Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício

Cerca de 629853 frases e pensamentos: Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício

⁠Não há justiça se for ouvido somente um lado da história.

⁠Se o amor não é mais servido, levante-se e vá embora. Se na sua frente não há respeito, imagine na ausência.

O problema nunca foi o poder.
O problema sempre foi o poder sem limite.

Quando não há freio, não há equilíbrio.
Quando não há equilíbrio, não há liberdade.

E sem liberdade, a democracia vira apenas um discurso bonito.

#OFERECIDO

Tal ditado é um conselho...
Não te mostres desolado...
Ha sempre um chinelo velho
Pra um pé doente e cansado...

Se quem você quer...
Não lhe quer...
E quem lhe quer...
Você manda embora...

Encoste no balcão de um boteco...
Tome uma dose de cachaça...
E esqueça das horas...

Não fique se lamentando ...
Se achando rejeitado...
Mas vale beijar um sapo...
Quem sabe, não é mesmo?
Ele vira príncipe encantado...

Só não faça desse vida...
Uma arte de viver...
Ficar só às vezes é bom...
Melhor do que sempre padecer...

Comece se amando mais...
Fazendo mais por você...
Quando a gente mais se ama...
Mais a gente deixa de sofrer...

Tome um banho ...
Se arrume...
Se enfeite...
Se perfume...

Sempre alguém vai te ver...
Quem sabe te querer...
É tão bom flertar...
Sem ninguém perceber...

Se não pegar ninguém...
Ninguém eu perdôo...
Vai querer?
Estou aqui disposto...
Todinho prá você...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#MOMENTOS

Amor imenso que também é cego...
Não há luar...
Não há estrelas...
Não sei o que vejo...
Amar eu posso até à hora de morrer...

Acordo...
E ainda que o caminho me espante...
Ainda que acordar seja
morrer aos poucos...
Amo...

Relembro o que fiz e o que podia ter feito na vida...
Quando o futuro me causa medo...
Todos os meus próprios momentos...
Ilusões e verdades...
Nesse espaço e tempo...

O que só agora claramente vejo...
Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonho...
Nos destinos que não desvendo...
Vou amando...
Meus momentos...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

Meu segredo, escrevo-te como quem confessa ao teclado aquilo que a boca não ousa dizer, pois há em mim uma chama que nunca se apagou desde a juventude, quando teus olhos foram o primeiro altar onde depositei meu coração. O tempo passou, as estradas se multiplicaram, mas em nenhum lugar encontrei descanso igual ao que encontro na lembrança de ti. Talvez sejamos apenas dois prisioneiros de uma memória, talvez sejamos promessa suspensa no tempo, aguardando o instante certo para florescer outra vez. Não sei. O que sei é que, mesmo no silêncio, continuo sendo guardião do invisível que nos une. Há noites em que sinto teu perfume escondido no vento, como se a vida me lembrasse que ainda és a fonte capaz de saciar a minha sede. E se um dia este amor não passar de lembrança, que seja uma lembrança eterna, pois prefiro ser condenado à saudade de ti do que absolvido de te amar.

⁠Em 42 anos, meu coração só soube de amor uma única vez. Não há passado onde ela existe, pois o tempo, diante desse sentimento, perde o sentido. A lembrança de seu sorriso se confunde com o presente, como se estivesse aqui, ainda agora, acendendo em mim algo que o mundo não apaga.

Você foi, e ainda é, o que define o raro. Em meio a tantas vidas que cruzei, foi no seu olhar que encontrei o infinito. E por mais que os anos tenham desenhado sua ausência, meu amor não conhece o esquecimento. Amar você foi como encontrar a essência de todas as minhas buscas — e mesmo que o destino tenha seguido seu curso, você sempre será minha verdade mais profunda.

O que é raro nunca se desfaz, apenas se eterniza em silêncio.

Há dores que não gritam... apenas ecoam no silêncio. Há corações que não batem... apenas cumprem o rito de estar vivos. E há almas que, de tanto sangrar invisivelmente, aprenderam a viver em estado de ausência.

Morrer? Como se mata o que já morreu por dentro? O que foi despido de esperança, esvaziado de fé, consumido pela saudade? O que vagueia entre os vivos, mas pertence ao território dos fantasmas?

Talvez morrer seja um luxo reservado aos que ainda têm algo a perder. Aos que ainda amam, aos que ainda sonham, aos que ainda acreditam. Porque há quem não morra... apenas continue existindo, arrastando o corpo onde a alma já não habita.

