Sem Sentido

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Quando tudo perder o sentido, é porque está perdido de tanto sentido que você pode escolher e viver na vida.

Toda alma vem ao corpo com um dom, com algo que possui um verdadeiro significado e sentido para viver a vida. Esse dom não é algo que aparece imediatamente, mas sim algo que deve ser descoberto ao longo da vida.

Contudo, antes de encontrar esse dom, é necessário eliminar tudo aquilo que, no fundo, nunca teve a ver com você. Refiro-me às coisas que a sociedade impôs desde a infância, às expectativas e padrões que nos empurraram. Tudo isso forma uma camada de influências externas que, muitas vezes, não correspondem ao que realmente somos.


O que sobrar após eliminar essas camadas de condicionamentos é, muitas vezes, o que tem a ver com o seu verdadeiro eu — o seu dom, o seu propósito. Esse dom, esse sentido, é algo único, que está profundamente ligado à sua essência e ao seu ser.


Não existe dom melhor ou pior, pois cada um tem o seu próprio. Cada pessoa tem sua própria verdade, seu próprio caminho, seu próprio sentido. E esse sentido é o que realmente faz sentido para a sua vida, não importa se esse sentido parece simples ou até incomum aos olhos dos outros. O que importa é que ele faz parte de quem você é, faz parte do seu dom, e isso é o que torna a vida verdadeira e significativa para você.

O sentido da vida depende da vida que se leva.

Minha mente cria, e meu sentimento dá sentido ao que eu criei.

Se não tem sentido, muda o sentido.

Pensamento é criar;
Sentimento é sentido.

O sentido da vida está em tudo aquilo que fazemos por amor.

Quer encontrar o sentido da vida? Viva até o coração parar!

O sentido da morte está em tudo aquilo que você fez e deixou na vida antes de morrer.

Poucos vão entender esse sentido...
Quando alguém morre, eu não fico triste, eu fico alegre, pois a morte está me mostrando que estou vivo, que eu não morro.

O mal não existe, o sentido de mal não tem sentido, e pelo fato dele não existir, de não ter sentido, ele tenta levar o que existe, o que tem sentido, a não existir, a não ter sentido também. Só que não tem como levar o que existe a não existir, a não ter sentido, já que tudo existe, tudo tem sentido. Até quando eu digo que não tem sentido, é um sentido que eu criei.


O mal é apenas uma ilusão da nossa cabeça.

Apenas uma sugestão:


O termo "obrigado" antigamente tinha um sentido de pergunta, algo como: "foi obrigado?" E, normalmente, a pessoa respondia: "não, de nada."


Com o tempo, esse termo foi se transformando e passou a ser usado como um cumprimento ou uma forma de agradecimento. Então, hoje em dia, a gente diz "obrigado" e a resposta costuma ser "de nada."


No entanto, o uso constante e repetido da palavra "obrigado" acaba influenciando a nossa percepção, principalmente de forma inconsciente. A repetição desse agradecimento começa a transformar a palavra em uma ordem, em uma rotina, algo que sentimos que precisamos fazer, quase como uma obrigação. E, sem perceber, acabamos nos tornando "escravos" dessa obrigação de agradecer de maneira automática, sem realmente sentir o significado por trás. Em vez de ser um agradecimento espontâneo, ele se torna algo mecânico, deixando de ser uma expressão livre e natural de gratidão, e se tornando uma obrigação imposta pela própria rotina.

Não faz sentido é um sentido.

O sentido é realizar tudo aquilo que no fundo sente vontade de fazer e viver;


E mesmo que não tenha vontade de nada, é uma vontade que deve buscar realizar.

Questione a angústia;
Questione-se: o que é angústia? por quê? como? qual o sentido da angústia?
Questione até a angústia não fazer sentido nenhum.

O sentido da vida é a própria vida.

Não faz sentido ser indiferente à vida, indiferente ao que acontece, indiferente às pessoas, indiferente ao mundo. A morte, por si só, já faz esse trabalho de indiferença. Ela não se importa com a sua existência, ela te leva sem se preocupar com o que você tem ou com o que você deseja. Ela não pergunta se você quer ir ou não. Então, por que não fazer a diferença enquanto está vivo? Por que não deixar para o mundo o que você tem de melhor dentro de si?

O sentido da vida é a morte. Nascemos para morrer e seguimos em direção a esse destino. Mas o que nos leva até ele são as escolhas que fazemos em vida. Cada escolha gera consequências, e essas consequências se tornam nossas lições.

O que aprendemos ao longo da vida é o que deixamos quando partimos. E, no fim, o que realmente fica não são bens ou conquistas, mas os afetos que espalhamos pelo caminho.

O sentido da minha existência física, em vida, nesse plano, dá pra contar nos dez dedos:

Respirar.
Beber.
Comer.
Procriar.
Olhar.
Ouvir.
Falar.
Pensar.
Sentir.
Fazer.

Todo o resto são só detalhes complementares desses dez sentidos.

Respirar é existir. Beber e comer mantêm o corpo funcionando. Procriar continua a espécie. Olhar e ouvir fazem perceber. Falar expressa. Pensar entende. Sentir dá significado. Fazer torna tudo real.

No fim, tudo se resume a isso. O resto é só variação do mesmo.

Passar, sem esperar nada em troca, é o verdadeiro sentido da vida. Passar, ou seja, dar — dar para o próximo tudo aquilo que é importante em minha vida, tudo o que está guardado aqui dentro de mim. Pois, no final, a morte chega para todos nós, e nada do que eu guardar vai comigo. Por isso, eu te passo essa ideia: para que, quando eu partir, ela viva em você, carregada por aquilo que compartilhei.

É como o ar que trocamos uns com os outros, invisível e essencial, sem a expectativa de receber de volta. Nós o damos sem pensar, apenas o transmitimos, sabendo que ele sustenta a vida, mesmo sem ser visível ou exigido. E assim é com as coisas valiosas da vida — o que compartilhamos permanece, mesmo que de maneira imaterial, e é isso que dá real sentido à nossa existência.