Sem Sentido
Se o poeta disse que amar é um verbo intransitivo
e entre outros adjetivos tem seu sentido completo,
eu te digo que o amor é um tanto quanto relativo,
um sentimento cativo, que não aceita decreto.
Se ele se basta em si mesmo e não pede complemento,
como explicar o aperto que dá no meu coração?
Como entender esse laço, esse doce tormento,
que me rouba o pensamento e me joga na tua mão?
O amor pode até ser livre na teoria da gramática,
mas na vida prática ele é dependente sim.
Precisa de um sujeito que lhe dê a voz exata,
que mude a sua fonética e faça ninho em mim.
Não me venha com a lógica de que o amor é isolado,
pois quando estou do teu lado a regra perde o valor.
O meu amor só é pleno se for conjugado contigo,
no presente do indicativo...
No plural do nosso amor.
Quando a saúde falha e a fragilidade se revela, toda disputa perde o sentido. A única urgência legítima é cuidar, sem holofotes, sem vaidade, sem proveito.
Talvez a maior decepção de existir seja descobrir que aquilo em que depositamos sentido também pode ser aquilo que nos ensina o absurdo de esperar. No fim, a vida não precisa nos destruir; basta nos deixar perceber, em silêncio, que algumas coisas que julgávamos abrigo eram apenas lugares onde ainda não havíamos aprendido a sentir frio. E continuamos — não por esperança, mas porque até a desistência exige uma razão, enquanto o coração, esse velho condenado, insiste em sentir mesmo quando a razão já entendeu.
Eu amo a minha namorada mais não sei fala as palavras pra deixa se sentido a mulher mais incrível do mundo e pra deixá-la segura
Não faz sentido amar o outro mais que a si!
O outro, um dia se vai.
Mas você, o seu EU, mesmo com suas cicatrizes, continuará contigo, ainda que você tenha mudado tanto à ponto de nem se reconhecer mais.
Nessa situação, Ame-se ainda mais!
Se você não for capaz de amar-se em primeiro lugar, espera mesmo que o outro faça isso por você?
