Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício
A boca é um instrumento sagrado, permita que ela transforme em palavras somente o que há de melhor no seu coração. Se não for pra apaziguar, trazer paz e positividade mantenha as palavras nocivas sob a grade do silêncio.
O mal que me cerca, nem sempre é confortante, o desconforto na ginga da vida, há espera de melhoria, num trilho que me domina, barbaridades andam assolar as obras.
Quando somos luzes das cidades e alimentamos almas nada nos vai deitar abaixo,
porque aquele que crê e vive e nisso deposita fé.
Um dia de propostas e de coração recheado de novidades para um dia gritar o quanto custa a liberdade, mesmo vivendo num contexto poético de dramaturgia e eu gosto de trabalhar e estudar e fazer mais.
Um diagnóstico preciso do diálogo que faço, com um pensamento criativo de querer ir para um futuro próximo que pode ser construído na adaptação a adversidades, nelas tiro sempre lições positivas, canalizo energias, penso, e tenho que agir, procurar meios para subsistir, isto é sobreviver, e não viver.
Requer um pouco de sacrifício, paciência e resistência e durabilidade, já que falei de adaptação porque não falar de resiliência é sempre um começo sem fim, um bem maior a cada dia..
Viva a vida! Viva a vida!
Muita gratidão
Pela mão
Misticos Cemitérios -
Tudo em torno é silêncio e solidão.
Junto às sepulturas inda há gente que s’inclina,
buscando ouvir palavras, que em surdina,
os mortos, ao ouvido, lhes dirão – é vão!
Aqui, junto às sepulturas, apenas oração
que o caminho das Almas ilumine,
numa Espiral-de-Fé que as “fulmine”,
elevando-as ao alto em mística Ascensão!
Diáfano silêncio! A Voz-de-Deus
ressoando do Além, Paz vindoura d’outros Ceus,
sombreada por ciprestes e cedros de saudade.
Naquele Espaço-Etéreo há um doce encantamento,
uma Paz Religiosa, um puro sentimento,
Portal-de-Vida que vai da Morte à Eternidade …
Se você pegou o bonde andando há uma parte do trajeto que você desconhece totalmente e se desconhece uma parte não tem competência alguma para falar do todo.
Horas Ociosas -
Há horas que nos vivem
de tristeza e agonia, horas ociosas
que a ilusão nos perpetua! E as Almas sentem
tristes agonias, frias ilusões em horas mortas ...
Alta vai a Alma à hora da morte,
já o tempo, afoito, se lhe esgotou,
já se foi, despedaçada a sua sorte
agoirada por um corvo que ali passou ...
Grasnou! Grasnou! Soturno, austero ...
Noite densa, esvai-se a Luz
e o negro corvo poisa na mormória cruz!
Olhou! Olhou! Sombrio em desespero ...
Tlão ... tlão - no cemitério - não viu ninguém!
E num lento restolhar levanta voo e voa além ...
Do Esquecimento I -
Eu sou o que escrevi,
mas há como esquecer,
a morte, esse eterno adormecer
pode apagar o que vivi ...
A memória é coisa breve,
o esquecimento uma verdade,
que a terra seja leve
a quem parte sem idade ...
Eu sou, fui e hei-de ser,
devo dize-lo firmemente
que nem morrendo hei-de morrer!
Pois sou mais que o esquecimento,
sou mais que o ser que já não é
num eterno pensamento ...
Aquém e Além Morto -
Há em mim
um vazio oblíquo,
sufocante ...
E tudo tão igual, em torno,
em redor ...
Eu tão louco, tão constante
no rasgar da minha dor!
Interrogo-a! Não responde!
E escorre-me um ardor ...
Um calor! Um calor!
Procurar a Vida? Onde?! Onde?!
Calçadas, ruas e vielas,
tudo ausente, tão longe,
tão distante.
E tudo passa em surdina ... tudo!
Nada há. Só silêncio.
Como eu. Calado.
E meu corpo é marcado!
Agruras e lamentos,
estradas sem destino,
cujo o destino é o nada.
Sou eu! Absorto!
Minha pobre e velha estrada!
Meu lívido abandono, sombrio,
meu destino, tão frio,
de aquém e além-morto!
Você é muleta ou você é asas?
Há serviços muleta que resolve um problema.
Há serviços que são asas que resolvem um problema e superam expectativas
Confissão -
Há em mim uma dor que se levanta
atando na minh'Alma muitos nós,
vai a Vida, nasce a Esperança de quem canta,
num canto que emudece a minha voz!
Ai rasgada solidão em triste verso
que a pena de uma ave me deixou ...
Lamento desde o ventre até ao berço
o destino que a vida me guardou!
Cai a Vida como névoa que se esfuma
protegida pela asa alvissima de um anjo,
dor que dor amplia e apruma
levando as penas brancas uma a uma ...
amor, o que há de ser eu sem você?
um girassol preto
um arco-íris sem cor
um navio sem mar
uma vida sem amor.
