Ser Feliz antes de Qualquer coisa
TRAVESSIA
Do outro lado da rua a vida se acaba...
É uma travessia rápida,
Mas antes das flores, das folhas, das chuvas,
Antes dos verões...
Sonhamos com todas as belezas,
Fazemos planos com todas as incertezas;
Somos tão românticos que os nossos olhares passeiam,
As confusões permeiam, as paixões incendeiam...
Então estamos do outro lado da rua
E não temos mais retorno;
Só temos os ocasos e as estações
E a certeza que do mesmo jeito, faríamos tudo de novo
RESSENTIMENTO
antes que eu esqueça,
a enxaqueca de zulu, impertinente me deixava,
nas minhas retinas, os reflexos do sol nos vitrais do edifício;
é difícil... alguém será feliz em algum lugar?
em algum lugar uma razão qualquer
que sustente a nossa fé e nos conserve a razão...
meu amigo Bráulio, eu que sempre lhe dei a mão,
atente para o que digo;
viver é um perigo, nosso único amigo é a solidão
não andei lendo Dante, kafka ou Pessoa,
acho que aprendi a amar sozinho;
sozinho você ama por telepatia,
por telepatia você ama todo mundo,
e os imundos, você manda aos infernos...
Freud explicaria esse meu lado divino
de fazer faxina e dar ao lixo, destino?
parece besteira mas não é brincadeira
como o mau me incomoda; ando tão sozinho,
vivo tão sozinho, mas essa multidão que habita em mim:
Dante, Kafka, Pessoa, Carolina de Jesus
e quem sou eu no meio de tanto sentimento,
tanto ressentimento... eu sufoco este algoz,
tenho que ser alguém melhor... se sou Deus, tenho que ser amor...
Acho que não tive, antes que me vissem daquele jeito, a oportunidade de falar-lhes de madrepérola. Agora ela estava ali pendurada num armador de redes, eles ao meu redor e eu sem voz para contar-lhes de como fomos felizes. Ah, quem pode entender todos os mistérios do mar, suas profundidades, suas essências; tudo isso se refletia na alma de Doralice. Agora eu estava ali sob o olhar penalizado dos meus entes mais queridos; lacrimejavam, sussurravam coisas que eu não conseguia ouvir direito, mas que eu supunha perfeitamente. O mogno de minha bengala à minha cabeceira mirava a perfeição de madrepérola, sabíamos desse encanto e sua verdadeira recíproca; quantas vezes empunhei o lenho quando o meu corpo oscilava nas minhas debilidades. Quantas estações, quantas tempestades, ventanias, quantos fantasmas cingiram aquela que me apoiou por décadas. Doralice foi levada por mais ou menos uma dúzia de entes, provavelmente irmãos, primos, filhos... notei seus olhos numa ruivinha com cabelos cor de cobre, que me lembrava os finais de tarde cor de bronze dos finais de dezembro ali em Petrolina. A brisa à margem do velho chico lacrimejou aqueles olhos e acariciou aqueles cabelos; era assim que a via, saltitava à praia do rio como se a eternidade a esperasse na outra margem, e nos meus delírios haveria uma terceira margem. Madrepérola ficou ali ao lado de Mogno velando os meus últimos momentos; o fundo dos mares e as florestas tinham algo em comum, mistérios e magias e todos os nossos manuseios em busca de um equilíbrio perfeito que o tempo e as enfermidades já não nos permitiam; às vezes ficavam ali sobre um banco de praça, mais unidas que nossos desejos e entrelaçadas por suas empunhaduras, enquanto ríamos de nossas aventuras desde o "até que a morte nos separe" numa igrejinha modesta e acanhada ali em juazeiro. Ainda tive forças de apontar-lhes Madrepérola e Mogno, vi através da vidraça, quando Zelda, uma das minhas irmãs as colocou no assento traseiro do DKW Vemag; essa história de amor continuaria, o conto das bengalas, provavelmente ganharia uma linguagem universal; alguém reforçaria que, os sonhos, as paixões e o amor não te deixam envelhecer. Doralice acompanhada por Miquica, a cadela vira-lata, corria numa praia, os cabelos ruivos ao vento no limiar de sua adolescência; dançava numa festa, esbanjando sensualidade num evento familiar no auge de sua juventude, ou simplesmente encantadora, vestida de noiva no altar casando-se com Dionísio, o meu melhor amigo; assim três meses depois eu casaria com Denise sua irmã, apaixonada por Dionísio; sabe aquele negócio de João amava Maria, que amava Joaquim, que amava... penso que são desencontros, uma prova, uma gincana a que nos submete o amor, ou só um capricho da paixão, um orgulho bobo por uma birra qualquer que a juventude com o poder de seus encantos usa como uma arma, quando seria menos doloroso um punhal. Mas o tempo... o tempo nos faz perceber a beleza dos crepúsculos. A empunhadura do mogno me fazia imaginar oscilações entre brisas e tempestades que castigam as florestas; por décadas os tons dos ocasos e o calor de suas luzes compuseram aquela madeira, ninhos de aves foram abrigados, insetos cumpriram com suas tarefas na constituição da vida do ecossistema. madrepérola tinha o mistério dos mares, o poder dos deuses e mantivera equilibrado o corpo de Doralice; mas agora, algo bem distante sussurra uma melancolia, as lágrimas nos olhos da ruivinha e nos meus entes queridos me dizem que somos personagens figurantes de um ato teatral que chega ao seu final. Mogno e Madrepérola apoiarão outros corpos, ávidos por amor e esgotados pelo tempo, serão testemunhas silentes da paixão, e assim o conto das bengalas continuarão marcando os passos de outros figurantes, aqueles que não desistiram da paixão, do amor, dos seus sonhos e da vida.
