Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício
Há beleza nas coisas tristes, e tristeza nas coisas belas.
Às vezes as flores, para obtê-las, é preciso morrer por elas...
Há pessoas que morrem tão dignamente que fazem do último momento o clímax de suas vidas: os mártires cristãos.
Susto
Momentos há que ao caminhar no período noturno sentis que está vindo alguém e na sua direção,e logo tu viras e notas que não há ninguém por trás mais após virar para frente ele aparece e lhe mágoa.
Aquelas brincadeiras que os seus amigos fazem,trancando no quarto e depois tu notas que a sua saturação está alterando,a perda do fôlego é inerente.
As brincadeiras às escondidas sempre acontece algo de ruim.
A maior parte das vezes são as pessoas estranhas que lhe irão ajudar quando frequentares uma zona que nunca tinhas estado lá,apenas não esqueça que a saudação é importante em qualquer lado do país,as pessoas que te conhecem irão afastar-se.
Não leva a sério a pessoa que vem a sua trás e diz "Bu".
[Verse]
Você achou que encontraria
A porta aberta como antes
Hoje há vejo como uma estranha
Poeira que o vento soprou
[Verse 2]
Em meus olhos trazendo lágrimas
E dor amarga como fél
Sinto sua boca na minha
Como um veneno cruel
[Chorus]
Gostava quando éramos um
Mas a magia se quebrou
Agora a noite é um breu
Onde o amor desmoronou
Encontrei só vazio e dor
[Bridge]
Os dias passam lentos e frios
Sem a luz que você trazia
Nossos sonhos viraram rios
Que levam a melancolia
[Chorus]
Gostava quando éramos um
Mas a magia se quebrou
Agora a noite é um breu
Onde o amor desmoronou
[Verse]
Você achou que encontraria a porta aberta como antes
Mas hoje há trancas e cadeados nos meus sentimentos
Como uma estranha poeira que o vento soprou aos montes
Trazendo lágrimas e dor nos meus pensamentos
[Chorus]
Amarga como fel sinto sua boca na minha
Um beijo que um dia foi doce agora me alucina
Toda lembrança agora é só agonia
O amor que tínhamos virou pura neblina
[Verse]
O tempo mudou nosso caminho e nosso destino
O que era certeza virou um desalinho
Brilhávamos como estrelas no mesmo signo
Hoje somos sombras
Meros desatinos
[Chorus]
Amarga como fel sinto sua boca na minha
Um beijo que um dia foi doce agora me alucina
Toda lembrança agora é só agonia
O amor que tínhamos virou pura neblina
[Bridge]
Você acha que pode voltar sem nenhum aviso
Mas eu queimei as pontes daquele paraíso
O vento levou
Apagou o sorriso
Do que restou
Só um eco indeciso
[Chorus]
Amarga como fel sinto sua boca na minha
Um beijo que um dia foi doce agora me alucina
Toda lembrança agora é só agonia
O amor que tínhamos virou pura neblina
Composição Valter Martins
Caminharas e verás
Caminharas e verás que há de notar pessoas sofrendo e outras extremamente felizes,
Caminharas e verás que ao seu caminhar, encontrar pessoas a se gabar, e outras a se humilhar,
Caminharas e verás que há de encontrar pessoas pelas quais lucram antes mesmo de acordar e outras que morrem sem se quer poder ter sentido o gosto de gastar,
Caminharas e verás que algumas pessoas fazem de qualquer coisa teu deus, e outras a dizer que não há se quer um deus,
Caminharas e verás que belas moças convidará tu a se deitar um pouco com elas, assim como verás alguns homens lá ja deitados.
Caminharas e verás que se sentirá cansado de tanto caminhar, por isso notará que há de haver alguns ja sentados,
Caminharas e verás que no início quem cujo chamavamos de grandes amigos, no percurso mais difícil virou teu maior inimigo,
Caminharas e verás que alguns estudantes estavam se matando de tanto estudar, enquanto uns morriam por tentar estudar,
Caminharas e verás que algumas gestantes se encontravam em completa harmonia com o presente recebido, enquanto outras gestantes criticavam o presente, julgando-o que aquilo seria uma desgraça na sua vida,
Caminharas e verás que algumas mulheres com a ajuda de alguns homens construíram grandes máquinas para a melhoria de suas vidas, enquanto outros casais construíram grandes máquinas para exterminar de vez toda sua raça,
Caminharas e verás alguns entes queridos se perder em seus caminhos,
Caminharas e verás que todos que pegaram atalhos se perderam no percurso do caminho desconhecido, já aqueles que seguiriam o próprio caminho há de se encontrar-te sempre consigo,
Caminharas e verás que se sentar um pouco poderá erguer novamente tuas forças para tomar sua caminhada novamente,
Sentará e verás outros tão cansados quanto você caminhando, eles também notaram você sentado em meio ao caminho deles,
Já sentado notará que ao ver todos caminhando, o seu maior pecado foi ter parado.
