Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício

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Eu ando solitário, vivo a vagar
A um caminho que trilho há muito tempo que chamo jornada
Acredito que me leve a algum lugar
Se a vida é finita, sei que um dia esta se acaba
E guando não houver mais vida, cessará o caminho não haverá mais solidão será o fim da jornada.

Me aproximo do teu corpo
como quem tenta voltar
para dentro de si.
Mas há sempre algo errado:
um pequeno atraso entre o toque
e o sentir.
Tuas mãos me encontram
com uma precisão que me assusta.
Como se soubessem de mim
mais do que eu.
E eu deixo.
Deixo que percorram
o que ainda reconheço como meu,
mesmo quando tudo
já parece distante.
Seu toque é a fugacidade que procuro,
no instante que pulo e não me encontro.
Foi a porta de entrada para todos os nossos planos, terminando sempre no frio do teu abraço, embora algum dia fosse calor...

Há outro caminho de regressão, ser um Pagão da Floresta e viver na boemia em qualquer lugar.

Ninguém faz mal ao próximo seguindo a Deus... Mas há aqueles que acreditam e só erguem cruzes.

No Monte

Se há uma verdade a considerar, é esta do "Monte Hermom". Este Monte foi o lugar onde os anjos caídos "200 anjos " fizeram um pacto de morte, de pecado. O pacto foi que tomariam as filhas dos homens para pecarem, dando morte aos homens.

Mas milhares de anos após a morte no Dilúvio, de uma grande parte da humanidade, por causa do pecado. No ministério de Jesus Cristo, há agora um tempo de vida no Monte de Hermom. Jesus subiu a este Monte, tomando, consigo a Pedro, João e Tiago. Ora isto não é religião dos homens, nem mais uma religião do mundo. Isto é antes um momento de vida, um momento de luz, um momento de verdade para a nação de Israel. Israel esperava Um Messias que viesse para lutar e jamais para morrer. Moisés veio e libertou o povo de Israel, mas não lhe deu a verdadeira vida espiritual. Moisés morreu, ele próprio. Mas Jesus morreu e ressuscitou, ele próprio. Elias não morreu, mas entrou em depressão, pedindo a morte, para si a Deus. Mas aqui aparece Jesus, como aquele que vai morrer, mas vai ressuscitar.

É precisamente desse momento, desse acto de Jesus Cristo que é muito falado com Moisés, Elias e Jesus Cristo. O mundo hoje também como o próprio Israel querem e esperam um Messias que não morra! Mas eis o que é falado no Monte. É sobre a morte e a ressurreição, de Jesus Cristo e de todo o povo do Senhor! É falado que a lei não pode salvar ninguém; que maior é Jesus Cristo do que Moisés; e do que o próprio Elias! A lei que foi dada por Moisés, ela era incompleta. Faltava a verdade que era o princípio e o fim. No Monte ouve- se a voz do pai, que dá testemunho do filho. O povo do Senhor tem que ter consciência que para termos vida eterna, é necessário morrer e ressuscitar.

E aqui está o autor e consumador da nossa salvação a falar desta grande verdade, que ninguém no mundo, estava com capacidade de entender. Amém!

⁠“Há quem confunda paciência com fraqueza. Mal sabem que o tempo revela tudo — e quando voltarem, já será tarde: o acesso foi encerrado.”

O Que Vê Antes de Ver, Vê!



Agilson Cerqueira



Há momentos em que me detenho à beira de mim mesmo e me pergunto, sem pressa de resposta: o que pesa mais — conhecer ou preservar-se na ignorância do que se poderia saber?

O conhecimento, quando chega, não vem só. Ele arrasta consigo a sombra do que ainda escapa, do que permanece fora do alcance. Saber, por vezes, é abrir uma ferida ou ferir onde antes havia apenas silêncio. É tocar o limite e, ao tocá-lo, perceber o quanto ainda falta.

Então, por defesa ou a falta dela, ignoramo-nos. Não por ausência de capacidade, mas por uma espécie de pacto íntimo consigo mesmo. Um acordo silencioso onde a incompletude não dói — porque não é nomeada.

Mas ignorar, quando não é escolha lúcida, é também uma forma de permanência. Deixar que as coisas sobrevivam em sua forma mais estreita, protegidas de qualquer expansão que as desestabilize. É um abrigo — mas também um confinamento.

E assim seguimos, entre o risco de saber e o alívio de não saber, sustentando essa tensão invisível onde a consciência, às vezes, avança ... e outras, recua para dentro de si.

Entre o que seca
e o que germina,
há um intervalo
onde eu respiro.


