Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício

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Não confundam as verdades. O que é certo é certo, e ponto. Não confundam justiça com vingança. Vingança não serve pra nada, estraga quem sente. Amarga. Azeda. Mas o que é justo, é justo. Às vezes é preciso se entender mais, se respeitar mais. Parar de ser boa só com os outros, e sentir que nós também merecemos. Nós também precisamos. Hoje começo uma nova fase, a fase de ser boa pra mim, também. E eu mereço.

Mamãe, eu não quero ler jornais, mentir sozinho eu sou capaz ...

Meu horizonte

Meu horizonte
não tem limite!
Sigo em frente,
depois do horizonte,
se pegar a estrada,
fico acomodada,
não vou chegar...
Se pular a cerca,
mesmo que me perca
pra fugir do espinho,
encontro o caminho,
vou me superar.

A saudade não tem nada de trivial. Interfere em nossa vida de um modo às vezes sereno, às vezes não. É um sentimento bem-vindo, pois confirma o valor de quem é ou foi importante para nós, e é ao mesmo tempo um sentimento incômodo, porque acusa a ausência, e os ausentes sempre nos doem.

Martha Medeiros
MEDEIROS, M. Doidas e Santas. Porto Alegre: L&PM, 2008.

Nota: Trecho da crônica "Matando a Saudade em Sonho"

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Dorme, minha pequena
Não vale a pena despertar

Toda a parte mais inatingível de minha alma e que não me pertence – é aquela que toca na minha fronteira com o que já não é eu, e à qual me dou. Toda a minha ânsia tem sido esta proximidade inultrapassável e excessivamente próxima. Sou mais aquilo que em mim não é. E eis que a mão que eu segurava me abandonou. Não, não. Eu é que larguei a mão porque agora tenho que ir sozinha.
Se eu conseguir voltar do reino da vida tornarei a pegar a tua mão, e a beijarei grata porque ela me esperou, e esperou que meu caminho passasse, e que eu voltasse magra, faminta e humilde: com fome apenas do pouco, com fome apenas do menos.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

O esqueleto de nossa liberdade plena está pronto. Não lhe falta mais que a substância e as vestes, nós os criaremos.

Dizem que não foi atilho
Nem punhal atravessado
Mas veneno que lhe deram na comida misturado
E chegaram os doutores
E deixaram declarado
Que o morto não se matara
Mas que fora assassinado.

E eis que de repente agora mesmo vi que não sou pura.

Clarice Lispector
Todas as crônicas. Rio de Janeiro: Rocco, 2018.

Nota: Trecho da crônica O vestido branco.

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Você nasceu vencedor. Hoje, vencer não é não cometer erros e falhas, mas reconhecer nossos limites e corrigir nossas rotas.

Augusto Cury
Você é insubstituível. Rio de Janeiro: Sextante, 2002.

As vezes eu me olho no espelho
Sinto medo, medo de mim
Eu não me conheço
Sou esquisito
Sou humano
Uso óculos, como, bebo, fumo e defeco
Mijo
Olho-me no espelho
E esse da-me de volta quem saiu
Eu riu, alto, assustado e engraçado.
Duas longas coisas saindo do corpo: são os braços
Buracos, pelos, peles, nariz ponteagudo
Duas orelhas presas na minha cabeça
Olho os dedos, meus olhos, me assusta.
Falo, sinto emoções e tomo cerveja
Rídícula coisa, ali em pé em frente ao espelho
Eu me vejo de fora
Faço uma abstração mental do que eu nunca vi
Que sou humano, e me vejo. É esquisito.
É realmente esquisito. Procuro-me no espelho
Enão me acho. Só vejo aquilo ali.
Parado. Um monte de carnes equilibradas
por ossos duros que me mantem em pé. Ali
no espelho. Eu sei que não sou aquilo,
e o que sou, o espelho não pode
me mostrar... AINDA... eu não brilho...
ainda...


fornecido por D. Maria Eugenia Seixas 08/90

Nunca ignore uma estrela. Amanhã ela pode te guiar quando tudo não se passar de uma escuridão.

É aquela história: eu tenho paranóia de não dizer para uma pessoa o que eu sinto por ela, e essa pessoa, por algum motivo, sair da minha vida. Então eu sempre falo. Quando eu gosto da pessoa, eu chego e falo assim: “Olha, eu gosto de você pra caramba”. Mas é muito difícil você falar isso. Às vezes, é muito difícil.

Por te falar eu te assustarei e te perderei? mas se eu não falar eu me perderei, e por me perder eu te perderia.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

A felicidade está conosco o tempo todo: nós é que muitas vezes não damos a menor bola pra ela...

Eu estou cansada dessas músicas de amor,
É tudo pura ilusão.
Elas não falam do buraco que você deixou,
Dentro do meu coração.

Eu sei que ainda não entendo,
Minhas amigas falam
Que eu gosto de sofrer
Está cada vez mais velha
Essa história de nós dois
Eu não consigo esquecer

Eu sei você está namorando,
E eu não sei porque não consigo achar ninguém
Pra fazer que nem você.
É que pra mim não é tão fácil
Fingir que eu superei,
Acho que eu não sei mentir bem.
Se não for você, eu não quero ninguém

O tempo passa e as coisas mudam,
Você faz graça e eu prefiro ignorar.
É que não vale a pena
Acreditar sempre em você.
Então eu vou deixar pra lá
Mas agora eu já aprendi
E dessa vez, eu sei que eu não me engano.
Não vou me iludir,
Só vou esperar a gente crescer
Te vejo daqui mais alguns anos

Eu sei você está namorando,
E eu não sei porque não consigo achar ninguém
Pra fazer que nem você.
É que pra mim não é tão fácil
Fingir que eu superei,
Acho que eu não sei mentir bem.
Se não for você, eu não quero ninguém

O que separa a alma do corpo não é a morte, é a vida.

Muitas vezes o que te leva do sucesso ao fracasso
não está nos caminhos escolhidos,
mas na imperícia com que dás os teus passos.
= A tudo cabe um pouco de preparo.

Eu não gosto nunca de nada e gostei tanto de você. É? Droga. O quê? Eu falando de gostar. E daí? E daí que vai acontecer tudo de novo. O quê? Vou sentir demais, falar demais, escrever demais, você vai embora. Agora eu vou embora. E depois? Depois não sei. Tá. Eu ficaria, sério, eu ficaria muito, muito, muito. Eu sei.

Eu confio na minha beleza. Eu não confio é no bom gosto dos outros.