Seguir
A forma mais
digna de
enfrentar
o medo é
seguir
em direção a um
objetivo,
mesmo quando
a vontade é recuar.
"A internet inverteu a lógica: antigamente buscavam-se os inteligentes para seguir; hoje, quanto mais idiota é o indivíduo, mais ele atrai outros idiotas para segui-lo."
Seguir em frente nunca foi sobre apagar pegadas na areia como se o mar tivesse vindo com a missão de me inocentar da minha própria história. Não. Seguir em frente, eu descobri, é olhar para cada marca que ficou e dizer com uma calma quase desconcertante: você existiu, mas não manda mais em mim. E isso… isso é um tipo de poder silencioso, daqueles que não fazem barulho, mas reorganizam tudo por dentro.
Eu escrevi demais. Meu Deus, como eu escrevi. Parecia que cada palavra era uma tentativa desesperada de dar forma ao que eu sentia, como se organizar frases fosse o mesmo que organizar o coração. E eu chorei… chorei como quem rega um jardim que já não tinha mais raiz viva. E sonhei então, nem se fala. Sonhei tanto que, se sonho pagasse aluguel, eu já teria uma mansão emocional mobiliada com expectativas irreais. Só que eu sonhava sozinha. E essa é a parte que a gente demora para admitir, porque dói menos romantizar do que reconhecer a solidão dentro de algo que a gente chamou de amor.
E no meio desse excesso de tudo, eu fui me perdendo de mim. Porque quando a gente ama demais sem retorno, existe um risco silencioso e perigoso de se diminuir para caber. De negociar limites, de aceitar migalhas com cara de banquete, de se tornar… menor. E eu sei, com uma clareza que só vem depois, que eu não caberia ali. Não porque eu não fosse suficiente, mas porque aquele espaço nunca foi feito para me receber inteira. E quando a gente tenta se encaixar onde não cabe, a gente se dobra. E se dobra de novo. Até quase desaparecer.
E aí veio a escolha mais difícil e mais libertadora: escrever tudo e enviar. Não guardar, não suavizar, não transformar em poesia bonita para consumo próprio. Entregar. Colocar para fora, como quem finalmente solta uma mala pesada depois de uma viagem longa demais. E a resposta… ah, a resposta. Ela não foi mágica, não foi romântica, não foi aquilo que uma versão antiga de mim esperaria. Mas foi exatamente o que eu precisava no agora.
Porque ela encerrou.
E às vezes, o maior ato de amor que alguém pode nos dar é justamente mostrar que importamos e que nos considera especial. Porque apesar de nada mais existir entre ambos, existe o respeito pelo que foi vivido.
Foi ali que a serenidade começou a nascer. Não aquela alegria explosiva, mas uma paz mais quieta, mais madura. Uma dor diferente. Uma dor que não fere, mas ensina. Que não prende, mas organiza. Eu consegui olhar para tudo que vivi e reconhecer: foi pouco, foi breve, foi quase nada… mas dentro de mim virou tanto. E isso não me faz fraca. Me faz humana.
Eu inventei versões, criei histórias, ampliei gestos. Transformei fragmentos em universos inteiros. E tudo bem. Aquela era a minha forma de sentir, de tentar dar sentido. Mas hoje eu não preciso mais sustentar essas narrativas. Eu posso guardar tudo isso como se guarda uma relíquia antiga: com respeito, com cuidado… mas sem uso.
Essa ideia de almas que talvez não tenham se encontrado no tempo certo é bonita, eu admito. Tem um charme quase poético pensar que em outra vida poderia ter sido diferente. Mas a maturidade chega e sussurra uma verdade simples: é nesta vida que importa. É no agora. E o agora não tem espaço para fantasmas bem alimentados.
Então eu guardo. Coloco tudo naquele baú empoeirado, lá no fundo, naquele porão interno onde ficam as coisas que já foram importantes, mas não são mais necessárias. Não jogo fora, porque fez parte de mim. Mas também não deixo na sala, ocupando espaço, interrompendo o presente.
Porque o presente… ele exige presença. E eu tenho alguém ao meu lado agora. Uma história real, construída, imperfeita e viva. E talvez o maior aprendizado de todos seja esse: amar de novo, não como quem repete, mas como quem evolui. Amar com mais consciência, com mais limites, com mais verdade.
No fim, se libertar nunca foi sobre o outro. Nunca foi sobre fazer alguém entender, mudar, voltar ou sentir. Foi sobre eu parar de me prender. Foi sobre escolher não continuar sentindo algo que já não tinha para onde crescer.
E essa escolha… ela muda tudo.
Se você ainda está aí, segurando algo que já acabou, eu te entendo. Mas chega um momento em que continuar sentindo vira uma forma de não viver. E viver, minha querida, exige coragem.
Eu escolhi viver.
