Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício

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⁠AUTORRETRATO

Demétrio Sena - Magé

Não há como encontrar em mim a sensibilidade que os seus olhos leem no poeta que sou. Quem mora no poeta é alguém mais frio e sem coração do que as pessoas que nunca se camuflaram nos versos. Leia no romantismo dos meus poemas comoventes, algo escrito para convencer a mim mesmo. Veja nas minhas construções literárias que mais encantam pessoas, um desencanto pessoal. Uma incapacidade como indivíduo, para corresponder aos ideais.
Quem conhece profundamente a humanidade, a tal ponto que a interpreta, compreende ou conforta, não é uma pessoa física. É o imaginário em redor da pessoa incapaz de manter o encantamento; a confiança afetiva; o romantismo; a segurança emocional. O indivíduo que mora no poeta é frio; seco; apático; insensível... tenta, em vão, ser o poeta que é... repetir o poeta no sujeito e se apossar do seu predicado... vencer a si mesmo ao se matar como indivíduo, para sobressair-se como entidade... a entidade que se faz amar através das letras... da alma literária... alma de fora... armadura do corpo e da alma que se anulam, porque não podem corresponder aos sonhos que levam às essências longínquas.
Fique apenas com o poeta... com a doce mágica do seu próprio imaginário... e do meu lado impessoal. A pessoa que recheia o poeta é um indivíduo de corpo e vícios... que pelo quanto alimenta o poeta, já se tornou oco... é árido, escarpado e sem graça... é triste, rígido e deserto... é de fácil decepção e com certeza lhe magoaria, no futuro... talvez até o fizesse não muito tempo depois.
Se num futuro imprevisível... por algum descuido seu ou por uma tocaia inadvertida em minha solidão, você vier a me conhecer, antecipadamente me perdoe por eu não ser o poeta... o poeta que sou, mas que voa mundo afora e me deixa no abismo do apenas eu... tão vazio da poesia com que abasteço corações remotos.
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#respeiteautorias Isso é lei.

Inserida por demetriosena

⁠IDADE

Demétrio Sena - Magé

Minha idade melhor ficou no tempo;
não há queixa; confesso ter vivido
e duvido que alguém o tenha feito
com tão pouco; no fundo, quase nada...
Que ninguém amenize o meu outono
sem varanda pra outra primavera;
tive o trono, passei a minha faixa,
guardo velhas lembranças e saudades...
A minh'alma condiz com cada pinta;
cada ruga, sinal, mancha de sol;
toda tinta perdida nos meus pelos...
O que há de melhor na minha idade
é saber que acertei ao não correr
pra morrer dos acúmulos da vida.
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Respeite autorias. É lei.

Inserida por demetriosena

(PIN)GENTES

Demétrio Sena - Magé

Há quem sinta saudades do "não sou coveiro";
de governo que manda "passsar a boiada",
quando a própria boiada não sabe que passa
nem percebe o terreiro sob as próprias patas...
Muitos têm nostalgia das "filas dos ossos",
do tirano que "zoa" enquanto o povo morre;
que propõe um veneno pra "santo remédio"
e um porre de farsas pra calar as mentes...
Multidões de capachos da falácia insana,
da versão desumana de governo "brabo",
querem ter novamente o seu "dono e senhor"...
Os que pensam que pisam como são pisados,
querem anos passados de tormenta e caos;
pendurados nos maus é que se sentem bons..
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Respeite autorias. É lei

Inserida por demetriosena

⁠LUA INTERROMPIDA

Demétrio Sena - Magé

Não há tempo capaz de calar a saudade;
uma falta que nutre um buraco sem fim;
como sei que viver é missão nos imposta,
digo sim ao caminho e faço meu melhor...
Mas não há um só dia sem saudade sua,
na certeza do tempo que não foi bastante
para vermos a lua com todas as fases,
após todas as fases de tantas vertigens...
Foram poucos os anos de colo tardio;
sem aquelas corridas por sobrevivência,
contra o frio, a doença e a fome total...
Seu amor foi o mundo que valeu a pena;
foi a nossa vontade maior de vencer
e viver por mais tempo nossa lua nova...
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Respeite autorias. É lei

Inserida por demetriosena

⁠HERÓI BANDOLEIRO

Demétrio Sena - Magé

Há um chão, mas não sinto sob o pé,
tenho ar e meus brônquios não aspiram;
nem há fé, mesmo havendo no que ter;
os instintos conspiram contra mim...
Eis o mundo, entretanto, caos e treva,
tanta vida e nenhuma em meu olhar,
porque neva em minh'alma solitária
sobre o mar onde o nada faz a onda...
Não há dor nem há gozo, e isso dói;
sou herói bandoleiro em debandada
na vertigem da própria solidão...
Levo sonhos, mas neles, pesadelos;
meus novelos tricotam mil novelas
entre as telas da minha realidade...
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Respeite autorias. É lei

Inserida por demetriosena

Não há nada mais perto de Deus na terra do que um humano ajudando seu próximo, sem pensar em status ou recompensas, simplesmente por amor avida.

Inserida por ironpaulo

Há muito tempo a deriva lutando contra uma mare a qual eu não podia com ela, cansado de remar contra o fluxo da minha natureza, resolvi largar os remos.
Deixando assim a mare me levar em direção ao horizonte, quem sabe por lá exista uma ilha onde possa recomeçar minha caminhada em busca de paz...