entra pelas minhas narinas,
motivo de rimas lindas, carnificinas
e antes de mais nada, nada
sonho tanto com quase nada,
um guaraná, uma empada, o azul do céu,
satélites, andorinhas,estrelas, meteoros
misseis antas espaciais; porcos neons
o azul é o nada; e do passado a namorada
de tudo o que eu sabia;
um dia meu olhar se encontrará sozinho
a contemplar a estrela que é só uma ilusão mais nada,
assim como teus seios rijos
a espetar o ser latente na essência deste velho,
e o que é verdade entre o fogo e a água;
entre o que se bebe e o que se derrama,
nada se explica assim com tanta exatidão
que a ilusão se despe
e só nos resta a lógica fria e óbvia do nada
Antes que seja tarde e acabe o mundo,
traga o olhar, a lente, a tarde, antes que seja tarde
traz o teu silencio e a razão das coisas simples
que não explicam a paixão
e assim, assim que chegue a tarde,
antes que seja tarde,
porque a paixão é translúcida,
transitória, e transita nos olhares
a procurar noites ardentes antes que seja tarde,
porque assim a vida sem essa perspectiva,
sem essa pressa que nos impõe a paixão,
porque viver já é a maior paixão
e amar nunca é tarde, tarde é morrer...
Ironicamente, quando alguém nos abandona, o nosso coração, antes longe, começa a bater dentro da gente. E a gente aprende a se virar com tanta palpitação, tanta exigência, tanto barulho que ele faz. Parece que quanto mais o coração bate dentro da gente, maior ele fica. E mais coisas nele cabem. Mais gente, mais sentimentos, mais esperança, mais fé. E mais trabalho. Coração, de uma hora pra outra, vira chefe: aquele que manda. E manda embora, pra longe. Aquele que ordena. E ordena a bagunça. Aquele que governa desgovernado. Até chover. Até transbordar...
A cópia do celebro ainda está muito longe.
Antes disso acontecer ... Já está bem próximo a hora em que poderemos conversar com as pessoas usando o poder da mente; diminuindo assim, um dos maiores maus do mundo hoje; A solidão.
Sei disso... porque, podemos sussurrar para dentro de nossa cabeça sem mesmo emitir nenhum som.
Quem sabe... algum minúsculo equipamento que aumente a energia na parte do celebro responsável a esta função? Pense um pouco mais nisto por favor.
O que você sabe hoje que gostaria de ter aprendido antes? Aqui vai a minha lista:
- Aprenda a dizer não. Quando você quer agradar a todos, acaba frustrando a si mesmo.
- Quando uma pessoa te tratar mal sem motivo, saiba controlar as suas emoções, mas não deixa ela se impor de você. Deixe claro que não gostou do tratamento e que não tolera esse tipo de coisa. Tolerar pessoas tóxicas não vai fazer com que você evite conflitos. Na verdade, essas pessoas não se aproveitar de você cada vez mais. Corte o mal pela raiz.
- Quando você sentir que tem algo errado, é porque provavelmente tem. Confie mais em sua situação.
- Pense mais no médio e longo prazo, mas tome cuidado para não sacrificar demais o seu presente. Equilíbrio é fundamental.
- Estude mais. Mas não para conseguir um diploma ou para os outros ficarem impressionados. Estude para adquirir conhecimento e colocá-lo em prática. Você vai precisar disso em vários momentos da sua vida.
- Toda teoria é fantástica até ser colocada em prática. Na vida real, muitas ideias, embora sejam incríveis, não dão certo. Por isso, entenda os seus limites, as suas capacidades e analise o que realmente faz sentido para você, antes de dar ouvidos a qualquer ideia mirabolante que aparecer.
- Tenha paciência e consistência.