Alguns dias sou raiz cansada,
outros, vento recente
Há presenças que me pedem
com os olhos de antes,
e outras que me buscam
como se eu fosse abrigo


O tempo se dobra,
e eu, estou no vinco
tentando não rasgar
para dar conta de tudo

Há na gratidão uma altivez sublime que o ingrato ainda desconhece.

Há em cada um de nós um território inexplorado; o tempo nos revela ao mundo e desenha, pouco a pouco, o retrato de quem realmente somos.

Há no tempo um poder de revelar prioridades; nos direciona para tudo que nos é vital, deixando amainadas as nossas urgências.

O invejoso se torna coadjuvante na vida alheia; onde há inveja, a vida do outro deixa de ser apenas do outro.

Há quem atravesse a existência inteira sem sair da caverna das aparências.

O Prisma Velado


Um estranho tingido de nuances
tenta ocultar-se sob o peso das dores,
mas há uma claridade que vaza pelas frestas,
teimando em revelar suas cores.


Veste falas ásperas, molda controvérsias,
mentindo sobre a própria essência:
tem o olhar transbordando vida,
enquanto a boca impõe abstinência.


Cuidado, ele assusta.
É caminhar sobre lâminas de vidro;
basta um sopro, uma palavra mal posta,
para que o castelo caia, desvalido.


Inseguro, tropeça no próprio silêncio,
anseia pela escuta, mas recua no umbral.
Há um universo contido nesse peito,
que se veta o direito de ser real.


Brilha, pequena luz, rompe o casulo.
Esconder o sol não lhe faz sentido.
Seja agora, ou em um futuro mudo,
o amor reclama o que foi reprimido.


Essa hesitação cederá terreno
ao que pulsa e, doce, seduz;
uma voz que o retira do ermo
e o convoca, enfim, para a luz.


Não economize a alma, não se limite à razão.
Voe para além do que o medo condiz.
Busque o néctar, o mel, a entrega;
há doçura esperando quem se quer feliz.


O amor não pede licença nem explicação:
ele chega sem alarde, desarruma o porto,
e faz um belo estrago na solidão
dessa sua iludida arrumação.


Poesia de Islene Souza

Há quem brilhe exatamente onde alguém se apagou.

Há sorrisos que escondem noites que ninguém viu.

Despertar.


Acordei há pouco,
Aproveitei e vim
Para dividir com você
O meu sonho.

És verso
Há o barulho do silêncio, na tépida madrugada.
A chuva que rola solta pela areia seca de uma duna em movimento.
O brilho do sol por trás da noite enluarada,
A cantiga nova repelida do firmamento,
As vozes de uma multidão numa cabeça já cansada.
A fantasia na realidade digerida
Transforma em cantos o redondo dessa vida.
Sem fome num banquete já servido,
Gritaria aos milhares se pelo menos um tivesse ouvido.
Indaga-se a renúncia da pena quando faltam letras,
Procura-se a poesia no campo já florido.
Num alarido majestoso colheu a flor solitária de um buquê róseo,

FILHO DO PARÁ



“Ó Pará, há tempos que vim de lá.

Deixei a solidão conduzir-me o coração,

como tua estrela solitária,

que exerce autonomia.

Recordo-me de que de ti herdei a cidadania.

De verdade, eu sou de lá,

da terra do Norte quente,

e tenho apreço por essa gente,

que, em festa, muito contente,

vem hoje se declarar:

eu te amo, meu Pará!

Pois, sou teu filho, sou guerreiro,

sou paraense, brasileiro!”

Tasselo Brelaz

Há um pouco de tudo em tudo que vemos.
Há o barulho do silêncio, na tépida madrugada.
A chuva que rola solta pela areia seca de uma duna em movimento.

O brilho do sol por trás da noite enluarada,
A cantiga nova repelida do firmamento,
As vozes de uma multidão numa cabeça já cansada.

A fantasia na realidade digerida
Transforma em cantos o redondo dessa vida.
Sem fome num banquete já servido,

Gritaria aos milhares se pelo menos um tivesse ouvido.
Indaga-se a renúncia da pena quando faltam letras,
Procura-se a poesia no campo já florido.

Em sílabas mortas o guardião fez moradia.
Trancou a porta e se afogou na água fria.
Sentiu-se imponente sob o sol da manhã

Gotejou lampejos de suplício na tarde vã.
Lutando contra o mundo, soldado único se fazia.
Num alarido majestoso colheu a flor solitária de um buquê róseo,

e presenteou suas lembranças no esquecimento da sua história... (Júlio Raizer)