Semana da Pátria
Quando eu era menino antes de começar as partidas de futebol, lembro, era executado o hino nacional e todos, automaticamente, levantavam hirtos, solenes, mudos, respeitosos. Uma vez teve um que não levantou e foi uma chuvarada de bagaço de laranja sob o grito uníssono de COMUNISTA!!! Não quero aqui discutir essa ou aquela ideologia, citei só pra ilustrar, não me entendam mal, não tenho preferência partidárias, voto só em candidatos. Não sei se isso, essa historia de cantar o hino, ocorria devido ao regime militar da época, não gosto de chamar de ditadura, ditadura qualquer época pode haver. Havia uma certa pureza, talvez, que fomos perdendo.
Cada um trás dentro de si o tamanho exato do lugar onde vive e todo o bem que acredita que ele e seus pares, por amor e justiça, merecem.
Minha alma tem as cores do meu país, nada irá corrompê-la em função do poder ou ganhos materiais. Aliás, o que é material, qual o seu real valor? Prefiro mesmo o valor imaterial da minha alma eternamente limpa.
Na minha fraca e questionável opinião, se apesar dos pesares, no Brasil o povo tivesse 10% do patriotismo que têm o povo dos EUA. Alguma coisa legal, já estaria acontecendo. Pelo menos dentro de nós mesmos.
Antes de uma possível revolta armada em qualquer sociedade doente, necessita, sim urgente de uma revolta unida e amada dos trabalhadores conscientes que realmente amam o lugar que escolheram para viver e o reconhecem como local de luta, pátria e país.
O verdadeiro homem publico e cívico não pensa no detalhe especifico de onde vive mas sim no bem estar geral bem mais amplo por liberdade de toda comunidade que vive e viverá com dignidade entorno dela.
Seu país lhe chama pelo seu coração, enquanto oferecem essa sua cabeça, numa bandeja de honra e ilusão.
O povo brasileiro equivocado por falta de educação, cultura e conhecimento ainda acha que o civismo e patriotismo são virtudes e conceitos nacionais só pertencentes aos militares.
Diante do atual quadro da politica brasileira a sociedade soberana deve rever os antigos, ultrapassados e gastos conceitos de nacionalidade, pátria e brasilidade.
A cultura de um País é seu bem mais valioso.
Os últimos episódios envolvendo acidentes com viaturas da Polícia Militar do Distrito Federal e o trágico óbito no local de um valente guerreiro e herói que, em ato de amor à profissão, prestava seus serviços à comunidade e que mesmo assim foi humilhado, esculachado e denegrido pela população e imprensa local, me trazem uma pequena e triste reflexão: Estamos vendo nascer uma parcela de um povo anárquico, onde as leis não são para eles, uma parcela sem cultura, sem patriotismo, sem amor ao próximo e sem respeito à qualquer coisa. Um povo que está criando a cultura do oposto, de defender o errado, de achar bonito o bandido, que adora ser tachado de vítima, um povo cheios de melindres e direitos umbigais, um povo que cultua o vitimismo e o antagonismo à moralidade, civilidade e bondade.
Ver cidadãos comemorando a morte de uma pessoa que deu a vida para que outros vivessem é muito triste. Ver e ouvir e ver a repercussão nos noticiários que a reunião, em razão da dor, de amigos e colegas de profissão em torno de um dos seus que tombou é algo desnecessário, fútil e corporativista é realmente algo que dói, machuca de verdade. A forças de segurança são tão odiadas assim? Servidores públicos que, sob juramento, se orgulham de proteger e salvar vidas, são tão fúteis assim? Parece que todos querem nos ver mal, mortos, humilhados. Parece que estamos fazendo algo errado. Parece mesmo que estamos num circo onde toda a platéia espera nossa queda do picadeiro, nissa vergonha, nossa morte, para poderem gargalhar, aplaudir e fazerem valer o ingresso.
A mesma parcela que reclama que demoramos pra chegar em uma ocorrência é a mesma que reclama que compramos viaturas mais rápidas. A mesma parcela que odeia blitzes é aquela que grita ao mundo que não vê polícia na rua. Os mesmos que dizem que não vêem polícia por aí, acham um abuso não pagarmos passagem no transporte coletivo. Os mesmos que acham que não podemos parar para um lanche, dizem que nunca viram um PM no comércio local Fotografam se estamos no telefone, filmam se estamos comendo, riem de nossas barrigas (já somos velhos gente), humilham nossos filhos nas escolas, caçoam da profissão que escolhemos e procuram todos as formas de nos denegrir. Somos chamados de burros à bandidos, mas quando a necessidade vem, na hora do apuro é o 190 e 193 que têm decorado em mente pra ligar em caso de socorro. Pra essa parcela trabalhamos com mais afinco ainda, para. mostrar que somos acima de tudo pessoas de bem, que querem o bem e que só praticam o bem.
Mas não desanimamos, fortes ficamos com as críticas, nos encorajamos com as vaias e oramos por ter alguém no meio desse coletivo que nos odeia, que nos estenda a mão e que nos presenteie com um sorriso e um obrigado ao final de cada missão concluída. Isso de uma pessoa vale muito mais que à critica de milhares.
Uma nação comprometida financeiramente tem conserto. Uma nação comprometida com a saúde, dá pra consertar. Problemas na educação, podemos com muita trabalho e dedicação remediar. Mas, um povo sem cultura e sem patriotismo está fadado a derrota, está na iminência do domínio da maldade e da imoralidade.
Se não fossem a religião e as leis com todos os seus agentes, qualquer povo já estaria extinto, pois por aqui parece que torcem pela morte daqueles que dão suas vidas para defendê-los.
Que Deus olhe e interceda por nos, que estamos aqui na terra para olhar, interceder, proteger e morrer por vocês.
Um salve aos Guerreiros e Guerreiras!
Estou de LUTO sim!!!
Estou sentindo vergonha do meu país, me sinto uma péssima anfitriã, pois não temos aqui nenhum serviço de qualidade para oferecer (gratuitamente) aos irmãos gringos. Afinal, não tem nem para nós... Se eles quiserem coisa boa, vão ter que ter grana pra bancar! Ser bom anfitrião assim é fácil, não?
Dane-se a Copa! Não tenho motivos pra gritar gol, se é que vai ter gol...
Gosto de futebol e tenho orgulho do meu país - geograficamente falando - porque politicamente falando eu tenho é NOJO!
E por respeito ao meu povo sofrido (onde eu me encaixo, porém independente disso), não vou gritar gol, não vou vestir verde e amarelo, e nem tampouco gastar um real a mais para contribuir com esse circo onde os "palhaços" somos nós!
Patriotismo pra mim está muito além de pular numa arquibancada com cara pintada. E engana-se quem pensa que protesto começa nas urnas... Nas verdade ele termina lá, pois o começo dele é deixando de se importar com o que não tem importância, pra ter tempo de dar valor ao que realmente vale.
Sejam bem-vindos, gringos! Mas nos desculpem o transtorno... Estamos em reforma para melhor atendê-los!
É natural que em momentos como esse, em que as nações se unem em torno de um objetivo único, o patriotismo se revela como uma corrente que une uma grande família. O importante e, sobretudo, o mais sensato é apoiar essa corrente poderosa e lapidar com sabedoria as arestas cortantes que nos reprimem fora dos grandes eventos. Por fim, melhor do que ter um ponto de vista é ser a vista de um ponto ou ser um ponto de vista.
Ter a cura para uma doença que causa muitas mortes, e cobrar preço alto pela cura, não é um ato de patriotismo.
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