Inserida por ironpaulo

A gratidão é tão nobre que acaso tivesse preço não há quem pudesse pagar.

Inserida por prfdanielpierre

No mundo dos negócios não há pior circunstância para um vendedor, do que vender, precisando de dinheiro, neste caso, o produto oferecido valerá o quanto o cliente quiser pagar.⁠

Inserida por prfdanielpierre

No amor não cabe mendicância. Onde há a necessidade constante de atenção para si, ali não existe amor.

Inserida por rosane_pereira_brito

⁠Poder feminino.

Não há nada mais poderoso do que uma mulher que além de ser cheirosa, tem boa oratória, a voz firme e uma preparação de excelência.

Inserida por Ladyadyforever

A dor não tem rosto, não discrimina, não há mudança de aparência que tire a dor da alma.

Inserida por PedrinaAbreu

"ha em mim um lado destruidor(ego) que eu uso pra me defender dos outros, mas não me defendo de mim mesma e assim, esse ego destrói até a mim mesma e minhas chances de ser feliz."

Inserida por PedrinaAbreu

Empatia
Que os duros de coração não menospreze o sofrimento, não há legítima, nem melhor, nem ridículo. Eles são avaliados por graus de causalidade, são indiferentes a sensibilidade e ao sofrimento.
São suficientes em si mesmos, cinzentos e frios...
Fazer isso é tudo que eles sabem para a suas perspetivas dores, são apenas impostores providos de empatia.

Inserida por JRobertoLemos

⁠"Não há sentença que cure o trauma de quem gritou por justiça e só ouviu protocolo."

Inserida por SimoneCarvalhoSantos

Insistência

Há dias...
em que o mundo atravessa...
não com força, mas com desgaste.
com cansaços antigos que não se explicam.

E ainda assim...
Desaba em mim um peso antigo que não consigo decifrar...
mas carrego.
Algo em mim permanece em estado de vigília.

Não é milagre.
Nem fé de vitrine.
É um senso íntimo de direção que se recusa a recuar.
É a escolha silenciosa de continuar
mesmo sem plateia...
é o gesto miúdo de existir quando ninguém nota.

Não aprendi a vencer com medalhas.
Aprendi a prosseguir sem aplausos.
Aprendi a resisti em silêncio.
Aprendi a ser pensamento onde só se aceita barulho.

Meu corpo recua...
mas minha consciência não.
Meu cansaço pesa...
mas não me desliga da busca.

Guardo questões que não se calam...
e mesmo sem respostas, sigo.
Porque viver, ás vezes, é apenas isso:
manter acessa a centelha que o mundo tenta apagar.

Inserida por SimoneCarvalhoSantos

Exceto a morte, não há o que não se resolva pelo diálogo!

Inserida por Mallmith


O Império da Mentira
William Contraponto

O sangue traça o marco da inglória,
Não há justificativa no terror gratuito.
A mentira inaugura uma fase decisória,
Com seu império, grito e bomba dá o veredito.

O medo ergue o altar do comandante,
Que vende paz com pólvora na mão.
Se o inimigo é vago e mutante,
Cabe ao discurso moldar a razão.

A história curva-se ao protocolo,
Entre sanções, promessas e punhais.
E a verdade, enclausurada no solo,
Silencia sob escombros imorais.

Cria-se o monstro em tela e manchete,
Edita-se a fúria com precisão.
A máquina mente, projeta e repete —
E a guerra ganha nova encenação.

Com mapas falsos e dardos verbais,
Assina pactos, escolhe a invasão.
E enquanto lucros fluem dos canais,
O povo sangra sem explicação.

Em salas frias, o jogo é traçado:
Quem morre, quem lucra, quem irá cair.
E a potência, ao engano viciada,
Segue a história que insiste em mentir.

Inserida por Fabrizzio

O Vício Invisível
William Contraponto

O pior vício é aquele que não se vê,
não há marcas no corpo a denunciar,
mas na mente, o jogo cresce em segredo,
e o coração se perde no não-lugar.

Não há suor, nem tremor na mão,
é o silêncio que arrasta a razão,
sem dor visível, mas um abismo profundo,
onde o ser se dissolve em pura ilusão.

A cada aposta, um pedaço da vida,
mas ninguém vê, e ninguém pode saber,
é o vício que se oculta na mente perdida,
como um fogo que consome sem aparecer.

E o pior é que não se sente a prisão,
não há correntes, nem marca a pele,
mas a alma se fecha, sem direção,
e a esperança se esvai, sem que se revele.

Inserida por Fabrizzio

⁠Boneca do Vazio
William Contraponto

Há um corpo que não respira,
com olhos fixos no não-ser.
No colo, a ausência gira
vestida de um quase-viver.

Não chora, mas comove a alma,
não cresce, mas sabe esperar.
É ternura sem ter calma,
é consolo a simular.

Boneca feita de lamento,
de desejo e de negação.
O tempo ali é fingimento,
repetição sem coração.

É culto ao que nunca sente,
fetiche do eterno imaculado.
Negar o real, tão pungente,
por um afeto embalado.

No berço, repousa o espelho
de um mundo que teme sofrer.
Prefere o falso conselho
a ver o amor perecer.

Tão real quanto uma mentira dita,
com olhos que não sabem ver.
É o retrato de uma era aflita
que troca o fato por parecer.

Inserida por Fabrizzio