- Por favor, tome cuidado com as suas amizades. Não compartilhe segredos demais. Não confie demais.
- Pare de dizer que você é uma falha. Você cometeu falhas, é diferente. Erros fazem parte da caminhada. E se você aprender com eles, vai aprender lições extraordinárias.
- Algumas pessoas jamais ficarão satisfeitas, não importa o que você tente agradá-las. É fundamental que você reconheça isso, para não se sacrificar demais por quem jamais vai ver o lado bom do que você faz. Isso vale para amizades, relacionamentos, colegas de trabalho, chefes, clientes e muito mais.
- Não se machuque para curar outra pessoa.
Não faz mais sentido estar aqui, já não me sinto mais incluída em seus planos e em sua vida. Antes, queria partir para que você sentisse minha falta, hoje, quero ir embora para me encontrar, conhecer e explorar esse mundo. De forma alguma, vou levar ódio e rancor comigo, mas sinceramente, não pretendo mais ficar aqui por você. Não vale a pena te colocar em primeiro lugar.
Dessa vez é diferente, pois seu amor é valioso, me faz bem e eu nunca tinha sentido algo assim antes.
Antes acreditava em sorte, mas quando vi que a tal era manipulável, então deixei de lado e aprendi, que todo fracassado acredita em sorte. Pois confia no que não fez e ainda espera um bom resultado.
Antes de haver mundo, havia apenas Luz e quando a criação emergiu, a Luz se fragmentou. Mas um dia, cada centelha retornará à sua origem, e aquele que compreender esse mistério não estará mais separado da Eternidade.
Teu querer deu-me asas, enquanto eu era apenas metamorfose.
Fez-me desejar teu rosto, antes de sentir o reflexo dos teus olhos nos meus.
E desejar teus lábios, antes de sentir teu sabor
Fez-me querer tuas mãos a buscar meu corpo, desvendando-lhe os mistérios
e desejar teu descompasso, antes mesmo de provocá-lo
Eu preciso te dizer agora, o que nunca disse antes...faz muito tempo, eu sei!
Temi tanto a sua partida, que parti primeiro...foi isso
Era insuportável ficar longe de você
Insuportável imaginar todas as possibilidades de você decidir não mais ficar comigo
Insuportável esperar
E de verdade, acreditei que era essa a solução e que depois de um tempo tudo se normalizava
E a verdade é que nunca foi normal, nunca!
Nunca foi igual a nada, nem durante, nem depois, nem agora.
E eu nunca soube como explicar você pra mim, nunca soube me entender em você, era simplesmente intenso e indecifrável!
É como se eu tivesse me encontrado em você e essa ideia me assustava demais...eu não estava pronta para "nós".
Roubei-lhe a caneta e a tinta
Fugi por suas brechas
E necessito dizer-lhe
Antes que ela me tome
Ela tem medo de si mesma
Evita seus abismos
Ignora sua vozes
Refuta seus desejos
Quer apagar-lhe da alma
Mesmo sabendo
Que ainda não consegue.
Faz de conta que eu tô dizendo agora
Tudo aquilo que eu não disse antes
Faz de conta que você tá aqui
Pelo menos esse instante
Faz de conta que você não foi embora
E que eu não precisei voltar
Faz de conta que eu não tentei
Recolocar tudo em seu lugar
Faz de conta que aconteceu
Tudo aquilo que eu sonhei
Faz de conta que eu não vivi
Tudo aquilo que eu já sei
Antes de eu tocar num pincel, eu já havia mergulhado meus olhos nas melhores obras já vistas.
O pássaro que voa tranquilamente; o sol que sai de casa de manhã, banhando o mundo com seu perfume gostoso de quentura; assim como também o canto dos pássaros em minha janela, toda vez que a abro para servir como porta-voz de doces vozes melodiosas.
Eu gostaria de guardar cada traço dessas lindas imagens em algo além do que apenas em meu coração, mas uma câmera digital é rápida demais, pois faria com que a missão de capturar o belo fosse ligeira como um trem — e o que desejo é me sentar num canto qualquer desse mesmo trem, (não mais em movimento) e sentir contra o corpo o mesmo vento que não pôde ser pintado naquele trem apressado.
Olho para uma foto que tirei de uma linda paisagem, mas não sinto seu calor.
Olho para a mesma imagem numa tela coberta de tinta e, no mesmo instante, meu coração se aquece.
De imediato...
Posso compreender que meu vento não está no mundo lá fora, ele já mora aqui dentro de mim.
Para fazê-lo sorrir, devo olhar para os únicos palhaços que conseguem pintar dentes reluzentes em meus lábios.
Dito isso, sentada numa cadeira do vagão, olho pela janela e vejo o circo acontecer diante de mim, com apenas a dança da gaivota e o vento seguindo o som do compasso do trem apressado.
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