano que nos ancora no presente. Esses ruídos nos lembram que estamos vivos, conectados, amados. Eles têm o poder de ser abraço, consolo, recomeço.
A sabedoria está em perceber que o valor não está no silêncio ou no barulho em si, mas no sentido que damos a eles. Alguns silêncios são muros; alguns barulhos, pontes. É preciso escutar com o coração para saber a diferença.
@brito.bc
Força
Fé
Coragem
Amor
Luz
Tranquilidade
Harmonia
Silêncio
Amizade
Respeito
Devemos vibrar nessa sintonia
E expandir nosso entendimento acerca de tudo.
Sou das madrugadas
Frias e cheias de silêncio
Sou das noites sem destino
Nascida no desdém do acaso
Sou seta sem rumo
Procuro um não sei que
não sei onde
Quisera voltar onde nunca fui
Quisera amar a promessa de te amar
Mas não...
Não foi dessa vez que pude
Nem nessa madrugada
Nem na próxima
O teu rosto continua imerso num mar de espumas
E eu, martomante louca,
Leio que não resta nada a perder
Nada a temer
Nada a esperar.
Paz e Silêncio
Há um tipo de silêncio que ensurdece.
Não por falta de som, mas pelo excesso de vozes dentro.
Pensamentos gritam, lembranças batem portas, dúvidas arrastam correntes.
Eu chamo isso de silêncio!
A paz não mora na ausência de barulho, ela nasce da reconciliação com ele.
Paz é o momento em que o tumulto interno, perde o direito de nos governar.
É quando escutamos o que nos habita sem precisar fugir.
Muitos se calam por medo, outros por cansaço.
Poucos se calam por sabedoria porque o verdadeiro silêncio não é o vazio, é o eco do que foi compreendido.
A mente não se cala fácil, ela sussurra erros antigos, repete cenários, acusa, justifica, teme.
Mas há um instante raro, aquele em que até o medo se curva.
Nesse instante, não há vitória, não há derrota.
Apenas…
Paz.
E então percebemos:
o barulho nunca foi o inimigo.
A fuga, sim.
By. Prof. Cranon
Luz e Escuridão
No princípio, não havia trevas.
Havia o silêncio — e o desconhecido.
A luz veio depois.
Mas quem ousa dizer que ela foi a salvação?
Talvez a escuridão não seja ausência,
mas o útero do que ainda não nasceu.
A luz revela, sim.
Mas revela o que os olhos suportam.
E o que queima demais, cega.
Há quem tema o escuro —mas nunca o questionou.
Talvez o medo venha não do que ele é,
mas do que ele impede de controlar.
Na luz, tudo se expõe.
Na escuridão, tudo se escuta.
Há sabedoria nos olhos que brilham,mas há sabedoria mais antiga nos olhos que se fecham.
Quem acende uma vela pode afastar as sombras,
mas também pode criar outras.
A pergunta não é:
“Você prefere luz ou escuridão?”
A pergunta é:
“Você sabe quem você é quando a luz se apaga?”
By. Prof. Cranon
Quando você trabalhar em silêncio e solitário e alcança suas metas, os resultados são apenas seus. Não compartilhe com quem vem atrás de ti apenas quando você os obtêm.
Trabalhe incansavelmente em silêncio com seus medos e angústias, deixe que o resultado fale por você.
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