E é aí que mora o verdadeiro fim: não no instante em que o coração para, mas no momento em que a vida deixa de pulsar dentro do olhar.

Há amores que não pedem casa, pedem abismo. O nosso foi assim: intenso, especial, mas inabitável. Não por falta de sentimento, mas por excesso de medo. Não por ausência de amor, mas por incapacidade de o sustentar no mundo real. O que existiu entre nós nunca foi pequeno... apenas nunca encontrou chão.

Nós nos amamos no território onde tudo é permitido: na palavra, na promessa, na eternidade abstrata do “para sempre”. Ali, o amor era livre, belo, absoluto. Mas quando se aproximava da vida concreta (do tempo, das escolhas, das consequências) ele recuava, tremia, se escondia. Amar, para nós, não era encontro: era vertigem.

Você me amou sem me escolher. Eu te escolhi sem poder te ter. E nesse descompasso, criamos um laço feito de presença e ausência, de retornos e fugas, de silêncios que gritavam mais do que qualquer declaração. Não foi mentira. Também não foi completamente verdade. Foi sentimento sem morada.

O que nos uniu não foi a possibilidade de ficar, mas a impossibilidade de partir por completo. Eu fui o lugar onde você sentia sem precisar decidir. Você foi o lugar onde eu esperava sem poder avançar. Um amor clandestino não por traição apenas, mas por existir fora do tempo certo, fora da coragem necessária.

E ainda assim, isso não me diminui. Nem te transforma em vilã. Mas nos impede de seguir.

Porque há amores que não adoecem por falta de afeto, e sim por falta de destino. Eles não morrem... suspendem. Ficam pairando como uma música bonita demais para ser interrompida, mas dolorosa demais para ser repetida.

Talvez seja isso que fomos: um amor real demais para ser esquecido, e impossível demais para ser vivido. E amar assim é belo, mas ninguém mora no abismo.

Quando ensinar já não basta

Há dias em que a escola pesa mais do que a mochila dos professores em semana de avaliações.
Não por causa das aulas. Nem das provas. Nem da burocracia, embora ela exista e cresça a cada ano. Pesa porque, em algum momento, ensinar deixou de ser apenas ensinar. Hoje, espera-se que o professor seja gestor de conflitos, mediador familiar, psicólogo improvisado, agente social, produtor de relatórios, alimentador de plataformas, responsável por índices, motivador permanente e, de alguma forma, o último elo de uma corrente que começou a se romper muito antes de sua chegada. Tudo retorna ao professor. Se o estudante aprende, cumpriu sua obrigação. Se não aprende, pergunta-se o que o professor fez, ou deixou de fazer. Essa lógica revela uma das maiores distorções da educação contemporânea: individualiza-se a responsabilidade por um problema que é estrutural.
Nesta semana, sentei-me diante de um estudante do sexto ano que não lê. Não escreve. Não domina habilidades que deveriam ter sido construídas nos primeiros anos da escolarização. É educado, prestativo, participa, tem vontade de agradar, mas a linguagem escrita ainda não lhe pertence. Foi nesse momento que a palavra "avaliação" perdeu o sentido. Como avaliar alguém que não consegue acessar aquilo que é condição para realizar a própria atividade? Que nota representa essa realidade?
A escola, então, oferece caminhos conhecidos. Recuperação. Nova oportunidade. Trabalho substitutivo. Mais prazo. Mais uma atividade. Mais uma tentativa. O RAV. Até que, quase sempre, chega-se ao mesmo destino: a aprovação. Não porque as dificuldades desapareceram, mas porque o sistema precisa continuar funcionando.
É uma engrenagem curiosa. Cobra-se do professor uma avaliação criteriosa, instrumentos diversificados, registros, evidências e lançamento de notas. Ao mesmo tempo, espera-se que os resultados finais não contrariem o fluxo esperado. A avaliação precisa existir, mas suas consequências nem sempre podem existir. Talvez seja por isso que tantos professores experimentem a sensação de correr sem sair do lugar.
O sociólogo Zygmunt Bauman escreveu que vivemos tempos líquidos, marcados pela fragilidade dos vínculos e pela dificuldade de sustentar compromissos duradouros. A escola não ficou imune a essa condição. A responsabilidade pela aprendizagem tornou-se cada vez mais difusa. Quando tudo é responsabilidade de todos, frequentemente acaba não sendo responsabilidade de ninguém. E, no fim, sobra para quem está diante da turma.
Também me vem à memória Paulo Freire, quando afirmava que ensinar exige rigor metodológico e compromisso ético. Curiosamente, quase sempre lembramos apenas da palavra "amor". Esquecemos do rigor. Ensinar também exige reconhecer quando uma aprendizagem ainda não aconteceu. Fingir que aconteceu não é inclusão; é apenas adiar um problema que se tornará maior no ano seguinte.
Há algo profundamente injusto nisso. O estudante é privado de um direito fundamental: aprender. O professor é privado da possibilidade de avaliar com honestidade. A família, muitas vezes, acredita que a aprovação significa desenvolvimento. E a escola produz documentos que atestam competências que, na prática, ainda não existem.
Não escrevo estas linhas porque acredito que reprovar resolveria o problema. Não resolveria. Mas aprovar sem garantir a aprendizagem também nunca resolveu. Entre essas duas margens existe um vazio que temos insistido em chamar de política educacional.
Enquanto isso, seguimos preenchendo planilhas, lançando notas, organizando recuperações, respondendo questionários sobre estratégias, justificando ausências, explicando conflitos que nasceram em segundos e tentando provar, diariamente, que estamos fazendo o suficiente.
Talvez a pergunta mais incômoda não seja por que tantos estudantes chegam ao sexto ano sem ler. A pergunta é outra: em que momento nos acostumamos com isso?
Talvez seja esse o maior retrato da crise educacional. Não a existência do problema, mas a naturalidade com que passamos a conviver com ele.
Há dias em que a escola não cansa apenas pelo excesso de trabalho. Ela cansa porque obriga bons profissionais a escolher, diariamente, entre registrar a realidade ou alimentar a ficção de que ela já foi transformada.
E essa talvez seja uma das violências mais silenciosas da educação brasileira.