Reflexões:🦉 PersistenteUma breve reflexão sobre o poder de seguir em frente — mesmo quando se é apenas… mediano.Nem todo destaque vem do talento. Às vezes, o que nos leva adiante é a calma de quem recomeça, a paciência de quem tenta outra vez, e a fé silenciosa de quem não desiste.Não sou alto nem baixo — tenho estatura mediana.
Nem bonito, nem feio.
Nem inteligente, nem burro.
Nem simpático, nem chato.
E por aí vai…sou mediano em quase tudo, acho.Mas há uma coisa em que estou acima da média.
Bem acima, acho.Sou muito persistente!Paciência, insistência, recomeço…
Essas coisas — e outras tantas — moram dentro da persistência.Quando me proponho a fazer algo, é bem provável que consiga.
Na persistência mesmo, já que sou um mediano.E talvez seja justamente por isso, que acabo conseguindo boa parte das coisas que me proponho a fazer.Alguns dizem que sou é apenasum TEIMOSO!
Nada mais que isso, dizem.
Paciência.Afinal, a teimosia é, talvez, apenas a definição pejorativa... da persistência.Persistir, no fim das contas,
é o jeito que os medianos encontraram de tocar o extraordinário.Clovis G.A. Macedo
Seguir a manada, é confortável. Nadar contra a corrente tem um preço que nem todos estão dispostos a pagar.
Nada que te obrigue a seguir alguém, fazer algo ou ser de um jeito pode ser tratado como único.
O livre árbitro que nos foi dado desmerece qualquer imposição absoluta aos seus próprios pensamentos e escolhas.
Viver de verdade e tomar controle de suas próprias vontades sem ser dominado pelo outro.
Tomei, segui, consegui;
Tomar é passar a ter o propósito,
seguir é situar no propósito,
conseguir é alcançar com o propósito;
Visão contrária de: Vim, vi, venci.
Limites não são restrições, elas são medidas onde você se estabelece para o fim de seguir, não quebrar/burlar; aleatoriedade é falta de limites. Limites são bases da conduta.
Seguir Jesus não é sobre emoção. É sobre decisão. É escolher o certo quando o errado é mais fácil. E confiar, mesmo quando o céu parece mudo.
Quando a vida não pega leve, e devolve tempestades a quem só ofereceu abrigo, resta seguir.
Porque nem sempre o mundo tem o mesmo cuidado que carregamos no coração. Nem sempre recebe com carinho quem vive distribuindo afeto.
Mas ainda assim, há uma beleza silenciosa em continuar: seguir sendo luz, mesmo depois da escuridão,seguir sendo abrigo, mesmo conhecendo o frio; seguir amando a vida, mesmo quando ela esquece de ser gentil.
E talvez a verdadeira coragem seja essa: não deixar que a dureza do caminho roube a delicadeza da nossa alma.
Não existe mais
Mapinguari
morando no mato,
Mesmo assim
é preciso seguir
com cuidado
nesta vida;
O Bicho-Preguiça
continua útil,
se seguir preservado.
Os tempos mudaram
definitivamente...
Só sei que existe
mais de um
Mapinguari
por todos os lados,
E não têm mais idade
e as línguas deles
estão sempre afiadas.
Os tempos são outros...
O Bicho-Preguiça
traz o melhor ensinamento:
O convívio não
pede enfrentamento
com Mapinguari de qualquer tipo.
Os tempos de hoje pedem que
não seja dado mais nenhum espaço.
Quando um Mapinguari surgir
para provocar ou mentir,
é só mudar o seu caminho,
fingir que escuta,
deixar falando sozinho
ou comece a ler um livro.
Só não deixe o Mapinguari
continuar enchendo os seus ouvidos.
Cada Conselho da Lia do Itamaracá
Para seguir na Ciranda
da vida continuo ouvindo,
cantando e cirandando
com cada conselho
da Lia de Itamaracá,
Por ontem, hoje e sempre
agradeço e fiz o juramento
de nunca parar de cirandar
com as forças da Natureza
para sempre firme continuar.
Adobe sob Adobe
com a força Moche
se reconstruir,
confiar em Ai-Apaec
no caminho a seguir.
Aprender a elucidar
esta cosmovisão
para entrar em conexão
e discernir o quê é de caos
daquilo que é de ordem. .
Seja em noite ou dia
de céu aberto nas Huacas
do Sol e da Lua ter
ao alcance das mãos
tudo o quê nos aproxime
do Universo e o sublime.
27/10
Não interfira
no destino
de quem você
não têm condições
de seguir pelo
mesmo caminho.
...
27/11
Conheça a realidade
antes de querer
fazer para dela,
e depois não ter
argumentos
para se justificar.
..
27/12
Se a sua mensagem
não for de paz,
Calar é o melhor
que você faz.
