Selvagem
Nenhum saber esta livre da corrupção. O poder politico faz ciência ser selvagem, como cientistas e mestres se transformarem em bestas feras.
Bastante voltar a uma vida selvagem, que todos seriam totalmente libertos, sem leis para proteger os que se tornaram CANALHAS vivendo sendo produtos do meio, e assim voltaríamos a ser somente humanos e de verdade, sem estarem presos a cadeados mentais impostas por dogmas religiosos, que também tem os seus e precisam de dinheiro,pois incentivando a terem mais que o necessário, mataram a necessidade de procurar ser mais o que ele não compra.
Todos os dias luto uma batalha para domar minha natureza selvagem. Todos os dias tento vencer minha versão preguiçosa, reclamona e desleixada. Tento ser melhor a cada dia; há dias em que venço e dias em que sou vencido.
Seja apenas você
“Não tente domesticar aquilo que em si mesmo é vadio ou selvagem demais para os outros e nem os julguem por tal ação, talvez eles sejam apenas mais um personagem na famosa alegoria da caverna de Platão.”
O POMBO E O GATO SELVAGEM
Quando as nuvens negras envolvem o sol
as pétalas das flores perdem o brilho
e os passarinhos deixam de cantar.
Ao som do murmúrio monótono das águas da cachoeira
a noite estende seu manto negro sobre o último raio de luz.
Os bichos se escondem em suas tocas,
os pássaros se ajeitam em seus ninhos,
no silencia da mata ouve-se o arrulhar de um pombo
assustado, Imobilizado no galho de uma frondosa figueira.
Tomado de pavor, o mesmo percebe o gato selvagem que se
aproxima quebrando as folhas secas derrubadas pelo vento
da última tempestade.
O felino se vai. O lobo se aproxima
uivando para a lua que se exibe numa janela aberta no céu.
Como miragem noturna o canídio desaparece entre as
sombras e o pavor se rende ao sono.
Instintivamente os pássaros esperam por um novo raio de
luz no alvorecer de mais uma manhã de primavera.
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(Do livro, "Contos e Prosas 2023, de Laércio J Carvalho".
Site de Vendas: https://agbook.com.br/book/523000--CONTOS_E_PROSAS_223
Devaneio neurodivergente
Quando eu era criança, me imaginava como um cavalo selvagem, galopando livremente pelos campos da existência. O vento, cúmplice silencioso, acariciava minha crina, e meus cascos batiam em compasso com o pulsar da terra.
Naqueles devaneios, eu era mais do que carne e osso; eu era a própria essência da liberdade. Acreditava que, um dia, me desvencilharia das rédeas invisíveis que a vida impõe. Sonhava com a plenitude de correr sem amarras, sem medo, sem olhar para trás.
Mas o tempo, esse sábio implacável, me ensinou que a liberdade não é um galope desenfreado. Ela reside na consciência de nossas próprias limitações, na aceitação das rédeas que nos moldam. O erro, esse fiel companheiro, também tem seu papel: ele nos forja, nos humaniza, nos conduz à sabedoria.
Hoje, olho para trás e me pergunto: será que sou o cavalo selvagem que idealizei? Talvez não. Talvez a verdadeira liberdade esteja na compreensão de que somos todos cavalos, às vezes domados, às vezes indomáveis, mas sempre parte desse vasto campo de possibilidades chamado vida.
E clichê dizer que o amor dói, mas a vida me mostrou que ele e selvagem e temido pelos que não sabem lidar com algo tão intenso, e selvagem pois sempre queremos proteger quem amamos mas ao mesmo tempo e sufocante ao ponto de tirar nosso próprio conforto mental e físico, por isso e intenso porque mesmo sabendo disso tudo sentiremos falta da ausência dele.
O amor, em sua essência mais pura e selvagem, é como uma tempestade que varre tudo ao seu redor, uma força irresistível que arrasta os amantes para um universo próprio, onde as regras do cotidiano deixam de ter sentido. Há algo de inquietante em amar assim, com intensidade desmedida, onde o desejo de estar juntos transcende o simples estar, e a distância provoca um vazio insuportável. Quando os corpos se encontram, o mundo ao redor se apaga, e o tempo parece suspenso em um momento eterno de paixão. É um encontro não apenas de pele, mas de almas, onde cada toque carrega um significado profundo, um laço invisível que se reforça em cada suspiro compartilhado.
Há uma beleza estranha em cultivar esse amor, como se fosse uma coleção de momentos, gestos, e olhares que merecem ser eternizados. A maneira como ela sorri de canto, ou como veste sua camisa com a despreocupação de quem se sente em casa dentro do coração do outro. E, ainda assim, há uma sensação de perigo no ar. Amar com tal profundidade é expor-se à vulnerabilidade, à entrega completa. Confiar torna-se um risco maior do que simplesmente partir, pois ficar exige coragem, exige a aceitação de que o amor, como a vida, é incerto e por vezes caótico. Mas é justamente nessa incerteza, nesse caos, que reside o fascínio.
