Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício

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A quem darei o novo, espirituoso libreto / ainda há pouco polido com pedra-pomes seca? / Cornélio, a ti, que costumavas / não julgar mal as minhas tolices.

DO MAR

Aqueles de um país costeiro, há séculos,
contêm no tórax a grandeza
sonora das marés vivas.
Em simples forma de barco,
as palmas das mãos. Os cabelos são banais
como algas finas. O mar
está em suas vidas de tal modo
que os embebe dos vapores do sal.
Não é fácil amá-los
de um amor igual à
benignidade do mar.

É que há tantos malvados neste mundo, que nem vale a pena reter aqueles a quem apetece sair dele.

Há mulheres que se encontram à venda e jamais conseguiriam dar-se.

Há sempre coragem em dizer o que todo o mundo pensa.

Sempre há uma saída para qualquer problema, por mais complexo e difícil que nos pareça.

Na terra há lugar para todos.

Há cem poéticas para um poema.

Há o que tem limite e o que é sem limite. A arte é a forma perfeita da consciência destes opostos.

Vergílio Ferreira
FERREIRA, V., Pensar, Bertrand, 1992

Há tantas espécies de pessoas de vinte anos ou de cinquenta anos como há espécies de amigos, amantes ou pais.

Há uma espécie de gratidão mesquinha.

Há aqueles cujos desejos se cumprem. O que interessa é desejar, por mais que nada haja de concreto.

O trabalho está em todo o lado e o sofrimento também: só que há trabalhos estéreis e trabalhos fecundos, sofrimentos infames e sofrimentos gloriosos.

Há homens que hoje crêem pouco ou nada, porque já creram muito e demasiado.

Há uma espécie de prazer na lamentação, e maior do que aquilo que se pensa.

Três mais há neste mundo pelos quais anelam, pelos quais morrem e pelos quais matam os homens: mais fazenda; mais honra; mais vida.

Só há progresso, descoberta, na direção da morte.

Apenas há princípios imortais, visto que, no dia em que um princípio morre, apercebemo-nos de que se tratava simplesmente dum paradoxo.

Onde o homem se apercebe que há um pouco de ordem, supõe imediatamente ser demais.

Há pessoas a quem se tem afeição porque agradam, e outras que só agradam porque se lhes tem afeição. Gosta-se mais das primeiras quando estão presentes e das outras na sua ausência.