Sentido

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Se o sentido precisa ser criado, então ele nasce frágil, vulnerável a qualquer ruptura, como algo sustentado por certezas que nunca foram sólidas, e talvez seja isso que torna tudo tão instável e humano.

Eu não tenho medo da dor, tenho medo da ausência de sentido, porque sofrer sem direção é como existir no vazio absoluto, e eu já me perdi vezes demais dentro de mim, mas foi nesse labirinto que encontrei pequenas razões para continuar.

O absurdo é o divórcio silencioso entre a mente que implora por sentido e o universo que responde com um eco vasto, frio e perfeitamente indiferente aos nossos dramas. Diante desse vácuo, a única saída digna é a persistência heroica de quem decide criar a sua própria música em um auditório onde o maestro jamais apareceu para a sinfonia.


- Tiago Scheimann

Existe um tipo de cansaço que não pede descanso, pede sentido e ainda assim eu continuo sem nenhum.

O sentido da vida não é algo que se encontra escondido atrás de uma montanha mágica, mas algo que se inventa todos os dias entre o escovar dos dentes e o apagar das luzes, na insistência teimosa de acreditar que o amanhã ainda tem algo a nos oferecer.

A busca por sentido é uma estrada sem fim onde as paradas são mais importantes que o destino, pois é nos momentos de pausa, contemplando a poeira da estrada, que percebemos que o caminho em si é a resposta que tanto procurávamos em mapas inexistentes.

Mesmo cercado de pessoas e de amor, a solidão é uma companhia eterna. Não no sentido de estar sozinho, mas no de saber que ninguém compreende plenamente o que sinto, o motivo das minhas lágrimas ou a profundidade das minhas dores. Elas são particulares, habitam um lugar onde apenas eu consigo entrar.


As pessoas ouvem falar delas, podem até imaginar o que representam, mas jamais poderão vê-las ou senti-las da forma como eu as vejo e sinto. Minhas dores crônicas são aquilo que mais detesto em minha vida e, ao mesmo tempo, aquilo que está mais presente nela. Nunca me abandonam. Fazem-me chorar, refletir e imaginar como seria existir sem elas.


Às vezes penso que, se não as tivesse, talvez este texto jamais existisse. Talvez eu fosse uma pessoa diferente, com outros pensamentos, outras sensibilidades e outros silêncios. Por isso, gostando ou não, elas fazem parte de quem sou. Não as escolhi, mas aprendi que carregá-las também moldou a forma como enxergo o mundo, a dor e a própria vida.


- Tiago Scheimann

Passei anos procurando um sentido para a minha dor.


Depois compreendi algo ainda mais triste:


Talvez o sentido nunca tenha existido.


Talvez sejamos apenas viajantes tentando convencer a nós mesmos de que a estrada leva a algum lugar, porque admitir o contrário seria pesado demais para suportar.


- Tiago Scheimann

No fim, quem atravessou a própria dor deixa de procurar o sentido da vida. Descobre, com uma melancolia irreversível, que o sentido nunca esteve na ausência do sofrimento, mas na estranha capacidade de continuar respirando depois que uma parte da alma já morreu.

O universo jamais prometeu significado. Foi o homem quem transformou sua necessidade de sentido em uma exigência dirigida ao infinito.

O sentido da vida
é ter o coração
preenchido,
e a alma eterniza
os instantes.

O Natal acontece
para percebermos
que o sentido da vida
não se compra, constrói-se.
E que o Amor é
o melhor embrulho.

O silêncio não é ausência de som,
mas a condição de possibilidade de qualquer sentido.

O que há no mundo de que mais precisaríamos para que tudo faça sentido?


Dinheiro?
Dinheiro é importante para a sobrevivência econômica, sim, de fato.


Mas e os objetos? Casa, carros, utensílios?
Sim, também precisamos morar abrigados, o carro nos ajuda a nos locomover confortavelmente.
São úteis, de fato. Seria hipocrisia não admitir a importância destas coisas.


Mas existe coisa que nenhuma posse pode importar mais nesta vida:


Um pai, uma mãe, irmãos, amigos.
Um sorriso, um abraço.
E claro, o amor que vem e fica.


Por Marcio Melo

Felicidade não é ausência de dor. É conseguir encontrar sentido, afeto e pequenos respiros mesmo quando a vida não está inteira do jeito que gostaríamos.

Pepita

⁠"Até a vida precisa de "tempero"... do contrário, a nossa vida jamais teria sentido!"

"... Até parece que, onde não existe romantismo, a vida não tem sentido!"

A filosofia nasce da decepção e do vazio existencial-O que permite buscar o sentido da Vida-Justamente por isso, os de carreira destacada e estabilidade fácil, raríssimas vezes são pensadores!

O Império da Ignorância e a Busca pelo Eu e o Sentido da Vida Inatingível"
A pergunta que atormenta o mundo e a nós mesmos é quem verdadeiramente somos, já que até o nosso nome foi escolhido por outros e nossa vida virou um amontoado de números, documentos, títulos, cargos e posses materiais — nos transformamos em tudo, menos em nós mesmos. Vestir a imagem e a máscara que a sociedade espera é uma forma lenta de desaparecer, tornando-se um mero personagem da própria história sem saber em que momento tudo começou. A grande maioria sequer é capaz de raciocinar sobre o existencialismo; nela reina a prevalência da ignorância em detrimento da busca do eu, da existência e do sentido da vida. Esse mal, que é a mais pura, cruel e terrível ignorância, mata o sujeito por dentro, mas ironicamente o deixa sob o alívio anestesiado, esvaziado da capacidade de questionar qualquer coisa, inclusive a si mesmo, vegetando como um barco sem velas à deriva.Por outro lado, os poucos que buscam a contestação parecem carregar o sofrimento libertador de quem busca a verdade. Na busca faminta de si mesmos, do porquê da existência e de seus objetivos, vivem em uma lapidação constante e dolorosa, quase uma eterna retrogradação. Buscam uma verdade real do 'eu' que se mostra inatingível neste plano, uma realidade oculta que fomos iludidos a acreditar, fazendo com que muitos nasçam, cresçam e morram sem respostas.Essa verdade absoluta permanece inalcançável aos vivos. Só estaremos de frente com ela após a morte.Diante desse cenário, a verdadeira coragem não está em sustentar a aparência exterior, mas em ousar adentrar em nosso eu para perguntar qual é a própria e verdadeira identidade. Buscar conhecer a si mesmo — sabendo que o que nos faz genuínos é justamente não tentar ser, pois a essência morre no instante em que vira esforço."

Não vivi para acumular vitórias, mas para construir sentido onde antes havia silêncio.