No fundo, o desejo que arde nesse amor é de viver intensamente, sem amarras, sem medo das consequências. Não se trata de ter cuidado, mas de abraçar os estragos, de se lançar em uma paixão que consome e transforma. São noites regadas a vinho ou uísque, festas que acontecem não em lugares exóticos, mas na intensidade de estarem juntos. A mistura dos dois, como tequila e uísque, cria algo explosivo, uma química que transcende o mero físico e se torna visceral, quase psíquica. É um desejo que se manifesta em todas as formas — no toque, no olhar, nas palavras não ditas. E, enquanto estão juntos, o resto do mundo deixa de existir. São apenas dois corpos, duas almas, fundindo-se em algo mais profundo, mais intenso, que desafia qualquer tentativa de explicação ou racionalidade.
A espiga dorme
enquanto o vento
selvagem embala
seus cabelos
pés que não caminham
alinhados à beira da estrada
balançam parados
depois o verde amarela
as espigas são arrancadas,
uma a uma, ou ceifadas.
― tempo de colheita ―
começa a transformação.
Nossa mente é como um cavalo selvagem, carece de adestramento. Uma mente educada é fácil ser domada e dizer a ela que precisa ser obediente. Em outras palavras: “Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo.” II Coríntios Cap. 10:5. Disciplinar a mente não é tarefa fácil, mas com um pouco de paciência e perseverança teremos êxito.
O Abrir da Porta
É noite e eu estou sozinho no quarto
o vento uiva como um cachorro selvagem
regozijando segredos incontáveis.
E a lua, inquieta
mexe-se entre nuvens
Fecho os olhos, e o mundo se dissolve.
Com um toque sutil da chave a girar
meu coração menino estremece, ansioso
a fechadura rende-se, sem resistência
como a noite se entrega ao amanhecer.
Então abro os olhos
Pra ver você entrar.
✍️
"Ela é animal selvagem,
camuflada no meio da paisagem,
somente ataca quando está com fome ou pra se defender."
***
AMADORISMO SELVAGEM NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Democracia sem liberdade é oceano sem águas profundas; céu vazio, sem estrelas vivas; natureza que nunca fecunda. Estrelas sem brilho a pulsar, flores sem néctar divino, pétalas sem graça ou cor; um jardim sem destino. Arrebol sem policromia, justiça sem defesa ou voz, coração sem seus ventrículos, silêncio que nos deixa isolado, chuva sem gotas que caem, seca que rouba a esperança. Democracia sem liberdade, é governo que nos cansa. Tirano, bruto, arbitrário, sem ética ou devoção; transforma sonho em escárnio, oprime uma nação. Liberdade é essência, é alma do povo que avança; sem ela, a democracia perde o nome e a confiança.
Fazer administração pública não é tarefa fácil para curiosos. Amadores devem permanecer distantes da gestão pública. O ato de administrar exige foco, dedicação, compromisso comunitário e eticidade. As ações de políticas públicas precisam atender plenamente a todos os destinatários dos serviços públicos, especialmente os pagadores de tributos — os verdadeiros protagonistas do sistema. A ruptura da normalidade institucional pelo próprio gestor público é clara manifestação de rebeldia ao sistema de comandos. As ações do poder público só se justificam quando simétricas à finalidade social a ser alcançada. Opressão, indústria do ódio, desinformação e boçalidade são sinais inequívocos de fraqueza e de ausência de fatores que enobrecem a função pública.
Intenso, selvagem, livre, impulsivo, caótico, direto, corajoso, intuitivo, resiliente, sensível, apaixonado e emocional. Emocionado, mas não com todo mundo, nem em todo lugar. Não carrego o peso do desinteresse, então exploda de amor. Gente rasa é um verdadeiro nojo.
que o sigilo do encanto
envolva o meu no seu
e o instante acalme o desejo
dessa selvagem vontade
de estar e ficar com você.
O instinto selvagem se alimenta da inocência dos que são puros e sem maldades, a inocência é alimento para os que são selvagens, a natureza do selvagem é capaz de eliminar qualquer ser que não tenha o mesmo instinto.
Humanidade Bestial
Sinto-me um animal selvagem
Regido pelos instintos, que são mais desejos.
Sem nenhuma explicação à parte.
Acordo, vivo mais um dia.
Na pouca hora vaga que tenho,
Procuro sanar meu Instinto...
Sem saber o porquê desta humanidade,
Revivo um fugaz momento de felicidade.
Mas tal relampejo de sentir,
Que alegra e mortifica, porque
Sem razão alguma de ser assim,
Mais me mostra que o homem
É mais animal que os animais.
Porque, mesmo com consciência,
A bestialidade aflora em sua essência.
14/04/2024