Tenho tudo que preciso dentro de mim. O risco que há em mim é sobre o desconhecido, ou seja o perigo é constante porém, é possível criar uma harmonia com o desconhecido e assim obtenho a oportunidade de me organizar.
MELHOR COISA QUE FAÇO
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Tem um ditado que diz:
quem com porcos se mistura
Farelos há de comer
Daí optei pela clausura
Pra poder me proteger.
Melhor coisa que faço
Sozinho no meu espaço
Evito me aborrecer!
O QUE ME IRRITA MESMO...
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Há certas coisinhas que acontecem no nosso dia a dia que nos deixam visivelmente irritados: ir ao cinema e ter o azar de sentar ao lado do indivíduo que nos antecipa as principais cenas do filme.
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Ou, então, uma pessoa bem alta senta na poltrona à nossa frente; o mastigado crocante - também no cinema - dos comedores de pipoca ou do ploc-ploc dos chicletes; rangido de porta, nos escritórios, enquanto aguardamos ser atendidos; em casa, apressado para sair, na hora de pôr perfume, a tampa do frasco escorrega, rodopia no chão e vai repousar lá no cantinho embaixo do guarda-roupa ou de outro móvel qualquer; concordar com pessoas que nos pedem opinião, mas que, na verdade, precisam é de apoio moral.
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O que irrita mesmo é subir no ônibus e aguentar, sem poder dizer nada, aquelas pessoas que demoram uma eternidade na roleta pagando a passagem.
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Um dia desses, final de tarde, observei: uma senhora gorda, bem parecida, apresentado sinais visíveis de neurose, aproximou-se da roleta e tentou nervosamente abrir a primeira bolsa.
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Depois dessa, havia aquela bolsinha onde elas guardam moedas. Mexeu, remexeu, e nada de as moedas aparecerem.
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Em cima da gaveta do trocador havia de tudo. Um verdadeiro bazar: amostra de tecidos, grampos enferrujados, pente, botões, sianinhas, carnê do Baú da Felicidade. O que se pudesse imaginar estava ali exposto na mesinha do trocador.
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O tempo foi passando, passando (como é seu costume), e eu me enervando. A essa altura, já me sentia uma bomba. Só faltava explodir. Não demorou muito. Chovia e ainda não me encontrava sequer dentro do ônibus. Muni-me de paciência - qualidade rara hoje em dia - e suportei heroicamente a primeira etapa dessa angustiante maçada.
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A segunda etapa vai do momento em que ela retira a moeda da bolsinha, até o pagamento propriamente dito.
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Não entrarei em minúcias, por questão de brevidade. Bom, depois da longa "lengalenga", pudemos respirar naturalmente. Pensamos nós, passageiros.
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Mas que nada. Aconteceu o inesperado: a bolsa da dita enganchou na roleta e começou o puxa-puxa. Puxa daqui, puxa de lá, e eu sei, gente, que finalmente chegou a minha vez de pagar.
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Meti a mão no bolso para tirar a carteira, tentando ser mais rápido que todo mundo, querendo, com isto, me vingar mentalmente... Não a encontrei. Se não fosse minha timidez congênita, teria feito aquele escândalo.
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Pior do que tudo isso, e já não era pouco, os outros passageiros, saturados pela gorda, não compreenderam meu problema - o roubo da carteira - e começaram a me xingar deliberadamente.
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Essa não! Aí não prestou! Um verdadeiro disparo - de blasfêmias - cruzou no ar, juntamente com bofetes e encontrões. Estava todo mundo ababelado, à mercê do que desse e viesse, quando de repente ouviu-se o disparo de um revólver. Ficamos estáticos, pálidos, mal respirávamos.
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Poucos minutos depois, cada um de nós olhou para a cara do outro, meio sem jeito. Era como se quiséssemos inquirir: - Precisava de tudo isso!? Um pouco mais de calma não teria resolvido a questão? Mas agora é tarde demais.
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O silêncio é rompido pelo autor do disparo, um guarda da Polícia Civil, que falou com aspereza:
- O coletivo está detido e vai agora mesmo para a delegacia!
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Chegamos. O delegado, como sempre, fez perguntas de praxe e no final não deu em nada. Algumas multas, advertências e pronto. Uma história a mais dos propalados transportes coletivos. Fim de linha, fim de conversa!
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1977
