Nos dias mais cinzentos, acordar parecia... Lauriana Alencar

Nos dias mais cinzentos, acordar parecia não fazer sentido. Nada importava e o mundo lá fora perdeu o valor diante da minha dor. Fui engolido pelo medo devastador — e o meu maior medo era simplesmente o de não dar conta diante de tanto sofrimento. Eu me sentia insignificante e carregava o peso do fracasso, preso em um lugar de onde parecia impossível sair. Não era uma questão de não querer sair dali, é que eu simplesmente não conseguia; eu não tinha forças. Eu precisava de algo que me puxasse, que me arrancasse daquele lugar, porque os meus olhos só conseguiam enxergar a dor. Um dia, em meio às lágrimas, eu falei com Deus que, se fosse para viver assim, eu não queria viver, pois não fazia sentido para mim continuar daquele jeito. Foi quando escolhi não desistir e pedi um motivo. E Ele me deu mil e um motivos para estar aqui hoje, para seguir adiante e para lembrar que existe um mundo lá fora esperando por mim.