Sempre Respondo com um Sorriso
Teve um fim...
Seria frustrante perder-me em linhas de mágoas e tristezas para falar de fim de relacionamentos dos quais eu mesmo fui o culpado. E daqueles dos quais eu nunca entendi por que começaram e muito menos os porquês do término.
Outro dia encontrei-me com vários pensamentos que determinavam o fracasso de minhas perdas, das quais eu gostaria de nunca as ter vivido.
A verdade é que não houve fracasso, não houve perda, não houve término; essas partes ficaram escondidas no tempo em que o menino não as compreendeu, guardadas ao homem que viria.
Este tempo ensinou-me a amadurecer, ensinou-me flexibilidade às decisões, enquanto o corpo crescia na mesma proporção da alma.
Consegui encantar tantos corações e prefigurar tantos sorrisos, fui presenteado com as emoções de outros, em olhares tão profundos de almas que vi se entregarem aos meus abraços, de vozes que transportavam por meus ouvidos o som das doces palavras que me entorpeciam.
Os livros não teriam tantas páginas a publicar os sonhos marcados por promessas deixadas em cartas, bilhetes e ouvidos, sonhos imagináveis que obedeciam ao sim de aventuras, desejos e malicias.
As horas que se somavam para fazer o tempo ficar curto, criando de forma tão repentina os momentos. Dias que findavam na perspectiva de outros que viriam com as realizações planejadas milimetricamente sem certeza alguma, por conta dos desejos das euforias de beijos trocados.
Hoje sou formado dos pedaços de tudo o que trouxe comigo, sem desejo algum de voltar ao passado, eu não precisaria me remontar, não precisaria me reinventar, sou a criação dos planos concebidos pelos desejos ocultos.
Há tempos não me via, por isso não se apaixonava por mim mesmo.
Aqueles dias em que eu me acordo e não sinto vontade de me levantar voltaram. Eu viro de um lado, viro para o outro e tento dormir novamente. Não consigo. Meu corpo já está saturado de tanto dormir. Mesmo assim, não sinto vontade alguma de me levantar. A fome chega e eu tento calá-la. Não quero me levantar. Não vou. Queria ficar e dormir por um longooo tempo. Queria que o tempo lá fora congelasse e me deixasse ficar aqui na cama o tempo que eu precisasse.
Ela está com um pé lá e outro aqui. Se alguma coisa sair do controle ela pode dizer “Eu já sabia. Isso não me surpreende mais”.
PARCA POESIA
Sou da poesia um arremedo
sou poeta de meros esboços,
sou o vate covarde com medo,
minhas ignomínias vão até o pescoço.
Vão de gavetas escondem meus versos,
meus segredos no recanto do escaninho,
ninguém sabe, ninguém vê,
Por que leriam? Para que?
São relíquias pessoais, meus ais,
não são as trovas do cotidiano,
que por vaidade publico
para satisfazer meu ego insano,
fatuidades remidas do passado,
licenças poéticas de tempo inapropriado.
Só a cama em desalinho é minha cúmplice,
guarda meus sonhos despertos ou não,
sempre me recebe calada na calada,
amanhece em silêncio de voto sagrado,
casta e pura com sua alvura súplice,
consegue ser silente em refrão,
logo cedo é arrumada e alinhada não diz nada,
é apenas em meu peito que reside um libelo,
por guardar algo tão lindo e tão belo,
e até este se cala, não declama e não fala.
Confidencio para as paredes,
pois elas tem muitos ouvidos,
mas são moucas por adrede,
assim não ouvem os meus gemidos.
"....escrevo versos as vezes extraordinários,
mas em geral totalmente ordinários,
sou um poeta comum, pardal e não canário,
meus poemas voam sozinhos,
a procura de um caminho à qualquer ninho,..."
