Seguir
No centro da Avenida Brasil, cruza um cão sujo e faminto! Seguir pela direita ou pela esquerda depende da ração e mimo oferecido!
Para ir para o inferno, você não precisa fazer nada. Basta seguir o próprio coração.
A Bíblia não nos ensina a seguir o coração, mas a submetê-lo a Deus.
O coração humano, entregue a si mesmo, é enganoso e inclinado ao pecado.
Por isso, quem vive apenas pelos próprios desejos caminha para longe da vontade de Deus.
O maior engano desta geração foi acreditar que o coração é um guia confiável.
A Palavra de Deus diz que ele é enganoso e corrupto.
Quando o homem faz da própria vontade sua bússola, inevitavelmente se afasta de Deus.
A salvação nunca esteve em seguir a si mesmo.
Ela está em negar a si mesmo, tomar a sua cruz e seguir a Cristo.
Não siga o seu coração.
Submeta-o ao Senhor.
Gosto de escrever com liberdade no pensamento. Seguir a livre associação. Colocar para fora as angústias pelas palavras.
A arte perdida de seguir em frente sem explicações.
Apenas siga e deixe que as pessoas presumam o que quiserem.
O resto é interpretação alheia.
O Ofício da Escuta
Escolher a psicanálise como profissão nunca foi apenas sobre seguir uma carreira; foi sobre atender a um chamado para habitar o humano em sua forma mais pura e singular.
Nenhum dia na clínica é igual ao outro. Entre o dito, o silêncio e o nascer das palavras, tenho o privilégio de acompanhar o desatar de nós antigos e a reconstrução de histórias que pareciam estagnadas.
Ser psicanalista é aprender a arte de escutar o que a alma sussurra nas entrelinhas, oferecendo um espaço seguro onde o sujeito possa, finalmente, se reencontrar.
Amo a psicanálise porque ela me ensina, diariamente, que a dor não precisa ser o fim, mas o ponto de partida para a transformação. É um trabalho de paciência, respeito e constante descoberta — e não há nada mais gratificante do que testemunhar alguém se tornando autor da própria vida.
A salvação não é um jogo; é a escolha definitiva entre seguir o seu Criador ou seguir o seu destruidor.
Seguir os caminhos do Senhor exige de nós um coração disposto a obedecer e a fazer o bem sem olhar a quem.
Nada que te obrigue a seguir alguém, fazer algo ou ser de um jeito pode ser tratado como único.
O livre árbitro que nos foi dado desmerece qualquer imposição absoluta aos seus próprios pensamentos e escolhas.
Viver de verdade e tomar controle de suas próprias vontades sem ser dominado pelo outro.
decidi escutar
e seguir a canção
que tocar
o meu coração.
não sei de onde vim
não sei para onde vou
entretanto, aqui estou
fazendo poesiaseja noite ou dia
foi o ritmo que meu coração tocou,
apenas segui a batida
na volta e na partida,
POESIA: seja-bem-vinda!
Algoritmos são os facilitadores no engajamento deidiotas em seguir idiotas ao se influenciarem pelas suas idiotices.
Seguir em frente nunca foi sobre apagar pegadas na areia como se o mar tivesse vindo com a missão de me inocentar da minha própria história. Não. Seguir em frente, eu descobri, é olhar para cada marca que ficou e dizer com uma calma quase desconcertante: você existiu, mas não manda mais em mim. E isso… isso é um tipo de poder silencioso, daqueles que não fazem barulho, mas reorganizam tudo por dentro.
Eu escrevi demais. Meu Deus, como eu escrevi. Parecia que cada palavra era uma tentativa desesperada de dar forma ao que eu sentia, como se organizar frases fosse o mesmo que organizar o coração. E eu chorei… chorei como quem rega um jardim que já não tinha mais raiz viva. E sonhei então, nem se fala. Sonhei tanto que, se sonho pagasse aluguel, eu já teria uma mansão emocional mobiliada com expectativas irreais. Só que eu sonhava sozinha. E essa é a parte que a gente demora para admitir, porque dói menos romantizar do que reconhecer a solidão dentro de algo que a gente chamou de amor.