Há dias em que a escola não cansa apenas pelo excesso de trabalho. Ela cansa porque obriga bons profissionais a escolher, diariamente, entre registrar a realidade ou alimentar a ficção de que ela já foi transformada.
E essa talvez seja uma das violências mais silenciosas da educação brasileira.

A vida não anda para trás

Há pessoas que passam anos olhando para o passado, tentando descobrir em que momento tudo mudou. A verdade é que a vida muda todos os dias, em pequenos detalhes que quase nunca percebemos.
O tempo não nos pede autorização para seguir. Ele simplesmente segue.
Por isso, maturidade não é viver sem saudades. É aprender que algumas lembranças merecem ser visitadas, mas não habitadas.
Quem transforma o passado em moradia deixa de construir o futuro. Quem o transforma em aprendizado leva consigo apenas o que ajuda a crescer.
A vida nunca exigiu que esquecêssemos. Ela apenas espera que continuemos caminhando.

Pepita de Oliveira

O tempo não leva tudo

Dizem que o tempo cura.
Talvez ele cure algumas dores.
Mas há feridas que não desaparecem.
Elas apenas deixam de comandar a nossa vida.
Curar não é esquecer.
É conseguir lembrar sem que a lembrança continue sangrando.

Pepita de Oliveira

CICLO DO PÓ

Do pó ao poder
Do poder ao pó
Não há para onde correr
Pois o ciclo termina no nó.

O rei e o mendigo
São tão iguais,
Calçada, castelo e abrigo
Futuro pó e nada mais.

Pó que vida se forma
Sonho que o sonho sonhou,
Vida que ao pó retorna
Pois termina onde começou.

Do pó à vida
Da vida ao pó,
Não há outra saída
Pois o ciclo termina no nó. (pó)

⁠Onde há privilégios, não há justiça, apenas prejuízo.

Não há coincidências e nem acasos, isto pelo fato de se ter alguma origem que resulte em algum efeito proporcional e até correspondente, isto é, ao se agir de modo positivo ou negativa, o que virá posteriormente é o efeito do que originalmente tenha sido plantado como semente no solo fértil do livre-arbítrio.

Há perguntas que não existem para serem respondidas. Existem para nos transformar enquanto as carregamos.

⁠O amor físico na qual reina a cumplicidade, não há sombra de dúvidas; É atemporal, ou seja , incondicional.

Não há dúvida. A coação atrelada à dependência financeira, é a mais cruel de todas as violências praticadas desde o pretérito ao contemporâneo.

120126

Há pessoas que, mesmo diante de males e absurdos explícitos, não se tornam empedernidas.