OS DISPOSTOS SE DISTRAEM
Ela gosta de rock, ele de Rap
Ela fuma cigarro, ele um back
Ela frequenta bares, ele vai a bailes
Ela estuda literatura, ele estudou na rua
Ela não se fantasia, ele usa clóvis na folia
Ela recita poesias, ele só fala gírias
Ela é libertária, ele quer uma família
Ela sai à noite, ele sai de dia
Ela quer revolução, ele quer calmaria
Ela é música do Chico, ele é o funk das esquinas
Ela é o avesso incompatível, ele é o verso dessa rima
Ela sacia o desejo, ele a ama todos os dias
NÃO PROCRIE, A HUMANIDADE AGRADECE.
Filhos do meio
Filhos das “selfies” de um fim de semana
Filhos de quinze em quinze dias
Filhos bastardos de pais vivos
Filhos de pais de um futuro próximo
Filhos do tempo e do medo
Filhos do próprio destino e desamor
Filhos da sede, da fome e do sono
Filhos das esquinas e de roupas maltrapilhas
Filhos da ignorância e da hipocrisia
Filhos do abandono de todos os dias
Filhos e irmãos de um legado sem fim
Pais desses filhos: Não mais procrie!
A humanidade agradece
Sinto-me em perfeita quietação e serenidade
Confortada apenas com um olhar
De uma intensidade avassaladora
À desvendar-me por inteiro, morosamente
Em instantes sem fim e continuadamente
Meus pensamentos voam de encontro aos seus
Sem presumir, sem nem mesmo perceber
Você faz parte de mim
Paulatinamente, você me invade
E já faz parte do meu universo particular
Um lugar onde poucos conhecem
Um cantinho reservado para almas reconhecidas
Cheio de anseios, cores, amores e paz
Seja Bem vindo
Um tropa para a vida.
Para mim é muito normal alinhar nas tuas loucuras, elas parecem tão minhas e por mais abesurdas que elas pareçam mais me fazem querer ir até ao fim, assim, sem medo, sem preocupações e depois delas sem culpas. E se algum dia derem errado, sabes bem que qualquer barulho eu assumo e disso não tenhas dúvidas. Sabe-me tão bem ter-te só para mim, ao dormir ou ao acordar, em casa ou na rua, vestido com a tua melhor indumentária ou completamente nu, sabe-me tão bem saber que por te possuir já ninguém o faz. Tu és o meu pecado mais terrível e ao mesmo tempo mais doce. Sei que em ti tenho um tropa para a vida e tu em mim uma mulher para a morte. Sabe-me tão bem ser tua que não penso em ser de mais ninguém.
AUTOPOESIA
Eu não me chamo liberdade
Mas a anseio como necessidade
Meryellen, é apenas um detalhe
Que me nomeia na sociedade
Esse nome incomum de grande significado
Pássaro negro, voa e voa, o mais alto
Buscando horizontes sem medo
Até em dia nublado, cinza e fechado
Gosto tanto dos que são de verdade
Porque os de mentira, são pura maldade
Carrego o bem, sem olhar a quem e admiro a lealdade
Nem anjo e nem demônio, mas tenho dignidade
Olho por vários ângulos, mudo de opinião
Principalmente, se eu não estiver com a razão
Sou um ser em constante mutação
Sou eu mesma em busca de evolução
De várias formas, sou carinhosamente chamada
Maria Helena para os bilíngues e Mery para os de longa data
Me chamam até de Merica, onde na infância fui apelidada
Não me importa como me chamam, só quero ser respeitada
Podemos até querer demonstrar ser aquilo que não somos mas, toda máscara um dia cai e a oportunidade perdida de ser humilde e progredir, torna-se vergonha e gordura intelectual e espiritual dentro de nosso tecido mais profundo.
Tenho que dar um tempo, parar de falar frequentemente e deixar você livre. Mesmo me doendo muito muito muito.
...Oração da noite:
E que você possa parecer uma pessoa normal, ao invés de um apêndice do teclado do seu smartphone, amém.
Vão ѕe paѕѕar várιoѕ anoѕ e eυ aιnda тe aмareι, Então em um dos caminhos que escolhemos, nos esbarraremos novamente. A incerteza é se teremos alguém segurando a nossa mao
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