E no meio desse excesso de tudo, eu fui me perdendo de mim. Porque quando a gente ama demais sem retorno, existe um risco silencioso e perigoso de se diminuir para caber. De negociar limites, de aceitar migalhas com cara de banquete, de se tornar… menor. E eu sei, com uma clareza que só vem depois, que eu não caberia ali. Não porque eu não fosse suficiente, mas porque aquele espaço nunca foi feito para me receber inteira. E quando a gente tenta se encaixar onde não cabe, a gente se dobra. E se dobra de novo. Até quase desaparecer.
E aí veio a escolha mais difícil e mais libertadora: escrever tudo e enviar. Não guardar, não suavizar, não transformar em poesia bonita para consumo próprio. Entregar. Colocar para fora, como quem finalmente solta uma mala pesada depois de uma viagem longa demais. E a resposta… ah, a resposta. Ela não foi mágica, não foi romântica, não foi aquilo que uma versão antiga de mim esperaria. Mas foi exatamente o que eu precisava no agora.
Porque ela encerrou.
E às vezes, o maior ato de amor que alguém pode nos dar é justamente mostrar que importamos e que nos considera especial. Porque apesar de nada mais existir entre ambos, existe o respeito pelo que foi vivido.
Foi ali que a serenidade começou a nascer. Não aquela alegria explosiva, mas uma paz mais quieta, mais madura. Uma dor diferente. Uma dor que não fere, mas ensina. Que não prende, mas organiza. Eu consegui olhar para tudo que vivi e reconhecer: foi pouco, foi breve, foi quase nada… mas dentro de mim virou tanto. E isso não me faz fraca. Me faz humana.
Eu inventei versões, criei histórias, ampliei gestos. Transformei fragmentos em universos inteiros. E tudo bem. Aquela era a minha forma de sentir, de tentar dar sentido. Mas hoje eu não preciso mais sustentar essas narrativas. Eu posso guardar tudo isso como se guarda uma relíquia antiga: com respeito, com cuidado… mas sem uso.
Essa ideia de almas que talvez não tenham se encontrado no tempo certo é bonita, eu admito. Tem um charme quase poético pensar que em outra vida poderia ter sido diferente. Mas a maturidade chega e sussurra uma verdade simples: é nesta vida que importa. É no agora. E o agora não tem espaço para fantasmas bem alimentados.
Então eu guardo. Coloco tudo naquele baú empoeirado, lá no fundo, naquele porão interno onde ficam as coisas que já foram importantes, mas não são mais necessárias. Não jogo fora, porque fez parte de mim. Mas também não deixo na sala, ocupando espaço, interrompendo o presente.
Porque o presente… ele exige presença. E eu tenho alguém ao meu lado agora. Uma história real, construída, imperfeita e viva. E talvez o maior aprendizado de todos seja esse: amar de novo, não como quem repete, mas como quem evolui. Amar com mais consciência, com mais limites, com mais verdade.
No fim, se libertar nunca foi sobre o outro. Nunca foi sobre fazer alguém entender, mudar, voltar ou sentir. Foi sobre eu parar de me prender. Foi sobre escolher não continuar sentindo algo que já não tinha para onde crescer.
E essa escolha… ela muda tudo.
Se você ainda está aí, segurando algo que já acabou, eu te entendo. Mas chega um momento em que continuar sentindo vira uma forma de não viver. E viver, minha querida, exige coragem.
Eu escolhi viver.
Não pretendo ser um modelo de seguir. Apenas ser mais uma pessoa que tenta despertar interesse e inflamar o entusiasmos para a prática dos valores humanos.
“Cada dia um desafio. Devemos seguir sem medo de malograr, embora todos os dias a gente perca o controle da situação. Admitir estes tropeços, só nos faz mais sábios e fortalecidos para os novos embates. Importante mesmo é se preservar inteiro. Assim é a jornada.”
“Para ser feliz, é preciso demorar. Seguir lentamente pelo tempo. Se arrastar indefinidamente pela vida, com a sensação de que nunca vai se acabar. Assim é a felicidade, mansa e calma, seguindo languidamente por um bucólico e longo caminho.”
"A internet inverteu a lógica: antigamente buscavam-se os inteligentes para seguir; hoje, quanto mais idiota é o indivíduo, mais ele atrai outros idiotas para segui-lo."
As coisas que lhe pertence
Elas vão lhe perceber
Irão seguir os seus passos
E nunca Irão lhe perder
Mas só irão lhe encontrar
Quando você despertar
E pra elas quiser viver.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
11 novembro 2025
